quinta-feira, 28 de outubro de 2004

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

segunda-feira, 25 de outubro de 2004

Amigos

Para conhecermos os amigos é necessário passar
pelo sucesso e pela desgraça.
No sucesso, verificamos a quantidade e,
na desgraça, a qualidade.
" Confúcio ”

domingo, 29 de agosto de 2004

Ibiúna


Município que se localiza a uma latitude 23º39'23" sul e a uma longitude 47º13'21" oeste, estando a uma altitude de 996 metros. Sua população estimada em 2003 era de 73.905 habitantes.

Ibiúna é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

A origem do município de Una, atual Ibiúna, vem do tupi-guarani. Una é um vocábulo tupi-guarani que significa "negro", "escuro", "preto", e ybi que significa "terra". Assim sendo, Ibiúna na linguagem tupi-guarani, significa "terra preta".

O rio que banha a cidade "rio de Una", é que lhe deu o nome primitivo de Una.
Trata-se de uma corruptela do "Y Una", que em tupi guarani significa Y - água e Uma - preta. Portanto, Y Una, significa água preta. Os mais antigos ao pronunciarem o nome anterior do município usam a expressão Yuna e apenas uma parte da população usava a pronúncia Una.
Como existiam dois municípios com a mesma denominação de Una, sendo o nosso aqui no Estado de São Paulo e outro no Estado da Bahia, um teria que ter a sua denominação mudada ou alterada.
Entretanto, o município baiano por ser mais antigo e considerado na época de maior valor histórico, herdou em definitivo a denominação de Una.
Mas pelo decreto-lei estadual n° 14334 de 30 de novembro de 1944, o município paulista de Una passou a denominar-se Ibiúna.

ASSIM NASCEU UNA

Por volta de 1710 Manoel de Oliveira Carvalho, se instalou no vale de Una, nas terras de São Roque, Vila de Sorocaba, em uma sesmaria de terras que pertenciam a seu sogro Felipe Santiago, que as cultivava já há alguns anos. Com a morte de Felipe Santiago neste mesmo ano de 1710 Manoel de Oliveira Carvalho requereu para si esta mesma sesmaria, cujas terras estavam sendo questionadas pêlos vizinhos ou supostos invasores. Foi-lhe então outorgada pela Coroa Real a partir de 15 de julho de 1711 a carta de sesmaria de uma légua de terras em quadra, principiando no rio Sorócabussu do sudeste pela estrada de Sorocaba, até as águas de Francisco Duarte e Pedro Machado, com outra légua de sertão correndo pelo rio de Una, acima. Foi ainda concedida a Manoel de Oliveira Carvalho em junho de 1713 a patente de Capitão da Ordenança da Freguesia de Cotia, em virtude do falecimento do Capitão Ignácio Soares.

Esta povoação de Una era então uma fazenda tocada a braços de escravos pertencentes ao abastado capitão Manoel de Oliveira Carvalho, denominada Sítio do Paiol. O capitão fez construir uma capela sob a invocação de Nossa Senhora das Dores de Una, nas terras de São Roque. Por volta de 1750, se instalava no vale de Una, nas terras do bairro Piratuba, Cocaes e Ressaca, a família do Dr. Helvidio Rosa, vindos de Sorocaba. Formaram naqueles terras uma importante fazenda com o trabalho de escravos, sendo que na sede havia loja de armarinhos, leiteria, selaria, venda e pernoites, tornando o local um ponto de parada destinado a tropeiros e viajantes. A prova desse assentamento é a de um crucifixo histórico, que consta pertencer aos antepassados de Helvidio Rosa e que foi encontrado em uma escavação de terras na feitura de um açude. Mais tarde estas terras já sob a denominação de Fazenda Velha dos Rosas, foi adquirida por João Cafezal Domingues e Benedito Domingues. Com a morte do capitão Manoel de Oliveira Carvalho, provavelmente em 1780, as terras e fazenda de propriedade do capitão passaram a pertencer por herança a seu filho Manoel de Oliveira Costa, que mandou erigir uma capela mais ampla, no mesmo local da capela primitiva, sob a mesma invocação de Nossa Senhora das Dores de Una, para os usos religiosos de sua família, escravos e agregados. Nas imediações da capela foram sendo construídas as primeiras casas de barrote e taipa. Em pouco tempo o local tornou-se parada obrigatória dos viajantes, mascates e os tropeiros que ascendiam seus fogos em redor do templo. A impressão que se tinha era a de um presépio permanente. E essa impressão viria-dar à Vila de Una o cognome de “A Cidade Presépio”. Mais tarde estas terras e fazenda passaram a posse do Capitão Salvador Leonardo Rolim de Oliveira, por ato de compra e venda, já denominada Fazenda Velha de Una.

