quinta-feira, 24 de maio de 2007

9º Congresso de História do Grande ABC




Visita ao Pico do Bonilha, patrimônio cultural da Região do Grande ABC - Saída EMEB Sta. Terezinha

Espaços de depoimento:
A presença histórica das religiões no ABC - Ao longo da história as religiões tiveram, e ainda têm, um papel fundamental na estruturação de indivíduos e grupos sociais. O propósito deste espaço é chamar a atenção para a existência histórica de algumas religiões no Grande ABC através de relato de pessoas que tenham tido uma vivência significativa no interior das mesmas. Os relatos não deverão abordar questões doutrinais e sim a história da instituição na sua relação com a Região do Grande ABC.
*Mário Kimitada Hirai – Comunidade Budista
*Jihad Hassan Hammadeh – Comunidade Islâmica
*Levi Correia de Araújo – Igreja Batista
*Nilson de Souza Santos – Candomblé
*Coord. Márcio Magalhães Fontoura – diretor geral da FAENAC, coordenador diocesano da Pastoral da Educação

Memórias do trabalho I
Trabalhadores aposentados se encontram para relatos acerca das condições de trabalho de outrora, recuperando, a partir de suas experiências, o cotidiano de trabalho de um tempo permeado pelos olhares da memória.
Coord. Philadelpho Braz – memorialista e coordenador do GIPEM.
A atividade Memórias de Trabalho I, realizada na manhã do dia 24, cativou os participantes com histórias e depoimentos de ex-metalúrgicos que vivenciaram o verdadeiro “chão da fábrica”. Ficaram registradas as angústias, as conseqüências da militância numa época de repressão (prisões, problemas com a família), o medo de perder o emprego, as condições de trabalho, o respeito às hierarquias e a rigidez do horário. Segundo o coordenador da atividade, Philadelpho Braz, a história do trabalho envolve a pessoa de tal forma que acaba se tornando o centro do universo.

Mulheres de Eldorado
Apresentação do grupo de dança formado por mulheres do Bairro Eldorado de Diadema
Espaços de diálogo:
São momentos dentro do Congresso onde, a partir de inscrição prévia, pesquisadores acadêmicos e não acadêmicos, estudantes, memorialistas e protagonistas, discutem, entre si e com o público presente, temas que estudam, pesquisam, vivenciam e/ou vivenciaram.

1. Dança no ABC
Coord. Arlete Feriani – socióloga, pesquisadora de dança e membro do GIPEM

2. Gestão de Cultura e Ação Cultural
Coord. Dalila Teles Veras – escritora, editora e animadora cultural

3. Futebol Operário
Coord. José Eduardo Assumpção – professor de Educação Física da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo e membro do COMPAHC-SBC
O futebol praticado dentro das empresas teve um papel importante na história do esporte e da própria região. Por conta disso, o Espaço de Diálogo realizado na tarde do dia 24, com o tema “Futebol Operário”, estimulou historiadores, memorialistas, alunos da Escola Estadual Iracema Munhoz e amantes do esporte a compartilharem lembranças de bons times – como o Irmãos Romano e o DER – e bons “causos”.Um dos participantes, Walter Adão, de Diadema, lembrou que a história do futebol nas fábricas é bastante rica. Os diversos campeonatos tinham a finalidade de confraternizar os funcionários. “Futebol é a coisa mais bonita para se fazer amizades”, disse.Ciro Cassetari, ex-presidente do Palestra de São Bernardo, ressaltou que as fábricas estimulavam os funcionários a praticar esporte. Eram muitos times formados e os clubes – ou Associações Desportivas Classistas (ADC) – ficaram tão fortes que buscavam jogadores de fora. “As fábricas contratavam bons jogadores, que viravam funcionários efetivos, dando expediente na empresa”, contou.Perguntados sobre o futuro, a opinião foi praticamente unânime: o futebol de fábrica está acabando. “As empresas não aplicam mais no futebol, estão enxugando seus quadros de operários e não têm mais condições para isso”, lamentou Cassetari.
4. Movimentos Sociais (Memória e Meio Ambiente)
Coord. Simone Scifoni – geógrafa do IPHAN e membro do COMPAHC-SBC

5. Educação e cultura: construção de conhecimentos
Coord. Alexandre Takara – professor de Antropologia da UMESP e Secretário Adjunto de Cultura, Esportes e Lazer de Santo André.

