sexta-feira, 24 de abril de 2009

A importancia das Instituições de Ensino para o Desenvolvimento Infantil - Rita Coelho


Rita Coelho, coordenadora geral de educação infantil da Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação, ministrou essa palestra que falou da importância da escola para o desenvolvimento infantil e afirmou sobre o dever do Estado garantir educação para a população. "Lutar pela educação infantil é lutar por igualdade social. O compromisso com a educação deve ser prioridade de todo governo".
Até porque, nessa mesma noite foram apresentados os números de deficit de vagas nas escolas de 0-3 anos e 3-6 anos no município de São Bernardo do Campo e os resultados não são animadores, que chega a 10.770 o número de crianças entre 0 e 6 anos de idade em espera por vagas.
A educação infantil ainda não existe para todos. Isso só será possível quando todos forem prestigiados.

sábado, 11 de abril de 2009

Caminho Suave















Essa cartilha, cuja primeira edição é de 1948, é um fenômeno de vendas no Brasil: calcula-se que todas edições, até a década de 1990, venderam 40 milhões de exemplares. Há um exemplar de edição bem posterior, dos anos de 1980, quando a cartilha foi modificada e vários exercícios foram incluídos.



A Cartilha Caminho Suave tem um método que mostra objetos ou animais cuja palavra inicia-se com vogal ou consoante, e faz com que a letra se pareça com alguma característica do objeto para que pudéssemos entender como era o formato da mesma.





É bom lembrar como exemplo: abelha – a elefante –e igreja –i ovo -o unha – u










Vinha assim em letras de forma minúsculas, o professor ensinava passar para a letra cursiva manuscrita. Primeiro a criançada aprendia as cinco vogais, e depois é que vinha as lições com consoantes. Não me lembro quando a professora apresentou o abecedário, se antes ou depois de passar as lições, só sei que tínhamos que copiá-lo várias vezes, em letras de forma maiúsculas e minúsculas, letras “de mão”, maiúsculas e minúsculas. A primeira lição da Cartilha era a lição da Barriga: Tinha um desenho de um bebê, uma babá, uma bacia onde o bebê estava tomando banho, da barriguinha do bebê formava-se a letra b. Vinha escrito assim: Barriga baBabá lava o bebê. Eu vejo a barriga do bebê.

Eram feitas cópias e cópias, inclusive em casa, em finais de semana ou feriados, depois treinávamos a leitura exaustivamente, repetidamente, quase que decorando os escritos da cartilha. Eram feitos ditados com as palavras já aprendidas, tínhamos que ler em voz alta, para toda a sala ouvir (um vexame). O ensino era sempre feito de modo progressivo, tendo como referência o Alfabeto, assim depois da lição da família da letra “b”, ba-be-bi-bo-bu; a próxima lição era a da família da letra “c”, a saber: Cachorro Caca – co – cu (a gente caia na risada com a última sílaba da família do C) ingenuidade de quem tinha entre seis ou sete anos. E foram muitas lições, muitas histórias, muitas descobertas do A ao Z: do Tatu, ...da Vaca,... da Zabumba. Tinha uma lição do X, a mais difícil (para muitos até hoje), apresentava os modos de usar a letra x, as partes que eu me lembro de cor é assim: Eu me chamo x(xis). Sou uma letra muito interessante. Sabem por quê? Por que tenho cinco valores: Sou ch: xale, xadrez... Sou s : exceção, excesso... Sou ss: máximo... Sou z : exame...Sou qç: (não lembro do exemplo da cartilha mas é o caso do “agrotóxico”).

quarta-feira, 25 de março de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A escola do futuro


Essa gravura faz parte de uma coleção do Museu Nacional da França, datada de 1910 e mostra como seria o mundo no ano 2000.
O interessante é observar a previsão do extremo uso das tecnologias no ensino, já que para essa escola do futuro, os alunos não leriam, mas ouviriam as matérias dadas pelo professor.
Mas vemos também que os alunos estão em completo estado de passividade frente as informações recebidas, sem qualquer reflexão ou questionamento, sem contar o papel do aluno assistente que tem a imagem de submissão frente a um educador cheio de soberba...
Será que essa imagem é muito diferente do que realmante acontece no início desse século XXI?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um Dia de Chuva

Esse é o meu primeiro livro.
Sua publicação foi em outubro de 2007.
"Um dia de chuva" conta a experiência de Pedrinho, um garoto que adora brincar, mas passa a perceber um mundo de descobertas nesses dias tão chatos quando não se pode sair para se divertir por causa da chuva.
Foi uma experiência muito boa para mim a publicação desse livro, principalmente porque participei de todo o processo, que foi desde a criação do texto e ilustração até a comercialização. O livro foi brotando e surgindo como em uma gestação, o que é um desafio muito grande e o resultado de grande emoção.
Emoção essa que se reflete na resposta do público que o lê. Desde crianças até adultos deram uma resposta positiva e isso nos encoraja aos próximos projetos e buscar sempre escrevermais e mais.
Obrigado pelo apoio de todos...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A escola educa ou socializa?

