quarta-feira, 15 de março de 2006

Por que a coruja é símbolo de sabedoria?

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Por influência da mitologia grega, tanto que Atena, deusa da guerra e da sabedoria, tinha uma coruja como mascote. Os gregos consideravam a noite como o momento do pensamento filosófico e da revelação intelectual e a coruja, por ser uma ave noturna, acabou representando essa busca pelo saber. Há ainda uma outra explicação para tal relação, da qual, certamente, o animal não se orgulharia tanto. Com seus olhos grandes e desproporcionais, a coruja se tornou também símbolo da feiúra. Numa língua nórdica antiga, ela era chamada de ugla, palavra que imitava o som emitido pela ave e que daria origem ao termo ugly, "feio" em inglês. "Assim, a coruja segue o estereótipo do sábio, que geralmente é tido como alguém mais preocupado com as divagações interiores que com a aparência externa", diz o helenista (estudioso da civilização grega) Antônio Medina Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP). Mas não foi em todas as culturas que o animal se transformou em símbolo de inteligência.

No Império Romano, por exemplo, a ave era considerada agourenta e seu canto anunciaria a proximidade da morte. Além disso, outros animais também foram usados em civilizações diferentes para representar a sabedoria, como a tartaruga para os chineses e o salmão para os celtas.

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Ribeirão Pires

É no século XVIII que surgem as primeiras referências documentais específicas ao território do atual município de Ribeirão Pires. Em 1677, devido a descobertas de lavras de ouro na região, o capitão-mor Antônio Correia de Lemos foi nomeado para a sua administração, fixando residência no atual Pilar Velho.

No ano de 1714, constrói a Igreja de Nossa Senhora do Pilar. Em 1716 chega à localidade a família do mestre de campo Antônio Pires de Ávila, que deu nome à região. O chamado bairro do Pilar, compreendia as áreas atuais de Ribeirão Pires e Mauá.

Quando a ferrovia foi construída, em 1867, não havia paradas na região, sendo as mais próximas as de São Bernardo (atual Santo André) e Rio Grande. Em 1883 é criada a estação em Mauá e em 1 de março de 1885 foi inaugurada a estação de Ribeirão Pires.

Logo em seguida, em 1888, começam a chegar os primeiros imigrantes italianos, e o desenvolvimento da pequena vila começou a acentuar.

No ano de 1895 foi construído o prédio da atual estação ferroviária, sendo inaugurado em 1 de janeiro de 1900.

População total: 107.046 habitante

* Urbana: 104.508
* Rural: 0-
* Área Territorial: 107 km²
* Homens: 51.634
* Mulheres: 52.874

Densidade demográfica (hab./km²): 1053,51

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 18,38

Expectativa de vida (anos): 69,93

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,00

Taxa de alfabetização: 94,55%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,807

* IDH-M Renda: 0,757
* IDH-M Longevidade: 0,749
* IDH-M Educação: 0,915

Ribeirão Pires ainda é um município em desenvolvimento, carente em áreas de lazer e recreação. Os principais atrativos são eventos esparsos que, em sua maioria, são voltados para a comunidade e alguns poucos pontos turísticos citados a seguir:

* Pedra do Elefante: Localizada no bairro da Quarta Divisão, é um dos primeiros pontos turísticos do município, que teve como uma das principais atividades econômicas a extração e comércio de pedras. Do local pode se avistar municípios vizinhos como Suzano e a Zona Leste de São Paulo.
* Mirante do Morro de Santo Antônio: É um dos principais pontos turísticos do município. O estilo arquitetônico da capela é inspirado na arquitetura colonial. No local, pode se obter a melhor vista panorâmica do município, em 360º, avistando-se inclusive a Represa Billings.
* Mirante de São José: Erguido a 801,4 metros acima do nível do mar, permite visão privilegiada da região central da Município de Ribeirão Pires. No local, há uma estátua representando São José, eleito Santo Padroeiro do município. O local possibilita uma vista de 180º do município, com infra-estrutura e contém um mini-parque com infra-estrutura turística.