6. As cenas musicais no ABC
Coord. Júlio Mendonça - analista de cultura da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo

7. Culturas e formas de trabalho
Coord. Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio – professor de Filosofia e coordenador geral de Pesquisa e Pós-Graduação da FAENAC

Diálogo com a produção científica sobre o ABC (apresentação de pôsteres)
Mesa de debate
O papel das Instituições de Ensino Superior do ABC no desenvolvimento regional
*Paulo Rogério Stella – professor da UMESP e Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Fundação Santo André.
*Paulo Bessa – professor de Psicologia e Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UMESP
*Joaquim Celso Freire e Silva – professor da Universidade IMES
*Coord. Jeroen Johannes Klink – Professor-Adjunto na área de Análise Econômica para Ciência e Tecnologia e Pró-Reitor Pró-Tempore de Extensão da Universidade Federal do ABC.
A universidade como laboratório para novas soluções.
Ir além do ensino puro e simples, preparar os alunos para pensar e propor soluções dos problemas econômico-sociais da região. Em linhas gerais, foi o ponto central da Mesa de Debate “O Papel das Instituições de Ensino Superior do ABC no Desenvolvimento Regional”, que aconteceu na noite do dia 24. Os debatedores, representando as principais universidades do Grande ABC, abordaram os diversos projetos de extensão universitária desenvolvidos atualmente, que buscam auxiliar o desenvolvimento de todo o Grande ABC.Para o coordenador da mesa, o Prof. Jeroen J. Klink, existe a necessidade de uma melhor articulação entre universidades e o setor produtivo. “A universidade deve apoiar a reestruturação produtiva, propor mudanças para um melhor modelo de desenvolvimento”, afirmou.


quarta-feira, 23 de maio de 2007

9º Congresso de História do Grande ABC


Conferência:
A Produção da Vida
*Suzanna Sochaczewski (conferencista) – socióloga , coordenadora de educação do DIEESE
*Luis Paulo Bresciani (debatedor) – Secretário de Desenvolvimento Econômico e Ação Regional da Prefeitura de Santo André e Professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (IMES)
*Antonio Possidônio Sampaio (debatedor) – advogado e escritor
*Coord. Alexandre Polesi - jornalista, diretor editorial do Grupo Olho Vivo e da ABC Editorial

Mesas de debate
1 - A indústria hoje no ABC – Adeus ao trabalho?
*Tarso de Melo – advogado e poeta
*Angelo Marcos Queiroz Prates – economista, professor e coordenador do Curso de Ciências Econômicas da Fundação Educacional Guaxupé.
*Jefferson José da Conceição – economista do DIEESE
*José Armando Pereira da Silva – pesquisador da história cultural, membro da A.B.C.A.
*Coord. Terezinha Ferrari – professora de história e sociologia do trabalho no Centro Universitário Fundação Santo André

2 - Regionalidade: contradições históricas e culturais
*Matilde Maria Almeida Melo – professora de Sociologia da PUC-SP
*João Carlos de Moraes – Coordenador do Núcleo de Pesquisa Institucional em Desenvolvimento Regional da FAENAC
*Daniel Lima – jornalista, escritor e diretor-editorial da revista LivreMercado
*Coord. Ademir Médici – jornalista e pesquisador da história do Grande ABC

Conversas de Memória I
Momento livre para pesquisadores, memorialistas e protagonistas trocarem idéias, experiências, contarem causos e compartilharem memórias.

Relíquias de História
Apresentação de peça teatral com alunos que integraram as oficinas de teatro de São Bernardo do Campo

terça-feira, 22 de maio de 2007

9º Congresso de História do Grande ABC



Entrega das obras de reforma geral da EMEB Santa Terezinha - O local escolhido para abrigar o evento, a antiga Escola Municipal de Educação Básica Santa Terezinha, foi a primeira escola do ensino pré-primário municipal de São Bernardo do Campo, fundada em 1960. Tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Artístico e Cultural, em 2001, o espaço foi totalmente recuperado para a realização do Congresso.
Solenidade de abertura do 9º Congresso de História do Grande ABC
Apresentação musical com Esqui
Exposições
Lançamento de livros
Apresentação do Grupo Folclórico de Congada do Parque São Bernardo

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Dia de Combate a violência e exploração sexual de crianças e adolescentes


O Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e adolescentes, nesta sexta-feira, 18 de maio, será marcado por palestras, debates, apresentação de filme e atividades de conscientização na rede de ensino municipal, nas unidades básicas de saúde e nos serviços públicos de São Bernardo.
O Teatro Cacilda Becker, no Paço, terá programação especial a partir das 13h30. Entre os convidados, o desembargador Antonio Carlos Malheiros, responsável pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, e o juiz Luiz Carlos Ditommaso, da Vara da Infância e da Juventude do Fórum de São Bernardo, abordarão os aspectos jurídicos da violência sexual. A partir das 14h30, serão apresentados os problemas de ordem médica e psíquica pelo ginecologista Jefferson Drezett, coordenador do Serviço de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, de São Paulo. O debate sobre o tema virá na seqüência.
A outra atração ficará por conta da exibição do premiado filme Anjos do Sol, de Rudi Lagemann. A fita relata a história de uma garota de 12 anos que é vendida pela família a um recrutador de prostitutas. Maria (Fernanda Carvalho) é encaminhada para um prostíbulo na Floresta Amazônica, onde sofre vários abusos sexuais. O elenco traz Antônio Calloni, Chico Diaz, Otávio Augusto, Vera Holtz e Darlene Glória, entre outros.
Paralelamente à programação no teatro, durante todo o dia, várias atividades ocorrerão nas escolas e órgãos públicos municipais com distribuição de panfletos de orientação e conscientização. Uma das recomendações em casos de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes é denunciar os crimes na própria Delegacia de Defesa da Mulher ou pelos telefones 0800 7737-888.
O dia 18 de maio foi instituído pela lei federal 9.970, de 2000. A data é em protesto ao crime contra Araceli Cabrera Sanches que, aos 8 anos, em 1973, foi seqüestrada, drogada, espancada, estuprada e morta em Vitória, no Espírito Santo.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Estamos atrasados

A nossa educação em comparação com outros países emergentes como a China e a Coréia está com um atraso de pelo menos 50 anos. Se essa comparação for feita com relação aos países ricos, a distância é de 120 anos (para eles, nosso país mesmo no século XXI, em termos de educação está no século XIX). Mas por que estamos nessa situação? Segundo os economistas Eduardo Giannetti da Fonseca e o irlandês Dan O'Brien, especialista em nações emergentes, não temos uma visão de longo prazo sobre o problema. Os dois economistas fizeram uma palestra em São Paulo nesse último mês e o tema principal de debate foi o não oferecimento de um ensino de boa qualidade por nossas instituições. Um fator importante para chegarmos a essa realidade, segundo Giannetti, é um modo constante dos governantes e autoridades de manter os mesmos padrões e diretrizes à educação ao longo dos séculos, nos vários níveis de governo, com uma necessidade de perseguir resultados imediatos, sem pensarem em medidas reais cujos efeitos pudessem ocorrer depois de anos, com a troca de poder. Isso explica o fato de parte do orçamento para a educação ter se esvaído em obras e não em formação e qualificação. Segundo ele "No Brasil, encara-se a educação como um problema de construção civil: as autoridades competem para saber quem mandou erguer a escola mais vistosa".
Dan O'Brien, reforça a idéia de que as nossas escolhas brasileiras tem muito a desejar no que se refere a uma qualidade ensino: metas acadêmicas, professores competentes e um sistema preparado para cobrar os resultados. Simples, mas a exemplo de outros países só é possível chegar a esses requisitos se soubermos investir recursos às questões pedagógicas e esperar por anos, décadas para se chegar a um resultado, esquecendo questões políticas e interesses de grupos. O'Brien dá um exemplo vindo de seu próprio país, a Irlanda. Nos anos de 1970, quando os irlandeses tinham um lastimável índice de 35% de analfabetismo, a iniciativa partindo dos líderes de partidos rivais que estabeleceram metas detalhadas a ser cumpridas para a educação para os anos seguintes, que ficou conhecido como "pacto para o ensino". Depois de líderes que entraram e saíram do poder esse compromisso com a educação se manteve e a Irlanda tem um bom modelo de educação.
A solução para o Brasil ou é começar a pensar lá na frente ou ver todo mundo lá longe nos tendo como referência de uma educação de má qualidade.


Uma mãe perguntou a Napoleão: quando deverei começar a educar meu filho? 40 anos antes de nascer, respondeu ele.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

sábado, 27 de janeiro de 2007

Dia do Inspetor de Alunos ou Dia do Bedel

Existe dia para todas as profissões e motivos, mas alguém sabe quando se comemora o dia do Bedel?

