segunda-feira, 8 de dezembro de 2003

01 Estados Unidos


Estou nos Estados Unidos. Uma sensação de busca me incomoda. De primeiro momento, atrevo-me a perguntar: o que estou fazendo aqui? Mas em seguida me calo, pois sei que não serei compreendido por ninguém, nem por mim, nem pelos fantasmas que me carregaram pelo colo até aqui...

quinta-feira, 25 de setembro de 2003

Reconhecimento do Amor - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Amiga, como são desnorteantes
Os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
Onde se reclina a inquietação do forte
(Ou que forte se pensa ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
A bruma da renúncia:
Não querias a vida plena,
Tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
Não pedias nada,
Não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.

Descansei em ti meu feixe de desencontros
E de encontros funestos.
Queria talvez - sem o perceber, juro -
Sadicamente massacrar-se
Sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
Desde a hora do nascimento,
Senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
Ou mais longe, desde aquele momento intemporal
Em que os seres são apenas hipóteses não formuladas
No caos universal

Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
Sua espada coruscante, seu formidável
Poder de penetrar o sangue e nele imprimir
Uma orquídea de fogo e lágrimas.

Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
Em doçura e celestes amavios.Não queimava, não siderava; sorria.
Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
Que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro,
O Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
Quando - por esperteza do amor - senti que éramos um só.

Amiga, amada, amada amiga, assim o amor
Dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
Com o olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
E a pura essência em que nos transmutamos dispensaAlegorias, circunstâncias, referências temporais,
Imaginações oníricas,
O vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
As chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
Todas as imposturas da razão e da experiência,
Para existir em si e por si,À revelia de corpos amantes,
Pois já nem somos nós, somos o número perfeito: UM.

Levou tempo, eu sei, para que o Eu renunciasseà vacuidade de persistir, fixo e solar,
E se confessasse jubilosamente vencido,
Até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
Nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
A melodia, a paisagem, a transparência da vida,
Perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.

terça-feira, 15 de julho de 2003


Peguei esse folheto e achei uma boa oportunidade para fazer algo diferente.
Um intecâmbio cultural pode ser uma ótima oportunidade de conhecer uma nova realidade de sociedade, praticar o meu inglês, adquirir mais experiência e vivência...
Vamos tentar

sexta-feira, 13 de junho de 2003

Direito de Greve

Nº 2002.01.00.034650-0 de Tribunal Regional Federal da 1a Região, de 27 Fevereiro 2003

Resumo: A Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, garantiu o direito de greve ao servidor público, condicionando, contudo, seu exercício aos termos e limites definidos em lei específica. A Constituição de 1988, por conseguinte, aboliu a proibição anterior de greve nos serviços públicos, passando a permiti-la. Treze anos, no entanto, são passados e a lei específica não é editada. A vontade do constituinte está sendo desrespeitada, e nenhuma providência é tomada. A Constituição permitiu a greve. O servidor pode exercitar esse direito, ainda que não haja lei específica regulamentando-o. Enquanto essa lei não vier, é de aplicar-se a Lei 7.783, de 1989 - a Lei de Greve. O direito de greve é que não pode deixar de ser exercitado por desídia, uma desídia dolosa, do legislador infraconstitucional, que, na hipótese, está se pondo acima do legislador constituinte.

Obrigado Sr. Osvaldo Dias

quarta-feira, 11 de junho de 2003

Greve

O município de Mauá está com os serviços públicos paralisados. Cansados da enrolação do prefeito Osvaldo Dias (PT), os servidores entraram em greve, por um reajuste de 62%. No dia 11, os trabalhadores da Empresa de Saneamento Básico foram em passeata até o Paço Municipal para se encontrar com os servidores da Educação e da Saúde. Chegando lá, arrombaram a porta que dá acesso à prefeitura e fizeram um arrastão para retirar os fura-greves.
A tendência é continuar o movimento até o prefeito atender as reivindicações.

terça-feira, 29 de abril de 2003

Mauá

Mauá é um município do estado de São Paulo, da Região Metropolitana de São Paulo, pertencente à região do ABC Paulista. A densidade demográfica é de 6.463,7 hab/km². Porém, a densidade urbana é bem maior, já que um terço do município é área industrial e 10% pertence à área rural e ao Parque Estadual da Serra do Mar. É o 11° município do estado em PIB e o 11º em população, com 412.753 habitantes. Mauá está entre as 50 maiores cidades de todo o Brasil.


