quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um Dia de Chuva

Esse é o meu primeiro livro.
Sua publicação foi em outubro de 2007.
"Um dia de chuva" conta a experiência de Pedrinho, um garoto que adora brincar, mas passa a perceber um mundo de descobertas nesses dias tão chatos quando não se pode sair para se divertir por causa da chuva.
Foi uma experiência muito boa para mim a publicação desse livro, principalmente porque participei de todo o processo, que foi desde a criação do texto e ilustração até a comercialização. O livro foi brotando e surgindo como em uma gestação, o que é um desafio muito grande e o resultado de grande emoção.
Emoção essa que se reflete na resposta do público que o lê. Desde crianças até adultos deram uma resposta positiva e isso nos encoraja aos próximos projetos e buscar sempre escrevermais e mais.
Obrigado pelo apoio de todos...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A escola educa ou socializa?

A idéia inicial sobre o debate entre educação e socialização é perceber que a questão pula os muros das escolas e que o problema de incivilidade e de desintegração na sociedade brasileira tem uma relação direta com a educação. Também é verificar que a escola assumi um papel de extrema importância para sanar alguns (deixo claro, alguns) desses males sem se apegar em teorias cívicas e morais, mas em comportamentos e atitudes na escola em todas as suas manifestações. Fala-se muito em cidadania e educação para cidadania, mas pouco nas forma práticas e comprovadamente efetivas para obtê-la.

Todo um processo de urbanização e crescimento econômico desfez laços sociais que unia boa parte da população. Há uma perda no sentido de responsabilidade social, sobretudo nas grandes cidades. Junto a isso, as desigualdades sociais e econômicas nas formas mais extremos contribuem para fortalecer o anti-social, levando parte dos jovens segregados a criminalidade e delinqüência (triste é pensar que estimativas nos revelam que gastos com segurança de todos os tipos ultrapassam os gastos com educação. É pensar que no inverso, em uma sociedade mais justa e mais educada, economize em segurança). Chegamos então na questão real do papel da escola no desenvolvimento da cidadania, da socialização como sendo um dos papeis da escola. Desde muito cedo sentimos necessidade de saber o que é certo e o que é errado. Mas as noções e os hábitos de decência, civilidade e responsabilidade social são aprendidos. A escola é uma agência de socialização, intermediando o processo entre a família e a sociedade. É uma etapa de transição para entrar na sociedade. Portanto, não será grande novidade dizer que a escola tem um papel de extraordinária importância no desenvolvimento da cidadania e da socialização. Ela é parte cotidiana do período importantíssimo na vida e no desenvolvimento de um ser humano. Dos sete e quinze anos, no ensino fundamental acontece quase tudo que há para acontecer neste processo de socialização. E quem não participa desse processo, cria em si o que podemos considerar um déficit, não só individualmente, mas provavelmente será um ônus para a sociedade, com forte probabilidade de comportamentos anti-sociais. A função da escola é claramente e indiscutivelmente decisiva. Não é fácil, é claro, mas por outro lado, há uma necessidade de que possa socializar com valores sadios e coerentes com uma sociedade harmoniosa.

O lado mais complicado da equação é que ao chegar à escola a criança já teve sete anos de socialização na família. A família é uma pré-educação para a cidadania. Caso falhe nesse processo, o trabalho da escola se torna muito mais trabalhosos. De fato, isso é um problema sério no caso de crianças de famílias destruídas, de meios miseráveis, de situações de pobreza absoluta, de comportamentos anti-sociais dos pais. Mas qualquer que seja o quadro, o papel da escola na formação de valores e na cidadania é vital e fatal para qualquer sociedade.

Mas como fazer uma escola para cidadania? Queremos moralidade e civismo na escola. Toda tentativa de discutir o assunto é eletrizada pelas falsas e verdadeiras mazelas do período militar com os cursos de moral e cívica. Mas há uma tendência para achar que tais cursos ensinam sobre direitos e deveres do cidadão, sobre leis e constituição, como funciona o governo e coisas deste tipo. Os valores se aprendem na escola pelo que ela é, pelo que ela pratica no seu funcionamento cotidiano. Civismo e comportamento ético são assuntos da escola como um todo, não de disciplinas que tentam ensiná-los especificamente. A escola em todas as suas atividades é que recebe a tarefa da educação para valores. Isto não é uma atribuição específica como decidir que raiz quadrada se aprende no curso de matemática. A grande lição da escola vem pelo que os estudantes presenciam na sua prática cotidiana. É tornando a escola mais digna, mais íntegra que se obtém o ensino da dignidade e da ética. A escola boa e séria ensina educa para os valores, sem fazer força, sem tentar. Valores se ensinam em cada uma e em todas as disciplinas. É a idéia forte de que os assuntos ultrapassam as fronteiras disciplinares e é isso que lhes dá força e vigência. Aprende-se participando, sendo ativo e não passivo do que acontece a sua volta.