A Camara Municipal de Curitiba tem uma proposta para criar essa data comemorativa. Ela é do vereador Jair Cézar (PTB) que propõe os festejos na primeira sexta-feira do mês de maio. Inspetores das escolas da rede municipal de ensino prestam relevantes serviços: desde recepcionar os alunos, além de manter a disciplina e ordem nas dependências das instituições. Durante o recreio, são os inspetores que circulam entre os alunos, coibindo excessos. E ainda , que enquanto os alunos estão em sala de aula, os inspetores auxiliam na direção da escola, exercendo diversas atividades. Como exemplo, cita visitas às casas de estudantes faltosos, atendimento às necessidades de materiais nas salas, auxílio aos professores que se ausentam por alguns instantes, além de permanecerem nas instituições fora do horário de expediente, fazendo companhia aos estudantes, cujos pais se atrasaram em buscá-los.
São funcionários necessários e muito úteis nas escolas mas, às vezes agredidos verbalmente e com ameaças físicas por maus alunos ou funcionários. E com a instituição do dia do Inspetor Escolar Municipal será a oportunidade para destacar a sua importância num determinado dia do ano.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Um velho índio

Um velho índio descreveu certa vez em seus conflitos internos: "Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Os dois estão sempre brigando..." Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: "Aquele que eu alimentar"

sábado, 23 de setembro de 2006

Jogos Abertos do Interior - São Bernardo do Campo


Foram 13 dias de evento desde a chegada do fogo simbólico na segunda-feira, 11 de setembro, até o último jogo disputado na noite de sábado (23). E o balanço dos maiores Jogos Abertos do Interior da história só podia ser positivo, pelas inovações que trouxe e pelo legado que deixou ao município de São Bernardo do Campo, à maneira de se organizar o evento em si e ao esporte de forma geral.

Não foi à toa que o coordenador de Esportes da Secretaria da Juventude, Esportes e Lazer do Estado de São Paulo, Antônio Carlos Pereira, afirmou que os Jogos Abertos se dividem em antes e depois de São Bernardo do Campo. Pereira acompanha o evento há 36 anos e afirmou nunca ter visto tanto profissionalismo como o demonstrado pela cidade do ABC.

“Nesses 70 anos de realização, os Jogos sofreram mudanças, sempre ascendentes. Mais modalidades foram incorporadas, mais atletas começaram a participar. Acho, porém, que São Bernardo do Campo é um divisor de águas. Primeira vez que vejo organização tão competente e profissional, elogiada por todas as delegações. Não há do que reclamar. Acolhimento nos alojamentos, a estrutura, tudo perfeito”, disse Pereira.

Para Pereira, ninguém vai conseguir esquecer qual cidade organizou os Jogos de 2006. “Conquistar o título geral dos Jogos foi uma coisa tênue se compararmos com o que significou organizar essa edição do evento. Dentro de alguns anos, ninguém vai lembrar da campeã, mas todo mundo se lembrará da cidade sede, pois impressionou. E as cidades que vão organizar os Jogos nos próximos anos têm um problema pela frente que é fazer igual ou melhor. Se fizerem igual já estará ótimo”, completou.

Os 70º Jogos Abertos do Interior contaram com a participação de 189 cidades (duzentas se inscreveram, mas houve desistências), 1.464 equipes (masculinas e femininas) e 13.415 envolvidos entre atletas e dirigentes. Vinte e quatro modalidades esportivas contaram pontos para as cidades participantes e outras oito extras foram disputadas como exibição, podendo ser adotadas definitivamente nas próximas edições dos Jogos.

São números gigantes, semelhantes aos de eventos esportivos internacionais e que se somam a outros, como os R$ 10 milhões investidos na reforma e adequação dos espaços esportivos da cidade. O resultado desse investimento foi uma organização profissional, nunca vista antes na história dos Jogos.

“O balanço que faço é o melhor possível. As cidades participantes se manifestaram de forma positiva e aprovaram as instalações esportivas. A Secretaria de Esportes do Estado afirmou que São Bernardo é um divisor de águas e, principalmente, o legado que os Jogos deixaram para a cidade é positivo. Houve envolvimento da cidade e o que ficou foram equipamentos que servirão para aprimorar o nosso trabalho junto à comunidade”, comentou o secretário de Esportes de São Bernardo, José Fiorizi Piovesana.

domingo, 10 de setembro de 2006

Jogos Abertos do Interior - São Bernardo do Campo



São Bernardo está se preparando para abrigar os LXX Jogos Abertos do Interior, que serão realizados entre 11 e 24 de setembro deste ano. A nova estrutura demandará investimentos de cerca de R$ 7 milhões e permitirá, também, a oferta de espaço para que as equipes possam treinar durante a competição. Cerca de 15 mil atletas e dirigentes participarão do evento.