Fundação: 1º de janeiro de 1954
Gentílico: mauaense
Lema: Quem Ama Cuida
Prefeito(a): Oswaldo Dias (PT)

Municípios limítrofes
Norte: São Paulo; Nordeste: Ferraz de Vasconcelos; Sudeste: Ribeirão Pires e Oeste: Santo André.
Distância até a capital: 26 quilômetros

Características geográficas
Área: 62,293 km²
População 412.753 hab.
Densidade 6.463,7 hab./km²
Altitude: 818 metros
Clima: subtropical

Indicadores
IDH: 0,781 médio
PIB: R$ 4.861.255 mil (BR: 62º)
PIB per capita: R$ 11.966,00

segunda-feira, 28 de abril de 2003

Prefeitura Municipal de Mauá

Hoje foi o meu primeiro dia como funcionário da Prefeitura de Mauá. Assumo a partir de hoje o cargo de Agente Administrativo I.

quinta-feira, 13 de março de 2003

Iraque e Globalização em palestra de Fernando Henrique no Brasil


O ex-presidente da República e professor aposentado da USP, Fernando Henrique Cardoso, deu a sua primeira palestra no Brasil depois de deixar o Palácio do Planalto. Sob o título “O Multilateralismo e a Crise Internacional”, o evento foi realizado no teatro Franco Zampari, da Fundação Padre Anchieta, na noite do dia 13 de março.
Para o ex-presidente, atualmente o mundo vive a possibilidade de um unilateralismo comandado pelos Estados Unidos, e a crise atual em relação à essa superpotência e o Iraque põe em cheque o papel da ONU, criada justamente para evitar todo o tipo de ação sem consulta à comunidade internacional. “O que está aqui não é se o Iraque transgrediu ou não as regras internacionais. Ele realmente as desrespeitou. O que está em jogo é como é que se coíbe esse desrespeito.”, afirmou Fernando Henrique, que acredita que o ideal seria a queda de Saddam Hussein através da ação de próprio povo iraquiano, sendo a intervenção militar a última das opções.
Sobre as críticas à guerra baseadas nos interesses econômicos pelo petróleo iraquiano, o ex-presidente as classifica como “um pensamento antigo”, dizendo que a “ação imperial” na defesa desses interesses, como uma intervenção militar, ocorria no século XIX, não cabendo mais na atualidade, quando são defendidos por outras instâncias.
Ao comentar a declaração do Secretário de Estado norte-americano Collin Powel, que disse haver hoje duas Europas, a Nova e a Velha, confessou: “parece que a Velha está mais sensata”, numa referência ao posicionamento anti-guerra liderado pelo eixo Paris-Berlim-Moscou.
Parte de sua aula foi voltada também para a globalização. Para ele, os mesmos mecanismos que derrubam as barreiras para o capital financeiro também derrubam aquelas para a comunicação, criando assim uma “percepção global” dos problemas que ocorrem no mundo num princípio de “cosmopolitismo”. O ex-presidente, valendo-se de experiência própria, acredita que “as decisões, hoje, são mais complexas.”
Sempre reforçando o diálogo e a união dos países pela paz, Fernando Henrique Cardoso encerrou seu discurso com o apelo “ou nós marchamos para reforçar o multilateralismo, ou senão haverá um esfacelamento de tudo até então construído.”
A palestra durou cerca de 1h e meia e foi proferida para uma platéia de inscritos e convidados, incluindo o Governador Geraldo Alckmim, o presidente do PSDB José Aníbal, o deputado federal Arnaldo Madeira, a ex-primeira dama e também professora aposentada Ruth Cardoso, o presidente da Fundação Padre Anchieta, José da Cunha Lima, a diretora de teatro Ruth Escobar, o cineasta Fernando Meirelles, entre outros. O evento será transformado na Aula Magna dos Grandes Cursos Cultura (uma parceria da TV Cultura com a Fundação Padre Anchieta e o Governo do Estado), a ser exibida no dia 24 de março pela emissora.

quinta-feira, 10 de outubro de 2002

1° Bienal de Humor de Santo André











Foi muito bom fazer parte dessa bienal de humor, principalmente por dois motivos:






Os participantes são de um talento imenso, o que me faz acreditar que fazendo parte desse seleto grupo, mostra um reconhecimento do meu trabalho. Em segundo lugar é saber que os meus trabalhos foram selecionados nas três categorias da Bienal






TIRA


















CHARGE






















CARTUM

segunda-feira, 13 de maio de 2002

Concurso Zuiko de Poesia do Brasil - Prefeitura de Mauá

Fico feliz de ter participado desse concurso de poesia.
O meu poema foi selecionado entre os 25 finalistas o que reconhece um trabalho de expressão e sentimento representado através de palavras...
Parabéns a todos os participantes e que a poesia em suas mais variadas formas sejam valorizadas e admiradas cada vez mais...

FUTURO DO PRETÉRITO

Preferia te amar
conforme a lei me permitir

Na esperança do franco
eu mentiria

Na grandiosa sede de ti
por ti, eu me afogaria

Xingaria sem arrependimento
engoliria palavras sem conjugação

Sentiria dó de mim
Maria, amaria