Seus irmãos Bernardo Antunes Rolim de Oliveira e João Rolim de Oliveira, todos vindos de Sorocaba, também adquiriram glebas que iam da serra de São Francisco em sentido oposto, rumo a Sorocaba. O capitão Salvador Leonardo Rolim de Oliveira ficou com a gleba já no atual centro do vilarejo de Una. Animado pelo bom espírito religioso do povo (escravos, agregados, viajantes e tropeiros), que careciam de apoio espiritual, requereu o Alvará Régio expedido em 29 de agosto de 1811 por Dom Matheus de Abreu Pereira por ordem do Príncipe Regente Dom Pedro I, que elevou o vale de Una à condição de Freguesia e Paróquia do Povoado, sob a égide de Nossa Senhora das Dores de Una. Q território foi formado com partes desanexadas das freguesias confinantes de Sorocaba, Cotia e Parnaíba nas terras de São Roque. A extensão territorial de Una ficou estimada em 1.093 km2. Em 11 de fevereiro de 1811 nascia no vilarejo de Una o seu primeiro filho ilustre - Jesuíno José Soares, que mais tarde passou a assinar Jesuíno José Soares de Arruda. Era filho do casal de portugueses Francisco António dos Santos e Brandina Soares, radicados em Una desde 1790 e que possuíam uma loja de armarinhos no bairro do Curral. Jesuíno era tropeiro de profissão e viria fundar em 1857 o próspero município de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo. O bairro do Curral recebeu essa denominação por ser naqueles tempos um local muito apropriado para o descanso e pernoites de tropas e sua proximidade com a Vila de Una. Esse bairro serviu de parada e pouso para as tropas de Duque de Caxias, quando por aqui passava em suas sucessivas missões para sufocar rebeliões ou promover pacificação em Sorocaba e outras partes do Estado. Consta inclusive a passagem por Una, quando Caxias se dirigiu a Sorocaba para prender o Padre Diogo António Feijó. Por volta de 1850 o capitão António Vieira Branco, português de nascimento e brasileiro de coração, se instalou nas terras de Pirapora, depois denominada Colégio de Pirapora e mais tarde simplesmente Bairro do Colégio e nas terras do bairro Areia Vermelha, respectivamente. As terras foram doadas ao capitão António Vieira Branco, pelo imperador por ato de bravura e relevantes serviços prestados à coroa imperial.

Formou uma importante fazenda com trabalho escravo, instalou uma serraria e uma máquina de benefício de algodão inaugurada em 1857. Na fazenda eram fabricados vários tipos de ferramentas, tais como foice, machados, enxadas, martelos, serrotes, pregos e parafusos, além de ferramentas de uso agrícola. As terras do capitão Vieira Branco, veterinário, chegou a ser fazenda modelo no Brasil Império.

A Era Indígena
Tinha-se conhecimento que as terras do vale escuro de Una, no período de 1618, era habitada temporariamente por índios tupi-guarani, que deram origem ao nome primitivo de Una. O vale escuro era mais um caminho de fuga e um esconderijo para protegê-los de caçadores de índios para escravizá-los. Os índios usaram pouco essas terras para as suas paupérrimas plantações de milho e fumo e pouco se reproduziram nessa região. Mas abriram o primeiro caminho e deram os primeiros passos em direção ao Vale. Essas informações foram retiradas do site www.guiaibiuna.tur.br.

A Imigração Portuguesa
Em fins do século XVI e início do século XVII, foram chegando ao Vale de Una os primeiros imigrantes de origem portuguesa. Vieram atraídos pela abundância de madeira de lei e na esperança de encontrarem minérios e pedras preciosas. Fizeram-se representar nas pessoas de Felipe Santiago, Francisco Duarte, Pedro Machado, Ignácio Soares, Manoel de Oliveira Carvalho, Manoel de Oliveira Costa, Francisco António dos Santos, Helvidio Rosa, Salvador Leonardo Rolim de Oliveira, António Vieira Branco, João Cafezal Domingues, Benedito Domingues, Manoel Homem de Góes, Fortunato de Góes Pinto, António Coelho Ramalho, João Pereira, entre outros. Através desses primeiros habitantes efetivos, os portugueses e seus descendentes continuaram a se estabelecer nas terras de Una e posteriormente Ibiúna. De início as atividades se traduziam na extração da madeira de lei, a lenha, o carvão vegetal e o aproveitamento do pó de serra. Dedicavam-se também na extração do palmito, o mel de abelhas, além das culturas de fumo, milho e feijão. Investiam na criação de animais que forneciam o leite e seus derivados, a carne, a banha, ovos e os chamados animais de tração usados na prestação de serviços. Foram os portugueses os fundadores de Una e sua descendência participou de todas as atividades desenvolvidas no município, desde a economia informal, a prestação de serviços, as funções e atividades liberais, a agricultura, indústria e o comércio. A participação na política municipal aparece com grande performance.

A Introdução do Negro Africano na Vila de Una
Através dos portugueses, foram introduzidos na Vila de Una os negros africanos, na condição de escravos. Os negros africanos e seus descendentes, muitos nascidos na própria vila, marcaram a passagem dessa imigração provocada e involuntária, através do trabalho forçado, mas que muito contribuíram para que Una continuasse a lenta caminhada em busca do progresso e o bem-estar do povo. Entretanto, terminada a época da escravidão no Brasil, pela lei áurea de 13 de maio de 1888, assinada pela Princesa Izabel, os negros africanos e seus descendentes não permaneceram na sua totalidade na Vila de Una, sendo considerada pequena na comunidade a presença dos descendentes negros. Entretanto é considerável a presença em Ibiúna dos mestiços. Essas informações foram retiradas do site www.guiaibiuna.tur.br.