As principais partidas dos esportes coletivos serão realizadas diariamente no Ginásio Poliesportivo Cidade de São Bernardo, principal espaço esportivo da cidade, que não precisará de adequação para os jogos. Outro espaço que concentrará grande parte das competições é o Centro Recreativo Esportivo Humberto de Alencar Castelo Branco, o Baetão, que passa por uma série de intervenções.

"Com a revitalização, São Bernardo ficará com todos seus espaços esportivos em condições de abrigar os jogos e não precisará investir nesse item pelos próximos vinte anos", afirma o prefeito William Dib.

O Baetão passa por uma verdadeira reformulação não apenas para abrigar os jogos, mas, para que a população de São Bernardo possa aproveitar melhor o espaço. O ginásio poliesportivo está tendo sua estrutura recuperada e modernizada com mudanças nos banheiros, vestiários e piso e construção de tribunas e área para transmissão jornalística das partidas. Esse é o ginásio municipal mais antigo da cidade e, durante os jogos, receberá partidas de Vôlei e Basquete.

Ainda no Baetão, o ginásio de Handebol também receberá tribunas e área para transmissão televisiva, além de construção de vestiários. As piscinas terão a cobertura recuperada para abrigar as disputas de nado sincronizado e biribol. Os vestiários do campo de futebol serão recuperados, com instalação de banheiros para o público. O estádio ainda receberá novas torres de iluminação e terá a entrada do público readequada. O campo de futebol, porém, só será utilizado para treinos durante os Jogos Abertos, pois tem grama sintética.

No Centro Recreativo Esportivo e Cultural Baeta Neves, conhecido como Baetinha, o ginásio poliesportivo está sendo totalmente reestruturado com o espaço interno ampliado, novo piso e iluminação e revestimento acústico no teto, além de adequação de banheiros, vestiários e entrada e saída do público. O espaço abrigará jogos de Vôlei e Basquete.

O estádio 1º de Maio terá a recuperação estrutural das arquibancadas e sediará as principais partidas de futebol masculino e feminino. Os ginásios poliesportivos dos bairros Jerusalém, Alves Dias, Paulicéia e Taboão receberão piso emborrachado e revisão na cobertura, e serão disponibilizados para treinamento das equipes durante os jogos. O Centro Recreativo Esportivo Especial Luiz Bonício (CREEBA), terá a substituição da cobertura da quadra.

Na questão da acessibilidade estão sendo feitas as adequações necessárias para fazer a inclusão dos portadores de deficiência. Vestiários, banheiros e acessos aos equipamentos esportivos serão readequados.

Outros espaços - Além dos espaços em reforma, os LXX Jogos Abertos do Interior terão outros espaços esportivos. Os antigos pavilhões da Vera Cruz serão utilizados para competições como Judô, Ginástica Artística, Ginástica Rítmica e Esgrima, uma das grandes novidades dos Jogos Abertos. O espaço receberá a devida reestruturação para que sejam instaladas arquibancadas e possa abrigar as competições.

O clube Mesc terá jogos de Futsal e Handebol; a academia Top Spin terá partidas de Tênis. O Parque Estoril será a sede dos esportes náuticos e o Clube Eqüestre São Bernardo abrigará as provas extras de Hipismo. O Tiro de Guerra terá provas de Tiro e Tiro com arco.

Os jogos de Futsal serão realizados no Mesc, no Sesi Mário Amato e no Poliesportivo Cidade de São Bernardo. A Associação dos Funcionários Públicos abrigará jogos de Basquete, Vôlei e Xadrez. A Avenida Aldino Pinotti servirá para as provas de ciclismo e a Universidade Metodista abrigará os jogos de Tênis de Mesa. O São Bernardo Tênis Clube terá partidas de Damas, Tênis e Biribol.

Para o secretário de Esportes, José Fiorizzi Piovesana, além de realizar uma das principais competições do país, a estrutura montada deixará um legado que permitirá a abertura de mais de 10 mil vagas em escolinhas e complexos esportivos da cidade.

A estrutura à disposição dos atletas ainda contará com um Centro de Fisioterapia no Centro Recreativo Esportivo Octávio Edgard de Oliveira, na Vila Marlene, que é um espaço inédito em Jogos Abertos. O Centro de Formação dos Profissionais de Educação (Cenforpe) abrigará os comitês organizador e dirigente, além da sala de imprensa e uma área de convivência.

Os atletas ficarão alojados nas escolas municipais e cada delegação terá à sua disposição um computador, pelo qual poderão acessar em tempo real as informações das competições.