Entre os eventos anuais realizados no município estão:

* Festa do Pilar: Evento mais tradicional do município, realiza-se anualmente como parte das comemorações de aniversário do município, no mês de Março. Celebrada na Igreja do Pilar, temos diversos eventos como apresentações folclóricas, comercialização de alimentos típicos e shows com diversos artistas.
* Festival do Chocolate: Evento realizado desde 2005, e se encontra como o quinto maior festival do gênero no estado de São Paulo segundo fontes do município. No festival encontra-se uma grande variedade de chalés, que comercializam chocolates e salgados. O atrativo principal são shows com cantores de apelo nacional.
* Meia-Maratona Trilheira de Ribeirão Pires: Corrida a pé que tem como trajeto ruas do município e trilhas da mata atlântica, e que realiza-se anualmente desde 2001 e que conta com a organização do Rotary Club local em parceria com a Prefeitura Municipal.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Mapa Astral


Seu signo é: Capricórnio ... O EU Interior
O signo de Capricórnio, é o décimo signo do Zodíaco e inicia em 22 de Dezembro e termina em 20 de Janeiro. É um signo Cardeal, de Terra, e é governado pelo planeta Saturno. Sendo um signo tortuoso e violento, esconde dentro de si as emoções que ele não consegue exteriorizar e que tanto o atormentam. Os natos deste signo são pessoas aparentemente calmas e controladas, raramente se abalando com os acontecimentos. São porém bastante negativos, se fechando num mundo próprio e se tornando inacessíveis como as altas montanhas que tanto os atraem. Os lugares elevados e isolados são seus prediletos, já que são governados pelo planeta Saturno. Têm uma tenacidade incrível para superar obstáculos e lutam para alcançar o que desejam. Têm muitas vezes uma infância difícil e não raro, cheia de responsabilidades. Sendo pessoas determinadas e ambiciosas, vão lutar para alcançar a sua meta, custe o que custar, e gostam de alcançar postos elevados, como políticos, ministros, diplomatas. Não se contentam com pouco e acumulam sua fortuna pacientemente, como formigas trabalhadeiras. Se de um lado isto os ajuda a "subir na vida", por outro lado, o excessivo senso de responsabilidade e o senso do dever, lhes dá o "complexo de ATLAS" isto é, gostam de carregar o mundo em suas costas! Mas como se queixam! Podem se tornar egoístas, pessimistas, um pouco tacanhos (Tio Patinhas)! E muitas vezes aparentam ser frios e reservados, dando muita importância a seus princípios tradicionais rígidos e inflexíveis! Aprendam a relaxar um pouco! O mundo não é tão pesado! O Planeta Saturno é o planeta mais rígido do sistema Solar, pesado, inflexível e cobrador! Não deixem que a rigidez excessiva os impeça de gozar os prazeres da vida! Entre as suas qualidades, encontramos a seriedade, a confiabilidade e a sobriedade. Não raramente tem senso de humor, um tanto sarcástico porém. Ele deve aprender a procurar a criança dentro de si, coisa que muitas vezes acontece, pasmem, com a maturidade! Os joelhos, que são o seu ponto fraco no organismo, servem também como símbolo da humildade, como acontece na genuflexão: o Capricorniano raramente se dobra, se ajoelha!Capricórnio e o Amor:Apreciando a constância e a lealdade, os capricornianos são ótimos amigos, mas expressam dificilmente suas emoções, parecendo sempre distantes e frios. Ele "deseja ardentemente se apaixonar", mas isto não está em seus planos mais íntimos e nem em sua natureza, mais fria e calculadora. Pela sua excessiva praticidade pode deixar o companheiro constantemente frustrado, já que não é dado a grandes efusões e é capaz de estragar os momentos mais sentimentais, tirando o ânimo e estragando a brincadeira. Sendo um bom organizador, vai preparar todos os momentos com grande antecedência, mas deve se preocupar em olhar mais as necessidades do parceiro(a), para não se sentir frustrado com a rejeição depois. Para este signo de tradição, família e propriedade, não tem lugar para a improvisação e nem para as aventuras. Capricórnio e a Casa: Como é a casa de um capricorniano? Seguramente uma casa organizada, onde tudo está em seu lugar, mas onde, sobretudo, se reflita a sua condição social. Tudo dentro das mais estritas regras da tradição! Tudo tem seu lugar, e não há excessos, e deve haver um escritório onde poderá com calma continuar a trabalhar, já que a sua carreira está sempre em primeiro lugar. O ambiente pode até parecer despojado, mas ele vai preferir móveis de estilo, tradicionais ou ingleses, e tecidos clássicos. E o seu quarto, como será? Na luz e na calma que são seus luxos, o quarto do Capricorniano se lê como uma planta de arquitetura. Rigoroso e despojado, se concentra no essencial, procurando sempre mais o vazio e o abstrato; mesmo se os supérfluos da decoração, lhe parecem como concessões fastidiosas, o fogo de uma lareira, os livros favoritos e a sombra verde de uma planta, lhe proporcionam os sentimentos de uma presença que, neste lugar íntimo, às vezes lhe faz falta. As linhas são geométricas, essenciais, as cores sóbrias como o preto, cinza, índigo e as cores de terra. Concessão às tradições são os tapetes Persas e os objetos de valor, mas somente os essenciais!