A Imigração Italiana
Nos anos de 1890 e 1891 a Vila de Una recebia em suas terras os primeiros imigrantes italianos. Mais tarde descendentes de italianos também se fixavam em Una. Eles se fizeram representar pelas famílias Falei, Melanias, Nani, Pécci, Bastos, Bini, Coscarelli, Sandroni, Andreolii, Marcondes, Dal Fabro, Romano, Ferracini, Giancolli, Folena, Calvo, Casaburi, Cavalieri, Latarullo, Parente, Fanti, Marcicano, Duganieri, Albertim, Rabelo, Belo e outras posteriormente. Um marco do início dessa imigração na Vila de Una está gravado na fachada de uma casa comercial no início da Rua 15 de Novembro com os seguintes dizeres:
“Casa Falei - Fundada em 1892”. Os imigrantes italianos e seus descendentes participaram de início e participam de todas as atividades econômicas que vão desde a agricultura, indústria e comércio, até as atividades informais e de prestação de serviços e o desempenho nas profissões liberais. A participação na política municipal tem sido das mais expressivas, tendo entre seus descendentes alguns ocupado os mais altos cargos políticos do município.

A Imigração Árabe
A imigração de árabes e seus descendentes chegou à Vila de Una em 1898. Esses imigrantes e seus descendentes que aqui se estabeleceram foram os membros das famílias Assef, Habibe, Hadade, Riskalah, Musa, Gebara, Elias, Rahal, Issa, Chedid, Juni, Jorge, Sales, Marum, Salite e Hanzi. A imigração árabe contribuiu muito para o progresso urbano, através das atividades comerciais. A contribuição na agricultura e na indústria se fez mais através de investimentos que se estenderam ao longo dos anos a outros setores de atividades. Entretanto, participam dos mais variados setores de serviços, profissões liberais, bem como da economia informal existente no município. Entre seus descendentes a participação na política marca uma época nos destinos do município, quanto ao progresso e bem-estar da comunidade. Essas informações foram retiradas do site www.guiaibiuna.tur.br.

Á Imigração Japonesa
A imigração japonesa teve início em 1932, com a chegada em Una dos primeiros imigrantes Euriko Iwakawa e depois Shigemori Maeda. A imigração nipônica se tornaria mais efetiva nos anos que se seguiram com o assentamento das famílias Samano, Arizono, Muramatsu, Kikonaga, Kawakami, Kaneko, Ideriha, Nakayama, Nakamura, Nakajima, Watanabe, Takafuji, Matsuda, Saito, Saitow, Miyaji, Setoguti, Morita, Miazaki, Murioka, Yoshito, Mikami, Teramae, Sokoda, Sugahara, Suetsugo, Fiiruya, Ogno, Yasuhara, Kitadani e tantas outras que juntas formaram a maior colônia de imigrantes instalada no município.

Esses imigrantes trouxeram em suas bagagens novas técnicas de plantio e variedades de cultivos que aplicados nas áreas de produção foram diversificando e multiplicando-se a ponto de tornar Ibiúna o maior celeiro de produção de hortifrutigranjeiros do Estado de São Paulo e do Brasil. A primeira atividade desenvolvida foi prioritariamente a agricultura e somente após o término da 2a guerra mundial é que iniciaram a participação em outras atividades. A indústria, o comércio, a prestação de serviços e funções liberais e informais ocupam considerável número de japoneses, nisseis e sansseis. A participação na política municipal iniciou-se de forma tímida e cautelosa e até então é exercida mais em forma de apoios, com participação regular. Mas entre seus descendentes alguns já ocuparam e ocupam cargos políticos no município.

A Imigração Chinesa

Os imigrantes chineses tentaram formar sua colónia em Ibiúna na década de 1960. Entretanto não tiveram a mesma performance dos imigrantes de outras nacionalidades aqui estabelecidos ou assentados nas áreas de produção agropecuária. Aluaram pouco na agricultura, tentaram a industrialização e o comércio, mas não se aclimataram. Foi portanto uma imigração meteórica dentro de um ciclo rápido e a colônia acabou desaparecendo. Não houve participação na política municipal. O grande tributo dessa nacionalidade a Ibiúna ficou por conta dos padres chineses, Dr. Lourenço Chang (Padre Lourenção) e Dr. Lourenço Chen (Padre Lourencinho), doutores em teologia. Eles realizaram uma notável obra evangélica e cristã, além de uma destacada atuação social e cultural de grande significado religioso e histórico. Ibiúna muito deve a esses abnegados sacerdotes Lourencinho e Lourenção, como eram tratados carinhosamente pela comunidade religiosa de Ibiúna.

