domingo, 17 de junho de 2007

Itaquaquecetuba



A origem do município de Itaquaquecetuba remonta a uma das doze aldeias, fundadas pelo padre jesuíta, José de Anchieta, em sua longa permanência no Brasil. Sua criação se deve ao então presidente da província, Bernardo José Pinto Gavião Peixoto, com o nome de vila Nossa Senhora d'Ajuda, em 8 de setembro de 1560, sendo estabelecida na beira do Rio Tietê, para catequizar os guaianases.

Nas décadas de 10 e 20 do século XVII, entretanto, a aldeia ficou quase deserta já que, por ordem de Fernão Dias Paes, desejoso de ter um maior controle dos índios catequizados, a maior parte de sua população foi transferida para aldeia de São Miguel, mais próxima a São Paulo, onde havia sido erguida uma nova capela. A população recomeçaria a crescer apenas em 1624, quando o padre João Álvares, construtor da capela da Conceição de Guarulhos e também da de São Miguel, decidiu levantar em sua propriedade, localizada bem ao lado da aldeia de Itaquaquecetuba, um oratório em louvor a Nossa Senhora d´Ajuda que, em seguida, tornar-se-ia capela. Este foi o marco inicial da povoação, que logo viria a se fixar em seu redor, com o nome, justamente, de Nossa Senhora da Conceição de Itaquaquecetuba, recuperando, assim, o topônimo do antigo aldeamento, elevado à freguesia pela lei Nº 17, de 28 de Fevereiro de 1838.

O primeiro Censo realizado na Aldeia de Nossa Senhora d'Ajuda, em 1765, apresentou os seguintes resultados: 59 "iogos" que eram habitados por 109 mulheres e 117 homens. Pouco cresceu a aldeia que neste estado permaneceu quase duzentos anos. Foi com a inauguração da Variante da EFCB, em 1925 que Itaquaquecetuba começou a crescer e a prosperar.

A denominação reduzida para Itaquaquecetuba ocorreu somente no século XX, quando se separou de Mogi das Cruzes, com sua elevação a município, e com o território do respectivo distrito, pela lei Nº 2.456, de 30 de dezembro de 1953, posta em execução a 1 de janeiro de 1954. Como município, ficou constituído de um único distrito, o de Itaquaquecetuba.



A rigor, o topônimo significa ajuntamento ou reunião de taquaras-faca (uma espécie de taboca ou taquara com cujos ramos, cortantes, se faziam facas), e é formado pela composição de takûara (taquara, taboca), kysé (faca) e tyba (ajuntamento, reunião, abundância), referindo-se a um imenso taquaral que existia na aldeia, no tempo de sua fundação, margeando os rios Tietê e Tipóia. O i parece que é uma prefixação arbitrária, isto é, não vem do tupi, e talvez tenha sido motivado pela grande quantidade de topônimos formados pela palavra pedra em tupi, que é itá. Em Itaquaquecetuba passa a linha imaginária do Trópico de Capricórnio.

Dados do Censo - 2000

População total: 272.942

Urbana: 272.942
Rural: 0
Homens: 136.213
Mulheres: 136.729
Densidade demográfica (hab./km²): 3336,70
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 24,66
Expectativa de vida (anos): 67,10
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,94
Taxa de alfabetização: 90,81%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,744

IDH-M Renda: 0,651
IDH-M Longevidade: 0,702
IDH-M Educação: 0,880
(Fonte: IPEADATA)

terça-feira, 12 de junho de 2007

INCLUSP






Fui convidado pela USP, por ser um aluno oriundo do ensino médio em escola pública a fazer uma palestra com jovens do último ano e que vão prestar vestibular da minha escola onde conclui o colegial.

Saudade da EE Maurício Antunes Ferraz






Estudar em uma universidade pública, gratuita e de qualidade é o sonho de todo o aluno que concluiu o ensino médio. A USP, Universidade de São Paulo, maior e mais importante instituição de ensino e pesquisa do País, realiza todos os anos um vestibular para preencher mais de 10 mil vagas em cerca de 220 cursos de graduação.
Para ampliar o acesso e a permanência do estudante da escola pública na Universidade, a USP lançou o INCLUSP, programa que combina a inclusão social com o mérito acadêmico.
O INCLUSP, Programa de Inclusão Social da USP, reúne uma série de iniciativas para ampliar o acesso e a permanência do estudante de escola pública à Universidade. O Programa atua na superação das barreiras educacionais que dificultam esse acesso, apoiando a participação antes, durante e após o vestibular.
O aluno que fez todo o ensino médio em escola pública pode obter inscrição gratuita para o vestibular; receber até três tipos bônus na nota, dependendo do seu desempenho em outras duas avaliações; após o ingresso pode contar com bolsas de apoio e incentivo para auxiliar sua permanência durante os estudos.

Bônus universal
O aluno que realizou integralmente o ensino médio em escolas públicas brasileiras recebe bônus de 3% sobre a nota do vestibular.

Bônus ENEM
Ao participar do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) o estudante de escola pública brasileira pode ter um acréscimo de até 6% na nota do vestibular, dependendo do seu desempenho na prova. Consulte sua escola ou cursinho para saber como participar do ENEM.