Ascendente em SagitárioO Ascendente tem relação com sua aparência física e com o jeito que você se apresenta aos outros. Você que tem o Ascendente em Sagitário, possui o elemento “Fogo” estampado em seu aspecto físico. Alegre e jovial, sorridente e expansivo, costuma se impor com sua estatura grandiosa e “espaçosa”. Sempre em busca de desafios e com uma grande necessidade de se sentir livre, você vai em busca de novas aventuras procurando sempre superar seus limites. Se não houver um desafio pela frente você irá criá-lo, mesmo virtualmente, pois você é um idealista nato. Você precisa com certeza de exercícios físicos para se sentir bem, e deve procurar especialmente aqueles que lhe permitem uma certa liberdade de expressão. Como você se entedia com a repetição, busque na criatividade uma forma de expressar suas idéias. Você também adora explicar, ensinar, especialmente se estiver buscando nas filosofias e religiões a sua forma de expressão. Sua exuberância pode se tornar exagerada aos olhos das outras pessoas, já que você ocupa, naturalmente, um grande espaço físico. Seu estilo Jupiteriano de ser, o torna inegavelmente “dono do pedaço”. O rosto é muitas vezes avermelhado, pela circulação sanguínea intensa, e não raramente você terá os cabelos claros, alourados ou avermelhados. O quadril (coxas e nádegas) é a parte mais importante do seu corpo, marcando assim esteticamente seu signo ascendente. Este é também o ponto frágil de seu organismo, que também é propenso às doenças sanguíneas e pancreáticas.

Lua em Touro As Suas relacões emocionais.Esta Lua lhe confere amabilidade e confiança, determinação, perseverança e previdência. Você é atraído(a) pelas boas coisas naturais da vida e deseja para si conforto material, artigos de luxo e segurança. Tem atração pela arte de maneira geral, e pode gostar de objetos de artesanato. Você necessita de uma vida saudável, especialmente em contato com a natureza. A Lua em Touro é uma Lua exaltada, isto é, uma ‘super-lua’. Assim, a mulher com esta Lua será uma super-mãe, muito possessiva e cuidadosa com os filhos, marido, casa, etc. Você dá muito valor ao que possui e é boa administradora de seu dinheiro. Por outro lado se a Lua estiver com aspectos negativos, ela pode indicar uma excessiva atração pelos prazeres materiais, um gosto excessivo pelo dinheiro, pelas coisas de valor. Além disso, pode existir um excesso de preguiça, uma sensualidade mórbida e um apego exagerado pelas coisas materiais. Para seu equilíbrio deve ser desenvolvido o desapego pelas coisas materiais e mais maleabilidade. Para a mulher esta é uma Lua fértil prometendo uma prole numerosa.

domingo, 25 de setembro de 2005

ENEM 2005


Muitos estudantes não receberam cartas de confirmação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pelo correio, então devem procurar seus números de inscrição e consultar os locais em que farão prova o quanto antes, por meio do site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) ou do telefone 0800 61 61 61, o "Fala, Brasil".

Foram demais os problemas enfrentados pelos estudantes para acessar o site e telefonar, desde o final da semana passada, devido à demanda.

O prazo para efetuar consultas pelo telefone ontem foi estendido, até a 0h. O serviço também funciona hoje, das 8h às 13h.

É recomendável que os candidatos cheguem aos locais de prova que vai acontecer hoje, ao menos uma hora antes, às 12h. O exame começa às 13h, no horário de Brasília. Quase três milhões de estudantes realizarão o Enem, em 4.385 locais, incluindo 91 unidades prisionais.

Quem recebeu o questionário socioeconômico deve entregá-lo preenchido. Os demais têm até 10 de outubro para levá-lo a uma agência dos Correios.

Os resultados serão enviados aos estudantes e também estarão disponíveis para consulta pela internet.

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

Meu aniversário

Nessa data que comemoro mais um ano de vida, também é a data de falecimento de três Papas.