A Imigração Isolada

Existem imigrantes e descendentes de imigrantes de outras nacionalidades vivendo em solo ibiunense, mas que não chegam a formar colônia ou constituir núcleos. Entretanto, embora anônimos são reconhecidos como cidadãos úteis à comunidade através dos trabalhos que desenvolvem segundo à capacitação e o grau de instrução de que são possuidores. Entre esses figuram argentinos, boli vianos, espanhóis, alemães, russos e americanos. E o caso do argentino José Famiglietti, já falecido. Era químico de profissão e possuía, uma propriedade situada na Rua Guarani, esquina com a Avenida Benedito de Campos. A família Fuji de origem boliviana que mantém a sua descendência em Ibiúna.

Há que se destacar a descendência das famílias Cruz e Aro, de origem espanhola e do próprio autor, filho de pai espanhol.

A família de Sérgio Romanivc, natural da Rússia, cujos descendentes estão radicados no bairro do Salto. As famílias de Olinto Martins de Moraes, já falecido e os descendentes da família Ribeiro, ambas de origem alemã. A família do norte-americano William Brondin, também falecido que se situava no bairro Campo Verde.
Essas citações representam a exemplificação da imigração isolada no município.
E, dentro desse contexto existem casos curiosos, interessantes, dignos de nota.
Um desses casos refere-se ao bispo chinês. Dom Job Tch Enn Che Ming, que faleceu em desastre de automóvel, quando vinha visitar os padres chineses da paróquia e conhecer Ibiúna. O corpo do bispo foi sepultado no cemitério da Paz.
No mesmo jazigo foi sepultado o Padre João (Chang Shiang), que prestou serviços religiosos na paróquia de Ibiúna, mas que fora vigário da catedral de Pequim antes da revolução cultural de Mão Tse Tung. Outro caso é o do oficial italiano Primo Monguzzi, homem de confiança do exército do ditador da Itália, Benito Musolini. O corpo do oficial general foi sepultado no cemitério da Paz, em 1977. O cônsul brasileiro Carlos Cintra, gaúcho de nascimento e que prestou seus serviços no consulado do Brasil na Argentina, durante o governo de Getúlio Dorneles Vargas, residiu em Ibiúna. Faleceu aos 85 anos de idade e seus restos mortais estão sepultados no cemitério da Paz em Ibiúna. A residência do
cônsul estava localizada em um terreno por onde passa a avenida marginal da cidade. A casa foi destruída pelo fogo e todo o acervo de livros, jornais, revistas e outros pertences foram queimados, o que seria na atualidade uma grande contribuição na formação do património histórico e cultural de Ibiúna.

Foi sede, em 1968 do congresso clandestino de UNE, que resultou na prisão de 920 estudantes.

domingo, 11 de julho de 2004

Campos do Jordão


Campos do Jordão é um município localizado na Serra da Mantiqueira. A cidade tem altitude de 1628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro, considerando-se a altitude da sede. Sua população estimada, em 2004, é de 47.903 habitantes. Dista 167 Km da cidade de São Paulo (capital), 350Km do Rio de Janeiro (capital) e 500 Km de Belo Horizonte. Sua principal via de acesso rodoviário é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, que tem início em Taubaté, município localizado a 45 km da cidade.

Campos do Jordão é chamada de Suíça Brasileira, principalmente pela sua arquitetura de influência europeia e pelo seu clima frio. Por isso, a cidade recebe maior quantidade de turistas durante a estação do inverno, especialmente no mês de julho.

Fundado em 29 de abril de 1874, o município tem como principal atividade econômica o turismo e é um dos principais destinos de inverno do Brasil.


Seu clima é tropical de altitude (Cwb), com verões suaves e invernos frescos. Ocorrências de neve foram registradas em 1928 e 1942, sendo a última vez em que foi registrada neve na cidade. Geadas são comuns durante o inverno e a temperatura mínima absoluta foi de -7,3°C em 1º de junho de 1979.[5]. Seu clima temperado favorece a criação de hortênsias, especificamente as da espécie Hydrangea macrophylla.

População Total: 44.252

* Urbana: 43.809
* Rural: 443
o Homens: 21.978
o Mulheres: 22.274

* Densidade demográfica (hab./km²): 152,86
* Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 8,52
* Expectativa de vida (anos): 75,73
* Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,18
* Taxa de Alfabetização: 92,28%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,820

* IDH-M Renda: 0,763
* IDH-M Longevidade: 0,846
* IDH-M Educação: 0,851

Campos do Jordão realiza anualmente um importante festival internacional de música erudita. Em setembro, realiza o Festival da Viola. Campos do Jordão abriga o Palácio Boa Vista, detentor de um amplo acervo de arte nacional do período colonial e do modernismo, aberto à visitação pública. Também possui o Museu Casa da Xilogravura - o maior em seu tipo existente no país - e o Museu Felícia Leirner, com esculturas a céu aberto.

quinta-feira, 3 de junho de 2004

DIFERENÇAS - DOUTORADO, MESTRADO,GRADUAÇÃO, ENSINO MÉDIO, FUNDAMENTAL E SEM ESTUDO

QUANDO SE TEM DOUTORADO
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através a fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restasretilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.