A idéia inicial sobre o debate entre educação e socialização é perceber que a questão pula os muros das escolas e que o problema de incivilidade e de desintegração na sociedade brasileira tem uma relação direta com a educação. Também é verificar que a escola assumi um papel de extrema importância para sanar alguns (deixo claro, alguns) desses males sem se apegar em teorias cívicas e morais, mas em comportamentos e atitudes na escola em todas as suas manifestações. Fala-se muito em cidadania e educação para cidadania, mas pouco nas forma práticas e comprovadamente efetivas para obtê-la.

Todo um processo de urbanização e crescimento econômico desfez laços sociais que unia boa parte da população. Há uma perda no sentido de responsabilidade social, sobretudo nas grandes cidades. Junto a isso, as desigualdades sociais e econômicas nas formas mais extremos contribuem para fortalecer o anti-social, levando parte dos jovens segregados a criminalidade e delinqüência (triste é pensar que estimativas nos revelam que gastos com segurança de todos os tipos ultrapassam os gastos com educação. É pensar que no inverso, em uma sociedade mais justa e mais educada, economize em segurança). Chegamos então na questão real do papel da escola no desenvolvimento da cidadania, da socialização como sendo um dos papeis da escola. Desde muito cedo sentimos necessidade de saber o que é certo e o que é errado. Mas as noções e os hábitos de decência, civilidade e responsabilidade social são aprendidos. A escola é uma agência de socialização, intermediando o processo entre a família e a sociedade. É uma etapa de transição para entrar na sociedade. Portanto, não será grande novidade dizer que a escola tem um papel de extraordinária importância no desenvolvimento da cidadania e da socialização. Ela é parte cotidiana do período importantíssimo na vida e no desenvolvimento de um ser humano. Dos sete e quinze anos, no ensino fundamental acontece quase tudo que há para acontecer neste processo de socialização. E quem não participa desse processo, cria em si o que podemos considerar um déficit, não só individualmente, mas provavelmente será um ônus para a sociedade, com forte probabilidade de comportamentos anti-sociais. A função da escola é claramente e indiscutivelmente decisiva. Não é fácil, é claro, mas por outro lado, há uma necessidade de que possa socializar com valores sadios e coerentes com uma sociedade harmoniosa.

O lado mais complicado da equação é que ao chegar à escola a criança já teve sete anos de socialização na família. A família é uma pré-educação para a cidadania. Caso falhe nesse processo, o trabalho da escola se torna muito mais trabalhosos. De fato, isso é um problema sério no caso de crianças de famílias destruídas, de meios miseráveis, de situações de pobreza absoluta, de comportamentos anti-sociais dos pais. Mas qualquer que seja o quadro, o papel da escola na formação de valores e na cidadania é vital e fatal para qualquer sociedade.

Mas como fazer uma escola para cidadania? Queremos moralidade e civismo na escola. Toda tentativa de discutir o assunto é eletrizada pelas falsas e verdadeiras mazelas do período militar com os cursos de moral e cívica. Mas há uma tendência para achar que tais cursos ensinam sobre direitos e deveres do cidadão, sobre leis e constituição, como funciona o governo e coisas deste tipo. Os valores se aprendem na escola pelo que ela é, pelo que ela pratica no seu funcionamento cotidiano. Civismo e comportamento ético são assuntos da escola como um todo, não de disciplinas que tentam ensiná-los especificamente. A escola em todas as suas atividades é que recebe a tarefa da educação para valores. Isto não é uma atribuição específica como decidir que raiz quadrada se aprende no curso de matemática. A grande lição da escola vem pelo que os estudantes presenciam na sua prática cotidiana. É tornando a escola mais digna, mais íntegra que se obtém o ensino da dignidade e da ética. A escola boa e séria ensina educa para os valores, sem fazer força, sem tentar. Valores se ensinam em cada uma e em todas as disciplinas. É a idéia forte de que os assuntos ultrapassam as fronteiras disciplinares e é isso que lhes dá força e vigência. Aprende-se participando, sendo ativo e não passivo do que acontece a sua volta.