314 - Papa Melquíades, o 32º papa. Tornou-se Papa em 2 de julho de 311. Sucessor de Santo Eusébio, Melquíades era natural de África e sofreu dura perseguição durante o governo de Maximiano, sendo estes talvez os anos do declínio das perseguições implacáveis contra a Igreja de Cristo. Tudo levava a crer que Melquíades seria mais um Papa a entrar no rol dos mártires, o que não se confirmou. Pelo contrário, teve a oportunidade de presenciar a paz que o imperador Constantino, recém convertido, trouxe à Igreja e ao mundo em 313. Morreu quando a Igreja, portanto, já vivia tempos mais tranqüilos. No campo religioso, o Édito de Milão concedeu a paz à Igreja e a conversão de Constantino, que havia marchado sobre Roma, colocou o cristianismo em situação de favor, embora não o reconhecendo como religião oficial.

705 - Papa João VI, o 85º papa. Nasceu em Éfeso e era de origem grega. Eleito em 30 de Outubro de 701, governou a Igreja durante quatro anos. Foi uma época de momentos difíceis para a cristandade, pois a Igreja estava cercada pelos turcos sarracenos a Oriente e em Espanha. Com a ajuda do povo romano, fez frente às pretensões do imperador bizantino Tibério III (que tentou prendê-lo) e combateu os lombardos que assolavam a planície romana, ainda lhes cedendo parte do exarcado de Ravena. Interferiu nos assuntos da Igreja na Inglaterra, para onde conseguiu levar a paz.

844 - Papa Gregório IV, o 102º papa. Eleito em 20 de Setembro de 827, tomou posse apenas seis meses depois, em 8 de março de 828, ao reconhecer a supremacia do imperador dos Francos, Luís, o pio, de forma inequívoca. Mandou fortificar as muralhas de Roma, perante a ameaça dos muçulmanos (designados como sarracenos), que ocupavam, então, a Sicília. O Duque de Toscana dirigiu, então, um exército que os derrotou por cinco vezes, em África. Isso não impediu, contudo que desembarcassem em Itália, destruindo Civitavecchia e Óstia e ameaçando Roma. Contribuiu para o desenvolvimento arquitectural de Roma e promoveu a celebração do dia de todos os santos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2004

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

segunda-feira, 25 de outubro de 2004

Amigos

Para conhecermos os amigos é necessário passar
pelo sucesso e pela desgraça.
No sucesso, verificamos a quantidade e,
na desgraça, a qualidade.
" Confúcio ”

domingo, 29 de agosto de 2004

Ibiúna


Município que se localiza a uma latitude 23º39'23" sul e a uma longitude 47º13'21" oeste, estando a uma altitude de 996 metros. Sua população estimada em 2003 era de 73.905 habitantes.

Ibiúna é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

A origem do município de Una, atual Ibiúna, vem do tupi-guarani. Una é um vocábulo tupi-guarani que significa "negro", "escuro", "preto", e ybi que significa "terra". Assim sendo, Ibiúna na linguagem tupi-guarani, significa "terra preta".

O rio que banha a cidade "rio de Una", é que lhe deu o nome primitivo de Una.
Trata-se de uma corruptela do "Y Una", que em tupi guarani significa Y - água e Uma - preta. Portanto, Y Una, significa água preta. Os mais antigos ao pronunciarem o nome anterior do município usam a expressão Yuna e apenas uma parte da população usava a pronúncia Una.
Como existiam dois municípios com a mesma denominação de Una, sendo o nosso aqui no Estado de São Paulo e outro no Estado da Bahia, um teria que ter a sua denominação mudada ou alterada.
Entretanto, o município baiano por ser mais antigo e considerado na época de maior valor histórico, herdou em definitivo a denominação de Una.
Mas pelo decreto-lei estadual n° 14334 de 30 de novembro de 1944, o município paulista de Una passou a denominar-se Ibiúna.

ASSIM NASCEU UNA

Por volta de 1710 Manoel de Oliveira Carvalho, se instalou no vale de Una, nas terras de São Roque, Vila de Sorocaba, em uma sesmaria de terras que pertenciam a seu sogro Felipe Santiago, que as cultivava já há alguns anos. Com a morte de Felipe Santiago neste mesmo ano de 1710 Manoel de Oliveira Carvalho requereu para si esta mesma sesmaria, cujas terras estavam sendo questionadas pêlos vizinhos ou supostos invasores. Foi-lhe então outorgada pela Coroa Real a partir de 15 de julho de 1711 a carta de sesmaria de uma légua de terras em quadra, principiando no rio Sorócabussu do sudeste pela estrada de Sorocaba, até as águas de Francisco Duarte e Pedro Machado, com outra légua de sertão correndo pelo rio de Una, acima. Foi ainda concedida a Manoel de Oliveira Carvalho em junho de 1713 a patente de Capitão da Ordenança da Freguesia de Cotia, em virtude do falecimento do Capitão Ignácio Soares.