QUANDO SE TEM MESTRADO
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não> tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando- se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando- se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO
Rapadura é doce, mas não é mole, não!

domingo, 18 de abril de 2004

Palestra com Nélida Piñon, Domingos Pellegrini e Pedro Bandeira – XVII Bienal do Livro de São Paulo

Salão de idéias

14h - Auditório 5 Pedro Bandeira - Nascido em Santos, Pedro Bandeira mudou-se para a cidade de São Paulo em 1961, tendo recebido no ano passado o título de "cidadão paulistano". Pedro escreve e encanta crianças e jovens, professores e adultos. Na Bienal, ele vai falar sobre o maravilhoso mundo das histórias que criou. Um nono de São Paulo

18h - Auditório 5 Nélida Piñon e Domingos Pellegrini falam sobre a beleza da literatura, do romance e sobre os anos de ininterrupta atividade criadora da função do escritor, que não deve se limitar apenas a criar, sua tarefa máxima, mas também deve emprestar sua própria consciência à consciência dos seus leitores. Caminhos do romance.

Foram duas palestras fantásticas com três mestres das letras. Ouvi-los é acrescentar milhares de anos de experiência e conhecimentos. Depois dessas palestras realizadas na Bienal do Livro de São Paulo, passei a admira-los e a respeita-los mais e mais.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Stowe - 30 Estados Unidos

Rumo à Stowe:


Stowe foi fundada cidade em 8 de junho de 1763, quando Benning Wentworth, governador de New Hampshire designau 64 homens como "Titulares". Nenhum deste grupo original foi compareceu na cidade e nada ocorreu até 1793, dois anos depois de Vermont tornou-se o décimo quarto estado dos originais treze dos Estados Unidos da América.

O primeiro colono, Oliver Luce, chegou em Stowe em março de 1793 com sua esposa e duas filhas pequenas. O Luces deixaram a maioria dos seus pertences em Waterbury Center e caminhando a pé, puxando um pequeno trenó, carregando nas mãos alguns itens de necessidades domésticas, atravessaram a floresta. Este carrinho foi preservado e está em exposição no Museu Histórico Nacional, no AKELEY Memorial Building na Main Street em Stowe Village. Foi apresentado ao Stowe Sociedade Histórica por Oliver Luce's tatara-tatara-grand-filha, a Sra. Elsie Alger Page, o primeiro presidente da Sociedade.

O primeiro assentamento foi feito cerca de duas milhas a norte da atual vila de Stowe onde Rota 100 curvas para a direita ea Hill, ou Old Stage Coach Road, é executado em frente para Morristown Corners e Cadys Falls. Uma pedra monumento, perto do local da primeira casa em Stowe, e ostentando um bronze comemorativas comprimido, está na grama triângulo onde as duas estradas satisfazer.

O segundo assentado chegou no dia seguinte após Luce. Ele foi o Capitão Clemente Moody que se fixaram ao sul da Baixa Village, sobre aquilo que está a Rota 100, próximo ao local do actual Spruce Pond Building. Quinta geração Moody membros desta família continuam a viver em terras vizinhas. Capitão Moody foi logo seguido por outras famílias, incluindo parentes próximos de Oliver Luce. Luce Hill ao sudoeste da Mountain Road (Route 108) foi nomeado após Marfim Luce, um membro desta família. Ao longo dos anos, o sucesso cidade cresceu rapidamente. Em 1800 a maior parte das terras foi vendida, bem como a população era de 816. Este crescimento continuou por cerca de cinquenta anos - Stowe enviou, por exemplo, 40 homens para lutar na Guerra de 1812, e 208 na Guerra Civil.

terça-feira, 30 de dezembro de 2003

Montreal - 23 Estados Unidos




Lema(s): Concordia Salus(Do latim: Salvação Através de Harmonia)




Área
- Cidade 366,2 km²/141,3 mi²
- Metrópole 4 047 km²/ 1 563 mi²

Altitude
57 m/ 187 ft

População (2001)
- Cidade 1 583 590
- Metrópole 3 635 700

- Densidade
4 326,5 hab/km²/11 205,6 hab/mi²

Website:
ville.montreal.qc.ca

A cidade localiza-se na Ilha de Montreal, no Rio São Lourenço, incorporando um total de 74 ilhas menores localizadas perto da Ilha de Montreal. Localiza-se a 75 quilômetros leste da província canadense de Ontário, a 150 quilômetros leste da capital do país, Ottawa e a aproximadamente 200 quilômetros sudoeste da capital da província, a cidade de Quebec. As coordenadas geográficas de Montreal são 45°28′Norte e 73°45′Oeste; a altitude média da cidade é de de 57 metros, sendo de 23 metros nas margens do São Lourenço, e de 233 metros no ponto mais alto do Monte Royal.
A Ilha de Montreal possui 50 quilômetros de comprimento por 16 quilômetros de largura, na sua máxima extensão, e uma área de 482,84 km². Por estar numa posição diagonal, os habitantes da cidade possuem um jeito atípico de descrever direções na cidade: o norte da cidade corresponde na verdade à direção nordeste na
bússola magnética; o sul da cidade, ao sudoeste magnético, o leste da cidade, ao sudeste magnético, e o oeste da cidade, ao noroeste magnético.