A escola é um grande laboratório onde se podem criar universos sociais e aprender o seu funcionamento. Trabalho comunitário. Conferências, debates e narrativas sobre situações vividas, experiências de vida. Há muito debate e idéias para agregar ferramentas no processo de socialização. Educação e escola é onde todos devem participar, não é assunto exclusivo de governo. Escolas boas dependem da participação da sociedade civil, da vontade coletiva do povo. Isso é socialização.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009

Calendário gregoriano 2009 MMIX

Ab urbe condita 2762

Calendário arménio 1458

Calendário chinês 4705 – 4706

Calendario hebraico 5769 – 5770

Calendários hindus
- Vikram Samvat 2064 – 2065
- Shaka Samvat 1931 – 1932
- Kali Yuga 5110 – 5111

Calendário persa 1387 – 1388

Calendário islâmico 1430 – 1431

Calendário rúnico 2259

domingo, 30 de novembro de 2008

Democratização e reprovação

A democratização do ensino público brasileiro tem representado, nos últimos tempos, não somente um desafio educacional, mas também político e social.
A discussão sobre o papel da escola na formação de indivíduos capacitados para o desenvolvimento social e econômico do país, envolve a garantia ao acesso à escola e não somente isso, mas condições de permanência dos alunos ao longo da trajetória escolar.
Mas a aceitação da proposta de uma educação democrática não é fácil para a realidade brasileira, porque a exclusão característica do nosso sistema de ensino sempre trouxe duras conseqüências como altos índices de evasão escolar e repetência, comprometendo o acesso ou permanência dos alunos nas escolas públicas.
Democratizar o ensino está vinculado ao crescimento das oportunidades e também das condições estruturais de ensino a serem oferecidas nas escolas. Em nosso país a taxa de atendimento de alunos de 7 a 14 anos na década de 1980 era de 80,9%, saltando no ano de 2000 para 96,4%. Mas garantir o acesso desses estudantes ao ensino sem as mínimas condições, produzem contrapontos como repetência, evasão e até mesmo à defasagem idade-série devido aos esforços de enquadrar os alunos no modelo educacional pautado na reprodução do conhecimento, sem qualquer relação com a realidade ou contexto, ou as particularidades dos indivíduos que ingressam na escola.
Vive-se então um paradoxo entre o aumento do número de vagas, em um processo de inclusão contra a exclusão explicita na falta de criação de condições e oportunidades reais no processo de ensino ou até da permanência, colaborando com a saída prematura da escola (por vontade ou mesmo forçado por suas condições) depois de anos de fracasso escolar.
Essa cultura da inclusão/exclusão é um combustível para o aumento nas taxas de repetência, um grande obstáculo para a democratização.
Nos últimos anos passou-se a reconhecer que a escola não pode ser uma entidade padronizada para todas as culturas. Promover as diferenças, tanto culturais, sociais e econômicas entre os alunos. Tentar rever a idéia de modelo homogêneo de escola e passar a trabalhar com uma visão mais sensível das diferenças dos alunos passa a ser a revisão da cultura da inclusão/exclusão e a real solução para a democratização do ensino.

sábado, 22 de novembro de 2008

4° Encontro de Corais - São Bernardo do Campo

Fui acompanhar as crianças da EMEB André Ferreira e representar a escola no 4° Encontro de Corais das Emebs (Escolas Municipais de Educação Básica)

O Encontro de Corais tem o objetivo de divulgar o trabalho realizado no Programa "Coral nas Escolas" e promover a integração e troca de experiências entre os participantes. O evento é promovido pela Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Educação e Cultura, e acontecerá no auditório Dr. Attílio Zóboli, do Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe), localizado na Av. Dom Jaime de Barros Câmara, 201, Planalto, tel.: 4390-4600. A entrada é gratuita e aberta ao público.

O repertório inclui músicas do folclore brasileiro e mundial, MPB, canções infantis, entre outros. Além das apresentações individuais de cada escola, ao final de cada período um coro coletivo, com cerca de 500 crianças, entoará as canções natalinas: Vem Chegando o Natal, Jingle Coral e A Paz

Como suporte, a Secretaria de Educação e Cultura investiu na contratação de 10 regentes de coral infantil e também na parceria com a Fundação Volkswagen e Instituto Baccarelli, que disponibiliza outros dois regentes. As aulas e ensaios são realizados uma vez por semana dentro das unidades escolares.

Um trabalho muito bem feito e com um resultado gratificante para todos.
Parabéns crianças

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eleições 2008


E assim ficou o resultado das eleições na minha cidade
Última atualização: 26/10/2008 21h31 - 100% apurado

Luiz Marinho (PT) 58% - 237.617 votos válidos
Orlando Morando (PSDB)41% - 170.728 votos válidos

Votos nulos: 27.125 (6%)
Votos brancos: 13.329 (2%)
Abstenções: 90.785 (16%)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A inclusão do diferente na escola publica Julio Gomes de Almeida

Muito interessante, talvez até provocativa, essa palestra que acompanhei de Julio Gomes Almeida - Professor doutor em Educação pela FEUSP, participante do Núcleo de Pesquisa de Inclusão Social do programa de pós-graduação da Universidade Cidade de São Paulo; supervisor da rede de ensino municipal de São Paulo. Ele questiona o tema inclusão/exclusão, partindo do ponto que nossa sociedade é excludente, principalmente (e infelizmente) em nosso sistema de ensino que ainda continua direcionados a classe dominante.
Falar de inclusão, não somente das pessoas de necessidades especiais, mas do povo marginalizado, que tem a dificuldade ao acesso à escola e em conseqüência, ficando distante da igualdade.
E mesmo com o seu ingresso aos estudos, todos os desafios contra a repetência, evasão ou fracasso escolar que perseguem esse indivíduo.
Sem falar no educador que em sua grande maioria não é preparado para encarar esse desafio e é desistimulado a enfrentar tal realidade.