E por que estudar na USP?

A USP é uma universidade pública e gratuita, mantida pela sociedade por meio dos impostos. É a maior Universidade do Brasil e uma das maiores do mundo, reconhecida pela busca da excelência no ensino e na pesquisa e pela contribuição aos avanços da ciência e da tecnologia no País, além do papel de vanguarda no pensamento crítico brasileiro.

As oportunidades que a USP oferece para a formação plena de seus alunos são inúmeras, o que fortalece a formação do futuro profissional e faz com que ele contribua para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Ocupação da Reitoria da USP











A invasão da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) pelos alunos tem mais de um mês. Mesmo após ser expedido um mandado de reintegração de posse, as negociações foram improdutivas, e os alunos permanecem ocupando o prédio de comando da maior universidade do País, com cerca de 80 mil alunos.
O primeiro ato envolveu cerca de 150 alunos. Na tarde de quinta-feira, 3 de maio, eles derrubaram a porta de entrada da reitoria da USP, quebraram alguns vidros e móveis e se instalaram no local. No dia 16 de maio, os alunos ganharam a adesão de membros do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que entraram em greve.
Ainda que de forma parcial, alguns cursos tentam manter a rotina, com aulas normais. É o caso da Faculdade de Economia e Administração. Cursos como os de Filosofia, História, Geografia, Letras e da Escola de Comunicação e Artes estão praticamente desertos.
No meio do fogo cruzado, a reitora da Universidade, Sueli Vilella - que estava viajando no dia da invasão - abriu o canal de negociação, depois de pedir a reintegração de posse do prédio, e cedeu a algumas reivindicações dos alunos, em vão. As ofertas da reitoria dizem respeito a café e almoço aos domingos no restaurante universitário, reestudo do prazo para jubilamento de alunos e ampliação do horário de funcionamento dos ônibus circulares da Cidade Universitária.
A reitora reclama da intransigência dos alunos e diz que contratações de professores e de funcionários para obras e serviços estão paradas porque os documentos estão dentro do prédio. Segundo ela, a partir da desocupação, serão necessários pelo menos seis meses para colocar em dia os processos que foram prejudicados pela ocupação. A folha de pagamento da universidade também estaria em risco, com a impossibilidade de se utilizar o prédio da reitoria, onde ela é produzida.

O motivo e a resposta
O principal motivo da ira dos alunos está em três decretos do governador do Estado de São Paulo, José Serra, que alteram alguns pontos da administração das universidades. Desde que ocuparam a reitoria, os alunos pedem a revogação das leis. Os manifestantes alegam que algumas medidas dificultam a melhor distribuição dos recursos da universidade, impedem as contratações e tiram a autonomia das instituições.
Para tentar acalmar os ânimos, o governador publicou no Diário Oficial do Estado, dia 29, um ato declaratório com o objetivo de explicar a abrangência dos decretos assinados no início do ano, relativos às universidades. Com isso, o governo pretende reafirmar que os decretos não ferem a autonomia das universidades, como alegam professores, estudantes e servidores.

Reintegração
O juiz titular da 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Edson Ferreira Silva, determinou que o Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo cumprisse, a partir de 18 de maio, a reintegração de posse no prédio da reitoria da universidade. O mandado de reintegração expedido dois dias antes.
A iminência do cumprimento do mandado, dia 22 de maio, o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, Joviano Conceição Lima, afirmou, depois de reunião com a reitora da USP que os alunos que ocupam o prédio da reitoria podem deixar o local presos.
"Caso seja constatada depredação patrimonial, desacato ou furto, a polícia tem obrigação de prendê-los. Entre outras coisas, eles podem responder por formação de quadrilha", disse, na ocasião, quando afirmou ainda que estava com o plano montado para cumprir a ordem judicial. A partir dessa data, não deu mais nenhuma declaração à imprensa.

O confronto
No dia seguinte, os alunos e funcionários públicos, majoritariamente da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) fizeram uma caminhada da avenida Paulista até a Assembléia legislativa. Na data, deveriam ser votados os decretos do governador José Serra. Houve confronto com a polícia e a sessão acabou adiada. Não houve registro de prisões.
Cerca de 3 mil alunos e funcionários da USP, além de simpatizantes do movimento, participaram do protesto que pretendia chegar ao Palácio dos Bandeirantes, na tarde do dia 31 de maio, nas ruas da capital. A polícia montou barreiras para conter o avanço dos manifestantes, que tentaram romper o bloqueio por quatro vezes. Houve confronto e a manifestação foi contida pelos policiais com gás-pimenta.No mesmo dia, o secretário de Justiça, Luiz Antônio Guimarães Marrey reiterou que não haverá negociações sem desocupação da reitoria. Na última sexta-feira, os estudantes decidiram manter a ocupação do prédio da reitoria da universidade, após a realização de uma assembléia. Nesta segunda-feira, os estudantes têm uma reunião agendada com a reitora da USP, Sueli Vilella, para negociar as reivindicações. Um mês depois, tudo recomeça, praticamente do zero.

Estive lá hoje para paticipar do III EncontroEstadual de Universidades Públicas Paulistas. Valeu apena por saber que essa luta não será em vão.