Montreal (em francês Montréal) é a maior cidade da província canadense de Quebec, a segunda mais populosa do país, e também a segunda mais populosa cidade francófona do mundo. É também uma região administrativa do Quebec. Situa-se na ilha homônima do Rio São Lourenço, sendo um dos principais centros industriais, comerciais e culturais da América do Norte.
Montreal possui a segunda maior população francófona do mundo, depois de
Paris. Porém, Montreal também possui uma considerável comunidade anglófona, e um crescente número de pessoas cujo idioma materno não é nem o francês nem o inglês.
A palavra "Montreal" é a versão arcaica, escrita de forma simplificada, de
Mont-Royal, um morro localizado na cidade, no centro da ilha. Montreal é um dos centros culturais mais importantes do país, sediando vários eventos nacionais e internacionais. Entre eles estão o Juste pour Rire, um dos maiores festivais de comédia do mundo, o Festival de Jazz de Montreal, um dos maiores festivais de jazz do mundo, e o Grand Prix de Montreal. Com todos estes eventos, aliado ao seu centro antigo, "le Vieux-Montréal", Montreal é considerada a cidade mais européia da América do Norte.
Montreal possui uma das populações mais bem
educadas do mundo, possuindo a maior concentração de estudantes universitários per capita de toda a América do Norte. A cidade possui quatro universidades - duas delas francófonas e duas delas anglófonas - e 12 faculdades. É um centro da indústria de alta tecnologia - especialmente na área de medicina e na indústria aeroespacial. Montreal é atualmente uma das cidades mais seguras do continente americano, sendo que em 2005 foram cometidos apenas 35 homicídios em toda a cidade.
Montreal foi uma das primeiras cidades do Canadá, tendo sido fundada em
1642. Montreal, desde então, foi até a década de 1960 o principal pólo financeiro e industrial do Canadá, bem como a maior cidade do país. Considerada até então a capital econômica do Canadá, Montreal também era considerada uma das cidades mais importantes do mundo. Porém, durante a década de 1970, a anglófona Toronto tomou o posto de capital financeira e industrial do país.

O local onde fica a cidade de Montreal era habitado por nativos algonquinos, hurões e iroqueses, por milhares de anos antes da chegada dos primeiros europeus. Os rios e lagos da região eram cheios de peixes, que serviam como alimento aos nativos, além de servir como rotas de transportes.
O primeiro europeu a pisar na atual cidade de Montreal foi
Jacques Cartier, que havia navegado o Rio São Lourenço acima, em 1535. Ouvindo rumores numa aldeia iroquesa, onde atualmente está localizada a cidade de Quebec, de que existia ouro na Ilha de Montreal, e impedido de continuar sua exploração rio acima pelas Cataratas de Lachine (geograficamente ao sul de Montreal), Cartier explorou a ilha, avistando uma aldeia iroquesa, Hochelaga, onde viviam aproximadamente mil nativos. A aldeia estava localizada ao pé do Monte Royal. Cartier então fincou uma cruz, a primeira de uma série, em honra ao Rei francês Francisco I, que havia patrocinado a excursão de Cartier. Para a infelicidade do navegador francês, o que os nativos haviam descrito como um "metal brilhante" não passava de quartzo, ou possivelmente pirita (o ouro dos tolos).
Samuel de Champlain foi à Ilha de Montreal duas vezes, em 1603 e 1611, quase um século depois de Cartier. Hochelaga, então, já havia sido abandonada pelos iroqueses.

Colonização francesa
Em
1639, o cobrador de impostos Jérôme Le Royer criou uma companhia, em Paris. O objetivo da companhia era a colonização da atual Ilha de Montreal. Em 1641, a companhia enviou um grupo de missionários cristãos, cujo objetivo principal era "cristianizar" os nativos locais. Em 1642, o grupo missionário, composto por cerca de 50 pessoas, desembarcou na ilha e construiu um forte, estabelecendo a Vila Maria de Montreal (Ville Marie de Montréal).
Ataques iroqueses assolaram continuamente o forte, esperando destruir a então rentável troca de peles que os franceses mantinham com os algonquinos e hurões, rivais dos iroqueses. Apesar destes ataques, Montreal prosperava como centro católico de troca e venda de peles, bem como uma base central para a exploração de outras regiões da
Nova França (regiões da América do Norte fazendo parte do império francês). No início do século XVII, a pequena Ville-Marie passou a ser chamada de Montreal. Então, possuía uma população de aproximadamente 3,5 mil habitantes.