Esta povoação de Una era então uma fazenda tocada a braços de escravos pertencentes ao abastado capitão Manoel de Oliveira Carvalho, denominada Sítio do Paiol. O capitão fez construir uma capela sob a invocação de Nossa Senhora das Dores de Una, nas terras de São Roque. Por volta de 1750, se instalava no vale de Una, nas terras do bairro Piratuba, Cocaes e Ressaca, a família do Dr. Helvidio Rosa, vindos de Sorocaba. Formaram naqueles terras uma importante fazenda com o trabalho de escravos, sendo que na sede havia loja de armarinhos, leiteria, selaria, venda e pernoites, tornando o local um ponto de parada destinado a tropeiros e viajantes. A prova desse assentamento é a de um crucifixo histórico, que consta pertencer aos antepassados de Helvidio Rosa e que foi encontrado em uma escavação de terras na feitura de um açude. Mais tarde estas terras já sob a denominação de Fazenda Velha dos Rosas, foi adquirida por João Cafezal Domingues e Benedito Domingues. Com a morte do capitão Manoel de Oliveira Carvalho, provavelmente em 1780, as terras e fazenda de propriedade do capitão passaram a pertencer por herança a seu filho Manoel de Oliveira Costa, que mandou erigir uma capela mais ampla, no mesmo local da capela primitiva, sob a mesma invocação de Nossa Senhora das Dores de Una, para os usos religiosos de sua família, escravos e agregados. Nas imediações da capela foram sendo construídas as primeiras casas de barrote e taipa. Em pouco tempo o local tornou-se parada obrigatória dos viajantes, mascates e os tropeiros que ascendiam seus fogos em redor do templo. A impressão que se tinha era a de um presépio permanente. E essa impressão viria-dar à Vila de Una o cognome de “A Cidade Presépio”. Mais tarde estas terras e fazenda passaram a posse do Capitão Salvador Leonardo Rolim de Oliveira, por ato de compra e venda, já denominada Fazenda Velha de Una.

Seus irmãos Bernardo Antunes Rolim de Oliveira e João Rolim de Oliveira, todos vindos de Sorocaba, também adquiriram glebas que iam da serra de São Francisco em sentido oposto, rumo a Sorocaba. O capitão Salvador Leonardo Rolim de Oliveira ficou com a gleba já no atual centro do vilarejo de Una. Animado pelo bom espírito religioso do povo (escravos, agregados, viajantes e tropeiros), que careciam de apoio espiritual, requereu o Alvará Régio expedido em 29 de agosto de 1811 por Dom Matheus de Abreu Pereira por ordem do Príncipe Regente Dom Pedro I, que elevou o vale de Una à condição de Freguesia e Paróquia do Povoado, sob a égide de Nossa Senhora das Dores de Una. Q território foi formado com partes desanexadas das freguesias confinantes de Sorocaba, Cotia e Parnaíba nas terras de São Roque. A extensão territorial de Una ficou estimada em 1.093 km2. Em 11 de fevereiro de 1811 nascia no vilarejo de Una o seu primeiro filho ilustre - Jesuíno José Soares, que mais tarde passou a assinar Jesuíno José Soares de Arruda. Era filho do casal de portugueses Francisco António dos Santos e Brandina Soares, radicados em Una desde 1790 e que possuíam uma loja de armarinhos no bairro do Curral. Jesuíno era tropeiro de profissão e viria fundar em 1857 o próspero município de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo. O bairro do Curral recebeu essa denominação por ser naqueles tempos um local muito apropriado para o descanso e pernoites de tropas e sua proximidade com a Vila de Una. Esse bairro serviu de parada e pouso para as tropas de Duque de Caxias, quando por aqui passava em suas sucessivas missões para sufocar rebeliões ou promover pacificação em Sorocaba e outras partes do Estado. Consta inclusive a passagem por Una, quando Caxias se dirigiu a Sorocaba para prender o Padre Diogo António Feijó. Por volta de 1850 o capitão António Vieira Branco, português de nascimento e brasileiro de coração, se instalou nas terras de Pirapora, depois denominada Colégio de Pirapora e mais tarde simplesmente Bairro do Colégio e nas terras do bairro Areia Vermelha, respectivamente. As terras foram doadas ao capitão António Vieira Branco, pelo imperador por ato de bravura e relevantes serviços prestados à coroa imperial.