A escola é um grande laboratório onde se podem criar universos sociais e aprender o seu funcionamento. Trabalho comunitário. Conferências, debates e narrativas sobre situações vividas, experiências de vida. Há muito debate e idéias para agregar ferramentas no processo de socialização. Educação e escola é onde todos devem participar, não é assunto exclusivo de governo. Escolas boas dependem da participação da sociedade civil, da vontade coletiva do povo. Isso é socialização.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009

Calendário gregoriano 2009 MMIX

Ab urbe condita 2762

Calendário arménio 1458

Calendário chinês 4705 – 4706

Calendario hebraico 5769 – 5770

Calendários hindus
- Vikram Samvat 2064 – 2065
- Shaka Samvat 1931 – 1932
- Kali Yuga 5110 – 5111

Calendário persa 1387 – 1388

Calendário islâmico 1430 – 1431

Calendário rúnico 2259

domingo, 30 de novembro de 2008

Democratização e reprovação

A democratização do ensino público brasileiro tem representado, nos últimos tempos, não somente um desafio educacional, mas também político e social.
A discussão sobre o papel da escola na formação de indivíduos capacitados para o desenvolvimento social e econômico do país, envolve a garantia ao acesso à escola e não somente isso, mas condições de permanência dos alunos ao longo da trajetória escolar.
Mas a aceitação da proposta de uma educação democrática não é fácil para a realidade brasileira, porque a exclusão característica do nosso sistema de ensino sempre trouxe duras conseqüências como altos índices de evasão escolar e repetência, comprometendo o acesso ou permanência dos alunos nas escolas públicas.
Democratizar o ensino está vinculado ao crescimento das oportunidades e também das condições estruturais de ensino a serem oferecidas nas escolas. Em nosso país a taxa de atendimento de alunos de 7 a 14 anos na década de 1980 era de 80,9%, saltando no ano de 2000 para 96,4%. Mas garantir o acesso desses estudantes ao ensino sem as mínimas condições, produzem contrapontos como repetência, evasão e até mesmo à defasagem idade-série devido aos esforços de enquadrar os alunos no modelo educacional pautado na reprodução do conhecimento, sem qualquer relação com a realidade ou contexto, ou as particularidades dos indivíduos que ingressam na escola.
Vive-se então um paradoxo entre o aumento do número de vagas, em um processo de inclusão contra a exclusão explicita na falta de criação de condições e oportunidades reais no processo de ensino ou até da permanência, colaborando com a saída prematura da escola (por vontade ou mesmo forçado por suas condições) depois de anos de fracasso escolar.
Essa cultura da inclusão/exclusão é um combustível para o aumento nas taxas de repetência, um grande obstáculo para a democratização.
Nos últimos anos passou-se a reconhecer que a escola não pode ser uma entidade padronizada para todas as culturas. Promover as diferenças, tanto culturais, sociais e econômicas entre os alunos. Tentar rever a idéia de modelo homogêneo de escola e passar a trabalhar com uma visão mais sensível das diferenças dos alunos passa a ser a revisão da cultura da inclusão/exclusão e a real solução para a democratização do ensino.

sábado, 22 de novembro de 2008

4° Encontro de Corais - São Bernardo do Campo

Fui acompanhar as crianças da EMEB André Ferreira e representar a escola no 4° Encontro de Corais das Emebs (Escolas Municipais de Educação Básica)

O Encontro de Corais tem o objetivo de divulgar o trabalho realizado no Programa "Coral nas Escolas" e promover a integração e troca de experiências entre os participantes. O evento é promovido pela Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Educação e Cultura, e acontecerá no auditório Dr. Attílio Zóboli, do Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe), localizado na Av. Dom Jaime de Barros Câmara, 201, Planalto, tel.: 4390-4600. A entrada é gratuita e aberta ao público.

O repertório inclui músicas do folclore brasileiro e mundial, MPB, canções infantis, entre outros. Além das apresentações individuais de cada escola, ao final de cada período um coro coletivo, com cerca de 500 crianças, entoará as canções natalinas: Vem Chegando o Natal, Jingle Coral e A Paz

Como suporte, a Secretaria de Educação e Cultura investiu na contratação de 10 regentes de coral infantil e também na parceria com a Fundação Volkswagen e Instituto Baccarelli, que disponibiliza outros dois regentes. As aulas e ensaios são realizados uma vez por semana dentro das unidades escolares.

Um trabalho muito bem feito e com um resultado gratificante para todos.
Parabéns crianças