Colonização inglesa
Montreal foi invadida por forças inglesas em
1760, durante a Guerra Franco-Indígena (1754 a 1763), e passou definitivamente para controle britânico em 1763, dada a decisão francesa de manter a Ilha de Guadalupe, no Tratado de Paris, cedendo as colônias na América do Norte para o Reino Unido.
Foi ocupada temporiamente pelos
Estados Unidos durante a guerra da independência dos EUA em 1776. Benjamin Franklin e outros diplomatas americanos tentaram conseguir o apoio de canadenses francófonos à causa da independência das Treze Colônias contra os britânicos, sem sucesso. Em junho de 1776, com a chegada de tropas britânicas, os americanos recuaram.
No início do século XVIII, Montreal possuía aproximadamente nove mil habitantes, quando imigrantes vindos da
Escócia começaram a se instalar na cidade. Embora constituindo apenas uma pequena percentagem da população da cidade, foram essenciais para a construção do Canal de Lachine, em 1825, que permitiu a navegação de grandes navios pelo rio, tornando a pequena Montreal em um dos principais centros portuários da América do Norte. Os pioneiros escoceses também criaram a primeira ponte conectando a ilha ao continente, o primeiro shopping center da cidade, ferrovias, e o Banco de Montreal, o primeiro banco do Canadá, e atualmente um dos maiores bancos do país.
Foi a capital da província colonial do Canadá entre
1844 e 1849, e centro de uma explosão econômica que atraiu muitos imigrantes de língua inglesa, como irlandeses, escoceses e ingleses. Isto tornou a cidade por um curto período de tempo primariamente anglófona, até a chegada de mais imigrantes franceses nas décadas de 1840 e 1850. Este crescimento acelerado fez de Montreal a maior cidade da América Inglesa, e indiscutivelmente a capital econômica e cultural do Canadá, causando um boom populacional: entre 1825 e 1850, a população da cidade cresceu de 16 mil habitantes para 50 mil habitantes.

De 1867 à década de 1950

O crescimento da cidade, tanto em termos econômicos (construção de indústrias e ferrovias) como populacionais (a cidade alcançou os 100 mil habitantes no fim da década de 1860, dos quais metade eram de origem francesa), continuava. A importância e a prosperidade econômica da cidade aumentou quando a primeira ferrovia transcontinental canadense, a Canadian Pacific Railway, foi construída, conectando Montreal com Vancouver, na Colúmbia Britânica, e outras cidades importantes no interior. Na virada do século, Montreal possuía uma população de aproximadamente 270 mil habitantes.
Na
Primeira Guerra Mundial, na qual o Canadá lutou do lado dos aliados (França, Reino Unido, e, posteriomente, os Estados Unidos), os habitantes anglófonos da cidade apoiaram o governo, com muitos deles oferecendo-se para lutar na guerra. Os habitantes francófonos, contudo, não tiveram o mesmo entusiasmo. Em 1917, com insuficiência de soldados, a voluntarização forçada de quaisquer pessoas eligíveis a lutar na guerra causou revoltas em Montreal, afastando a população anglófona e francófona uma da outra.
Depois da
Primeira Guerra Mundial, com a proibição de bebidas alcóolicas nos Estados Unidos, Montreal tornou-se um paraíso para americanos em busca de bebidas alcoólicas. A cidade ganhou o infame apelido de Sin City (Cidade do Pecado), graças à venda de bebidas alcólicas, jogo e prostituição.
Apesar de duramente atingida pela
Grande Depressão econômica na década de 1930, Montreal continuou a se desenvolver, com a construção de vários arranha-céús. Entre eles, o Sun Life Building, o mais alto arranha-céu da Commonwealth Britânica por um período de tempo.
A
Segunda Guerra Mundial e o alistamento forçado de pessoas trouxeram novamente problemas de cunho cultural entre anglófonos e francófonos. Desta vez, sem maiores consequências que a prisão de Camillien Houde, então prefeito da cidade, que incentivara os habitantes de Montreal a ignorar a causa do governo canadense na guerra, exortando ao não alistamento na mesma.

Décadas de 1960 e 1970

Por volta de 1950, a cidade de Montreal alcançou seu primeiro milhão de habitantes. Jean Drapeau foi eleito prefeito da cidade em 1954, ficando no cargo até 1957, e, depois, de 1960 até 1986, iniciando grandes projectos como um sistema de metrô, uma cidade subterrânea, a expansão da baía portuária, a inauguração do canal hidroviário do Rio São Lourenço e a construção de modernos edifícios comerciais no centro financeiro da cidade.
Montreal foi o centro do crescimento do
nacionalismo quebequense, que havia começado nos anos 50, e crescido até o começo da década de 1970. Em 1967, Montreal foi sede da Expo 67, uma feira internacional que coincidiu com o centenário da independência canadense. A Expo 67 acabou por ser uma das maiores já realizadas da história, além de ter sido o palco de um famoso discurso do então presidente francês, Charles de Gaulle, no qual expressava o seu apoio aos nacionalistas quebequenses, causando turbulências nas relações franco-canadianas.
Montreal organizou os
Jogos Olímpicos de Verão de 1976, o que endividou profundamente a cidade (na ordem dos bilhões de dólares canadenses), devido a gastos não controlados e à corrupção. A dívida continuou a ser paga até o início de 2006. Embora Montreal planeje concorrer nas seletivas que determinará a cidade que sediará os Jogos Olímpicos de 2016, muitos dos habitantes da cidade não querem que a cidade sedie outra Olimpíada.
O maior centro urbano do Canadá e principal centro comercial e industrial do país desde os primórdios da história moderna do Canadá, Montreal foi superado, em número de habitantes e importância econômica, pela cidade de Toronto (Toronto e seus cinco subúrbios da época, que atualmente compõem a cidade de Toronto), na província de Ontário, entre a década de 1970 e década de 1980.
O crescimento do nacionalismo Quebequense teve como conseqüência a ocorrência de
atos terroristas, cometidos na cidade por extremistas entre 1963 e 1970. A aprovação da Lei 101 pelo governo de Quebec, em 1977, limitando o uso do inglês e outros idiomas que não o francês na política, comércio e na mídia, foram fatores decisivos, causando o afastamento de comerciantes e empresas internacionais, que se mudaram principalmente para Toronto, e a diminuição do número de imigrantes instalados na cidade.
Em
6 de dezembro de 1989, Marc Lépine matou 14 estudantes do sexo feminino na Escola Politécnica de Montreal e feriu outros 13 estudantes, antes de cometer suicídio. Este evento, o Massacre da Escola Politécnica de Montreal, é o maior massacre já realizado em território canadense. Em 1992, Valery Fabrikant matou quatro colegas de trabalho na Universidade Concórdia.
Montreal celebrou seu 350º aniversário em 1992.