Formou uma importante fazenda com trabalho escravo, instalou uma serraria e uma máquina de benefício de algodão inaugurada em 1857. Na fazenda eram fabricados vários tipos de ferramentas, tais como foice, machados, enxadas, martelos, serrotes, pregos e parafusos, além de ferramentas de uso agrícola. As terras do capitão Vieira Branco, veterinário, chegou a ser fazenda modelo no Brasil Império.

A Era Indígena
Tinha-se conhecimento que as terras do vale escuro de Una, no período de 1618, era habitada temporariamente por índios tupi-guarani, que deram origem ao nome primitivo de Una. O vale escuro era mais um caminho de fuga e um esconderijo para protegê-los de caçadores de índios para escravizá-los. Os índios usaram pouco essas terras para as suas paupérrimas plantações de milho e fumo e pouco se reproduziram nessa região. Mas abriram o primeiro caminho e deram os primeiros passos em direção ao Vale. Essas informações foram retiradas do site www.guiaibiuna.tur.br.

A Imigração Portuguesa
Em fins do século XVI e início do século XVII, foram chegando ao Vale de Una os primeiros imigrantes de origem portuguesa. Vieram atraídos pela abundância de madeira de lei e na esperança de encontrarem minérios e pedras preciosas. Fizeram-se representar nas pessoas de Felipe Santiago, Francisco Duarte, Pedro Machado, Ignácio Soares, Manoel de Oliveira Carvalho, Manoel de Oliveira Costa, Francisco António dos Santos, Helvidio Rosa, Salvador Leonardo Rolim de Oliveira, António Vieira Branco, João Cafezal Domingues, Benedito Domingues, Manoel Homem de Góes, Fortunato de Góes Pinto, António Coelho Ramalho, João Pereira, entre outros. Através desses primeiros habitantes efetivos, os portugueses e seus descendentes continuaram a se estabelecer nas terras de Una e posteriormente Ibiúna. De início as atividades se traduziam na extração da madeira de lei, a lenha, o carvão vegetal e o aproveitamento do pó de serra. Dedicavam-se também na extração do palmito, o mel de abelhas, além das culturas de fumo, milho e feijão. Investiam na criação de animais que forneciam o leite e seus derivados, a carne, a banha, ovos e os chamados animais de tração usados na prestação de serviços. Foram os portugueses os fundadores de Una e sua descendência participou de todas as atividades desenvolvidas no município, desde a economia informal, a prestação de serviços, as funções e atividades liberais, a agricultura, indústria e o comércio. A participação na política municipal aparece com grande performance.

A Introdução do Negro Africano na Vila de Una
Através dos portugueses, foram introduzidos na Vila de Una os negros africanos, na condição de escravos. Os negros africanos e seus descendentes, muitos nascidos na própria vila, marcaram a passagem dessa imigração provocada e involuntária, através do trabalho forçado, mas que muito contribuíram para que Una continuasse a lenta caminhada em busca do progresso e o bem-estar do povo. Entretanto, terminada a época da escravidão no Brasil, pela lei áurea de 13 de maio de 1888, assinada pela Princesa Izabel, os negros africanos e seus descendentes não permaneceram na sua totalidade na Vila de Una, sendo considerada pequena na comunidade a presença dos descendentes negros. Entretanto é considerável a presença em Ibiúna dos mestiços. Essas informações foram retiradas do site www.guiaibiuna.tur.br.

A Imigração Italiana
Nos anos de 1890 e 1891 a Vila de Una recebia em suas terras os primeiros imigrantes italianos. Mais tarde descendentes de italianos também se fixavam em Una. Eles se fizeram representar pelas famílias Falei, Melanias, Nani, Pécci, Bastos, Bini, Coscarelli, Sandroni, Andreolii, Marcondes, Dal Fabro, Romano, Ferracini, Giancolli, Folena, Calvo, Casaburi, Cavalieri, Latarullo, Parente, Fanti, Marcicano, Duganieri, Albertim, Rabelo, Belo e outras posteriormente. Um marco do início dessa imigração na Vila de Una está gravado na fachada de uma casa comercial no início da Rua 15 de Novembro com os seguintes dizeres:
“Casa Falei - Fundada em 1892”. Os imigrantes italianos e seus descendentes participaram de início e participam de todas as atividades econômicas que vão desde a agricultura, indústria e comércio, até as atividades informais e de prestação de serviços e o desempenho nas profissões liberais. A participação na política municipal tem sido das mais expressivas, tendo entre seus descendentes alguns ocupado os mais altos cargos políticos do município.

