segunda-feira, 28 de maio de 2001

Se Liga!




Esse Fanzine foi elaborado para circular de forma independente dentro da Atento Brasil SA de São Bernardo do Campo. Por se tratar de uma conceituada empresa do ramo de Contact Center, a realidade vivida pelo operador de telemarketng fez grande sucesso entre os funcionários.


segunda-feira, 2 de abril de 2001

Guardanapos de Papel - Leo Masliah e Carlos Sandroni

Na minha cidade tem poetas, poetas
Que chegam sem tambores nem trombetas
Trombetas e sempre aparecem quando
Menos aguardados, guardados, guardados
Entre livros e sapatos, em baús empoeirados
Saem de recônditos lugares, nos ares, nos ares
Onde vivem com seus pares, seus pares
Seus pares e convivem com fantasmas
Multicores de cores, de cores
Que te pintam as olheiras
E te pedem que não chores
Suas ilusões são repartidas, partidas
Partidas entre mortos e feridas, feridas
Feridas mas resistem com palavras
Confundidas, fundidas, fundidas
Ao seu triste passo lento
Pelas ruas e avenidas
Não desejam glorias nem medalhas, medalhas
Medalhas, se contentam
Com migalhas, migalhas, migalhas
De canções e brincadeiras com seus
Versos dispersos, dispersos
Obcecados pela busca de tesouros submersos
Fazem quatrocentos mil projetos
Projetos, projetos, que jamais são
Alcançados, cansados, cansados nada disso
Importa enquanto eles escrevem, escrevem
Escrevem o que sabem que não sabem
E o que dizem que não devem
Andam pelas ruas os poetas, poetas, poetas
Como se fossem cometas, cometas, cometas
Num estranho céu de estrelas idiotas
E outras e outras
Cujo brilho sem barulho
Veste suas caudas tortas
Na minha cidade tem canetas, canetas, canetas
Esvaindo-se em milhares, milhares, milhares
De palavras retrocedendo-se confusas, confusas
Confusas, em delgados guardanapos
Feito moscas inconclusas
Andam pelas ruas escrevendo e vendo e vendo
Que eles vêem nos vão dizendo, dizendo
E sendo eles poetas de verdade
Enquanto espiam e piram e piram
Não se cansam de falar
Do que eles juram que não viram
Olham para o céu esses poetas, poetas, poetas
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas
Lançadas ao espaço e ao mundo inteiro
Inteiro, inteiro, fossem vendo pra
Depois voltar pro Rio de Janeiro

terça-feira, 20 de fevereiro de 2001

Preconceitos lingüísticos e Gramática Normativa - Marcos Bagno


Essa palestra foi no anfiteatro da FFLCH na USP e não tenho como descrever tamanha discussão causa esse tema. Por isso, transcrevo um texto do próprio Marcos Bagno, que admiro imensamente por saber muito sobre o que fala, para ilustrar um pouco essa minha opinião:



Existe uma regra de ouro da Lingüística que diz: "só existe uma língua se houver seres humanos que a falem". E o velho e bom Aristóteles nos ensina que o ser humano "é um animal político". Usando essas duas afirmações como os termos de um silogismo (mais um presente que ganhamos de Aristóteles), chegamos à conclusão de que "tratar da língua é tratar de um tema político", já que também é tratar de seres humanos. Por isso, o leitor e a leitora não deverão se espantar com o tom marcadamente politizado de muitas de minhas afirmações. É proposital; aliás, é inevitável. Temos de fazer um grande esforço para não incorrer no erro milenar dos gramáticos tradicionalistas de estudar a língua como uma coisa morta, sem levar em consideração as pessoas vivas que a falam.
O Preconceito Lingüístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, um molde de vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo... Também a gramática não é a língua.
A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma culta. Essa descrição, é claro, tem seu valor e seus méritos, mas é parcial (no sentido literal e figurado do termo) e não pode ser autoritariamente aplicada a todo o resto da língua - afinal, a ponta do iceberg que emerge representa apenas um quinto do seu volume total. Mas é essa aplicação autoritária, intolerante e repressiva que impera na ideologia geradora do preconceito lingüístico.
Você sabe o que é um igapó? Na Amazônia, igapó é um trecho de mata inundada, uma grande poça de água estagnada às margens de um rio, sobretudo depois da cheia. Parece-me uma boa imagem para a gramática normativa. Enquanto a língua é um rio caudaloso, longo e largo, que nunca se detém em seu curso, a gramática normativa é apenas um igapó, uma grande poça de água parada, um charco, um brejo, um terreno alagadiço, à margem da língua. Enquanto a água do rio / língua, por estar em movimento, se renova incessantemente, a água do igapó / gramática normativa envelhece e só se renovará quando vier a próxima cheia. Meu objetivo atualmente, junto com muitos outros lingüistas e pesquisadores, é acelerar ao máximo essa próxima cheia...É com este amor que me defendo das acusações que às vezes recebo de ser autor de um livro "demagógico". Não é demagogia: é opção consciente, política, declaradamente parcial. Peço simplesmente aos leitores e leitoras que meditem sobre esta situação que tanto me angustia: homenagear com o livro pessoas que jamais poderão lê-lo. Isso explica, decerto, a grande dose de indignação que em certos momentos passa à frente da reflexão científica serena e me faz assumir o tom apaixonado de quem não tolera nenhum tipo de intolerância, principalmente quando é fruto de uma visão de mundo estreita, inspirada em mitos e superstições que têm como único objetivo perpetuar os mecanismos de exclusão social.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2001