Bairros
O centro financeiro da cidade, com seus vários prédios modernos. O edifício Place Ville Marie, um dos mais altos da cidade com seus 188 metros de altura, forma o núcleo da
cidade subterrânea de Montreal, onde está localizada o maior shopping center subterrâneo do mundo (com mais de 1 600 lojas).
Vieux Montréal (Velho Montreal), um centro histórico com atrações como o Porto antigo da cidade, o edifício Jacques-Cartier e a Basílica Notre-Dame de Montreal.
O
Quartier international de Montréal, ou QIM (Quarteirão Internacional de Montreal), uma área no centro da cidade que foi revitalizada entre 2000 e 2001. Possui várias praças, e é onde está localizado o centro de convenções da cidade (ver abaixo).

Parques
Montreal possui centenas de
parques e áreas verdes dentro da cidade e nas várias ilhazinhas cercando a Ilha de Montreal. Entre as mais famosas estão:
O
Monte Royal, que é parte de um imenso parque urbano, localizado em Montreal e na cidade vizinha de Mont-Royal. O centro financeiro da cidade está localizado ao pé da colina. Cada domingo no verão, centenas de pessoas juntam-se ao pé do Monte Royal, no parque, para várias horas de dança sincronizada, entre outras atividades - um evento conhecido como Tam Tams.
O
Jardim Botânico, inaugurado em 1931, o segundo maior do mundo, perdendo apenas para o Jardim Real de Kew, em Londres, Reino Unido.
O Parque Jean Drapeau, onde está localizado a
Biosfera de Montreal, criada para a Feira Mundial de 1967, e que continua de pé até hoje.

Cultura
Como um centro primário da
cultura canadense, Montreal possui muitos museus. Entre eles, estão o Museu Redpath, o Museu McCord de História Canadadense e o Centro Canadense de Arquitetura. O complexo cultural do Palácio das Artes de Montreal abriga o Museu de Arte Conteporânea, e possui vários teatros.
Conhecida como Cidade dos
Santos, (la ville aux cent clochers, em francês), Montreal possui inúmeras igrejas e basílicas, tanto que Mark Twain, um famoso humorista americano, comentou certa vez: foi a primeira vez que estive numa cidade na qual uma pessoa não pode lançar uma pedra sem estilhaçar a janela de uma igreja. Catedral Marie-Reine-du-Monde, Basílica Notre-Dame de Montreal, Basílica de São Patrício e o Oratório de São José. A última é a maior igreja canadense, possuindo o maior domo (ou cúpula) do seu género, logo a seguir ao da Basílica de São Pedro, em Roma.
Chinatown, localizada ao sul do centro financeiro, com várias lojas e restaurantes chinesas e algumas vietmitas.

Ruas
A rue Sainte-Catherine é uma rua comercial que atrai diversos turistas, devido aos seus shopping centers, grandes lojas, teatros e restaurantes.
A Boulevard Saint-Laurent, a principal avenida de Montreal, cortando-na num sentido norte-sul, é uma mostra da variedade cultural da cidade, onde lojas, restaurantes e comunidades
portuguesas, gregas, judaicas, russas, ucranianas e latino-americanas estão localizadas. Além disso, a rua corta o centro financeiro, Chinatown e a Pequena Itália (centro da comunidade italiana) da cidade.
A rue Sherbrooke, com suas lojas luxuosas e suas galerias de
arte.
Boulevard René-Levésque, o centro financeiro da cidade, onde a maior parte dos arranha-céus da cidade estão localizados.
Outros
O
estádio olímpico, inaugurado em 1976, que possui a maior torre inclinada do mundo, com seus 170 metros de altura.
A
arquitetura de muitos dos prédios de apartamentos de dois a quatro andares da cidade caracteriza-se pela presença de escadas fora do edifício, com o objetivo de economizar espaço interno.
O
Palais des Congrès, o centro de convenções da cidade, localizado no Quarteirão Internacional de Montreal (QIM). Foi construído antes da revitalização ter ocorrida no QIM.
Montreal é um dos maiores centros
homossexuais da América do Norte, possuindo uma das maiores vilas gays do continente. Seu festival de Orgulho Gay é o segundo maior da América do Norte, atrás somente daquele realizado em Toronto.