A Imigração Árabe
A imigração de árabes e seus descendentes chegou à Vila de Una em 1898. Esses imigrantes e seus descendentes que aqui se estabeleceram foram os membros das famílias Assef, Habibe, Hadade, Riskalah, Musa, Gebara, Elias, Rahal, Issa, Chedid, Juni, Jorge, Sales, Marum, Salite e Hanzi. A imigração árabe contribuiu muito para o progresso urbano, através das atividades comerciais. A contribuição na agricultura e na indústria se fez mais através de investimentos que se estenderam ao longo dos anos a outros setores de atividades. Entretanto, participam dos mais variados setores de serviços, profissões liberais, bem como da economia informal existente no município. Entre seus descendentes a participação na política marca uma época nos destinos do município, quanto ao progresso e bem-estar da comunidade. Essas informações foram retiradas do site www.guiaibiuna.tur.br.

Á Imigração Japonesa
A imigração japonesa teve início em 1932, com a chegada em Una dos primeiros imigrantes Euriko Iwakawa e depois Shigemori Maeda. A imigração nipônica se tornaria mais efetiva nos anos que se seguiram com o assentamento das famílias Samano, Arizono, Muramatsu, Kikonaga, Kawakami, Kaneko, Ideriha, Nakayama, Nakamura, Nakajima, Watanabe, Takafuji, Matsuda, Saito, Saitow, Miyaji, Setoguti, Morita, Miazaki, Murioka, Yoshito, Mikami, Teramae, Sokoda, Sugahara, Suetsugo, Fiiruya, Ogno, Yasuhara, Kitadani e tantas outras que juntas formaram a maior colônia de imigrantes instalada no município.

Esses imigrantes trouxeram em suas bagagens novas técnicas de plantio e variedades de cultivos que aplicados nas áreas de produção foram diversificando e multiplicando-se a ponto de tornar Ibiúna o maior celeiro de produção de hortifrutigranjeiros do Estado de São Paulo e do Brasil. A primeira atividade desenvolvida foi prioritariamente a agricultura e somente após o término da 2a guerra mundial é que iniciaram a participação em outras atividades. A indústria, o comércio, a prestação de serviços e funções liberais e informais ocupam considerável número de japoneses, nisseis e sansseis. A participação na política municipal iniciou-se de forma tímida e cautelosa e até então é exercida mais em forma de apoios, com participação regular. Mas entre seus descendentes alguns já ocuparam e ocupam cargos políticos no município.

A Imigração Chinesa

Os imigrantes chineses tentaram formar sua colónia em Ibiúna na década de 1960. Entretanto não tiveram a mesma performance dos imigrantes de outras nacionalidades aqui estabelecidos ou assentados nas áreas de produção agropecuária. Aluaram pouco na agricultura, tentaram a industrialização e o comércio, mas não se aclimataram. Foi portanto uma imigração meteórica dentro de um ciclo rápido e a colônia acabou desaparecendo. Não houve participação na política municipal. O grande tributo dessa nacionalidade a Ibiúna ficou por conta dos padres chineses, Dr. Lourenço Chang (Padre Lourenção) e Dr. Lourenço Chen (Padre Lourencinho), doutores em teologia. Eles realizaram uma notável obra evangélica e cristã, além de uma destacada atuação social e cultural de grande significado religioso e histórico. Ibiúna muito deve a esses abnegados sacerdotes Lourencinho e Lourenção, como eram tratados carinhosamente pela comunidade religiosa de Ibiúna.

A Imigração Isolada

Existem imigrantes e descendentes de imigrantes de outras nacionalidades vivendo em solo ibiunense, mas que não chegam a formar colônia ou constituir núcleos. Entretanto, embora anônimos são reconhecidos como cidadãos úteis à comunidade através dos trabalhos que desenvolvem segundo à capacitação e o grau de instrução de que são possuidores. Entre esses figuram argentinos, boli vianos, espanhóis, alemães, russos e americanos. E o caso do argentino José Famiglietti, já falecido. Era químico de profissão e possuía, uma propriedade situada na Rua Guarani, esquina com a Avenida Benedito de Campos. A família Fuji de origem boliviana que mantém a sua descendência em Ibiúna.