A inclusão vai além do "politicamente correto frente as pessoas com deficiências, mas com aqueles que devem ser também serem inclusos ao processo educativo, mas que são invisíveis aos burocratas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Não se discute educação em eleição

Vivemos em um país que dentre tantos outros países, possui uma democracia aparentemente transparente. Vivemos sob a bandeira da igualdade de direitos e na expressão de idéias. Estamos em um momento de festa democrática já que nos aproximamos do segundo turno na eleição para prefeitos em cidades importantes de nosso país. Mas um assunto que incomoda muito não entrou na pauta de debates dos candidatos a prefeitos: a piora da qualidade do ensino público. O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) feito pelo Ministério da Educação, piorou em sete cidades onde haverá votação no próximo domingo pelo segundo turno: São Paulo, Belo Horizonte, Contagem (MG), Juiz de Fora (MG), Montes Claros (MG), Canoas (RS) e Pelotas (RS). E o problema é simplesmente ignorado tantos pelos candidatos da oposição como os da situação.

O Ideb foi criado no ano passado para orientar o PAC da Educação. Em uma escala que vai de 0 a 10, ele considera conhecimentos de português e matemática, além das taxas de aprovação. O índice serve de base para as metas de melhoria do ensino até 2021, quando o MEC espera que o Brasil atinja o nível de países desenvolvidos. Será calculado a cada dois anos.

Das cidades que pioraram no Ideb e voltarão as urnas para o segundo turno, Belo Horizonte teve a queda mais acentuada. Nas séries iniciais a nota que era 4,6 para 4,4 e nas finais, de 3,7 para 3,4. O candidato da situação, Márcio Lacerda (PSB), apoiado pelo prefeito Fernando Pimentel (PT) e pelo governador Aécio Neves (PSDB), é o único a discretamente menção ao problema pela internet:“É primordial melhorar o resultado dos alunos no Ideb.

Em São Paulo, o Ideb das séries finais caiu de 4,1 para 3,9, mas a gestão atual, do candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM), prefere lembrar somente que o índice subiu de 4,1 para 4,3 nas séries iniciais.

Em pesquisas realizadas em cidades de Norte a Sul, o Ibope verificou que educação não está entre as principais preocupações dos eleitores. Saúde e segurança pública são para eles os assuntos mais importantes. Educação costuma aparecer em terceiro lugar, ou quarto, atrás de transporte, esgoto ou desemprego.

domingo, 5 de outubro de 2008

Eleições 2008 1° Turno



Hoje trabalhei na mesa de justificativa de votos. São pessoas que não tem como ir aos seus locais de votação e precisam justificar os votos. Não dá para prever que hora é mais corrida ou que hora os trabalhos são mais tranqüilos.
Trabalhei na escola EMEB Prof. André Ferreira, no bairro Ferrazópolis em São Bernardo do Campo. Em uma pesquisa informal que fiz, percebi que nesse lugar, há muitas pessoas provenientes da Paraíba e da cidade de Várzea Alegre do Ceará.
Logicamente também havia pessoas que deveriam votar em Santo André e em outras cidades vizinhas, que tinham o seu direito de justificar, mas que perderam uma ótima oportunidade de cumprirem seu papel de cidadão.
Aqui em São Bernardo vamos para o segundo turno. Mais trabalho para o último domingo do mês. Mas me sinto feliz por fazer parte desse processo tão importante de exercício da democracia.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Encontro com estudantes para falar sobre meu livro


Alunos da 4° série da EMEB André Ferreira me encheram de perguntas para eu falar sobre o meu livro "Um dia de Chuva".
Perguntaram sobre a motivação para escrever, sobre como surgiram as idéias entre outros assuntos relacionados ao ato de escrever...
Uma pergunta que me chamou a atenção, não pelo impacto dela, mas sobre a reflexão que me causo depois, já que fiquei pensando nisso o resto do dia: Quando foi que me surgiu o interesse em escrever??
Viajei muito longe na minha história e acho que isso não tem resposta. Talvez esse meu interesse esteja nas primeiras histórias que eu tenha ouvido, contadas por minha mãe, ou nas imagens que me invadiam a cabeça para tentar explicar as coisas do mundo. Foi na vontade de escrever que pude me conhecer um pouco mais, ou quando pude, aos garranchos, escrever as minhas primeiras letras, sei lá... Essa pergunta fez mexer em mim uma busca de algo muito precioso na minha vida que hoje me faz ser lido, mas que um dia me fez ver o mundo de um outro ponto de vista que é fantástico, do ponto de vista da imaginação.