USP





Carreira
312-LETRAS
Classificação Final na Carreira
568


Passei na FUVEST!!
A USP me espera!!

quinta-feira, 30 de novembro de 2000

sábado, 11 de novembro de 2000

A Postura Profissional do Educador





Todos os profissionais bem sucedidos sabem que é indispensável estar bem preparados para as mais diversas situações de convívio social. Esta palestra foi dirigida a todos os profissionais da educação preocupados em aprofundar seus conhecimentos e práticas de convivência social. Ampliar os conhecimentos de regras sociais, na busca da qualidade, desenvolvendo habilidades e atitudes, para a utilização plena de toda a sua capacidade para atingir o máximo de seu empenho.








Muito boa palestra ministrada por Ana Maria Santana Martins, mestre em Administração. Psicopedagoga. Pedagoga. Professora Universitária. Coordenadora Universitária. Consultora Empresarial. Diretora de Treinamento da JCR Consultoria. Diretora da Associação dos Profissionais Cerimonialistas do ABC. Autora dos livros, no qual um de seus livros é o título desta palestra. Uma profissional competente que sabe muito bem transmitir o seu conhecimento e nos acrescentar algo bom à nossa rotina.

terça-feira, 26 de setembro de 2000

Luís Ignácio




Uma pequena lembrança do encontro que tive com Luís Ignácio Lula da Silva.

terça-feira, 29 de agosto de 2000

Show do Tom Zé


Como foi fascinante ver esse sujeito ao vivo em um show tão intimista...
Eu saí mais admirado do que entrei por essa personalidade tão importante da nossa MPB

quinta-feira, 3 de agosto de 2000

Fanzine Sustança - fanzine cultural n°02 - Prefeitura de São Bernardo do Campo

TV





Tudo é colorido em frente a televisão. Mundo e cores, ao seu alcance, como patrocínio de refrigerante.


Como é boa essa vida sentada em frente a tv, em que o meu mundo é tudo, com apenas o apertar do controle remoto. Os vídeos, as vidas, as cores de uma das mais belas máquinas inventadas pelo ser humano (obrigado Philo Fansworth). Uma caixa de fazer loucos. E sorria quando mostrarem a miséria, pois tudo é apenas uma fantasia, com patrocínio de sabão em pó.


Os beijos de novela transportam-nos a amores que não tivemos, em vidas que se passam em capítulos. Pobres que vencem na vida. Os homens maus são condenados. Uma fábrica de fantasia, ou sonhos em um aquário no meio da sala, que não é possível, se não for na tv. Com o patrocínio da companhia de eletricidade.


Mas não tenha medo, espreguice, vire de lado, ria ou chore se quiser. O show de toda vida é essa luz azulada, que pertuba os olhos e nos revela gente bonita e interessante que você não pode ver por aí, andando pelas ruas, nos elevadores ou em filas, com o patrocínio de banco.


Santa Clara abençoai.


Na tv, o mundo é bonito. Sentado em frente a tv, no outro canal, no comercial, no descontrole ou na notícia importante que logo você esquecerá. Na vida...


E se o sono vier, fique tranqüilo, o barlho de chuva da tv fora do ar, irá nos ninar, de uma realidade que não queremos ter, com o patrocínio das fraldas descartáveis.



página 7

sexta-feira, 16 de junho de 2000

Sonhos
























Essa foi a meu primeiro trabalho publicado...
Foi um resultado final da Oficina Cultural de São Bernardo do Campo, Primeiro Semestre de 2000.
Tentei de início fazer alguma coisa ligada a 'comix", mas estravazei um lado experimental para esse quadrinho, algo que tivesse um movimento cinematográfico e erótico.
Nada como "sonhos", que nos faz interagir com o irreal, como o tema para esse trabalho. Pena que não tive mais espaço para desenvolver mais sobre o tema, mas valeu a pena