Há que se destacar a descendência das famílias Cruz e Aro, de origem espanhola e do próprio autor, filho de pai espanhol.

A família de Sérgio Romanivc, natural da Rússia, cujos descendentes estão radicados no bairro do Salto. As famílias de Olinto Martins de Moraes, já falecido e os descendentes da família Ribeiro, ambas de origem alemã. A família do norte-americano William Brondin, também falecido que se situava no bairro Campo Verde.
Essas citações representam a exemplificação da imigração isolada no município.
E, dentro desse contexto existem casos curiosos, interessantes, dignos de nota.
Um desses casos refere-se ao bispo chinês. Dom Job Tch Enn Che Ming, que faleceu em desastre de automóvel, quando vinha visitar os padres chineses da paróquia e conhecer Ibiúna. O corpo do bispo foi sepultado no cemitério da Paz.
No mesmo jazigo foi sepultado o Padre João (Chang Shiang), que prestou serviços religiosos na paróquia de Ibiúna, mas que fora vigário da catedral de Pequim antes da revolução cultural de Mão Tse Tung. Outro caso é o do oficial italiano Primo Monguzzi, homem de confiança do exército do ditador da Itália, Benito Musolini. O corpo do oficial general foi sepultado no cemitério da Paz, em 1977. O cônsul brasileiro Carlos Cintra, gaúcho de nascimento e que prestou seus serviços no consulado do Brasil na Argentina, durante o governo de Getúlio Dorneles Vargas, residiu em Ibiúna. Faleceu aos 85 anos de idade e seus restos mortais estão sepultados no cemitério da Paz em Ibiúna. A residência do
cônsul estava localizada em um terreno por onde passa a avenida marginal da cidade. A casa foi destruída pelo fogo e todo o acervo de livros, jornais, revistas e outros pertences foram queimados, o que seria na atualidade uma grande contribuição na formação do património histórico e cultural de Ibiúna.

Foi sede, em 1968 do congresso clandestino de UNE, que resultou na prisão de 920 estudantes.

domingo, 11 de julho de 2004

Campos do Jordão


Campos do Jordão é um município localizado na Serra da Mantiqueira. A cidade tem altitude de 1628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro, considerando-se a altitude da sede. Sua população estimada, em 2004, é de 47.903 habitantes. Dista 167 Km da cidade de São Paulo (capital), 350Km do Rio de Janeiro (capital) e 500 Km de Belo Horizonte. Sua principal via de acesso rodoviário é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, que tem início em Taubaté, município localizado a 45 km da cidade.

Campos do Jordão é chamada de Suíça Brasileira, principalmente pela sua arquitetura de influência europeia e pelo seu clima frio. Por isso, a cidade recebe maior quantidade de turistas durante a estação do inverno, especialmente no mês de julho.

Fundado em 29 de abril de 1874, o município tem como principal atividade econômica o turismo e é um dos principais destinos de inverno do Brasil.


Seu clima é tropical de altitude (Cwb), com verões suaves e invernos frescos. Ocorrências de neve foram registradas em 1928 e 1942, sendo a última vez em que foi registrada neve na cidade. Geadas são comuns durante o inverno e a temperatura mínima absoluta foi de -7,3°C em 1º de junho de 1979.[5]. Seu clima temperado favorece a criação de hortênsias, especificamente as da espécie Hydrangea macrophylla.

População Total: 44.252

* Urbana: 43.809
* Rural: 443
o Homens: 21.978
o Mulheres: 22.274

* Densidade demográfica (hab./km²): 152,86
* Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 8,52
* Expectativa de vida (anos): 75,73
* Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,18
* Taxa de Alfabetização: 92,28%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,820

* IDH-M Renda: 0,763
* IDH-M Longevidade: 0,846
* IDH-M Educação: 0,851

Campos do Jordão realiza anualmente um importante festival internacional de música erudita. Em setembro, realiza o Festival da Viola. Campos do Jordão abriga o Palácio Boa Vista, detentor de um amplo acervo de arte nacional do período colonial e do modernismo, aberto à visitação pública. Também possui o Museu Casa da Xilogravura - o maior em seu tipo existente no país - e o Museu Felícia Leirner, com esculturas a céu aberto.