quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Encontro com estudantes para falar sobre meu livro


Alunos da 4° série da EMEB André Ferreira me encheram de perguntas para eu falar sobre o meu livro "Um dia de Chuva".
Perguntaram sobre a motivação para escrever, sobre como surgiram as idéias entre outros assuntos relacionados ao ato de escrever...
Uma pergunta que me chamou a atenção, não pelo impacto dela, mas sobre a reflexão que me causo depois, já que fiquei pensando nisso o resto do dia: Quando foi que me surgiu o interesse em escrever??
Viajei muito longe na minha história e acho que isso não tem resposta. Talvez esse meu interesse esteja nas primeiras histórias que eu tenha ouvido, contadas por minha mãe, ou nas imagens que me invadiam a cabeça para tentar explicar as coisas do mundo. Foi na vontade de escrever que pude me conhecer um pouco mais, ou quando pude, aos garranchos, escrever as minhas primeiras letras, sei lá... Essa pergunta fez mexer em mim uma busca de algo muito precioso na minha vida que hoje me faz ser lido, mas que um dia me fez ver o mundo de um outro ponto de vista que é fantástico, do ponto de vista da imaginação.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Sem segurança

A escola pode ser o lugar mais tranqüilo do mundo. Os alunos estão em um ambiente criado para a atividade intelectual cercados de adultos que os orientam para os devidos fins. Mas não é essa a realidade da escolas públicas brasileiras, principalmente nas grandes regiões metropolitanas.
Um estudo feito pelo instituto FERNAND BRAUDEL junto com a FUNDAÇÃO VICTOR CIVITA levou em consideração a opnião dos pais de alunos que freqüentam o ensino público na cidade de São Paulo. Chegou a 44% o números de pais que dizem que a escola não oferece segurança alguma à seus filhos. Por sinal, o tema violência e o consumo de drogas são as questões que ganham hoje mais importância do que outros temas que deveriam ser debatidos sobre a escola, como a rotina da sala de aula ou os métodos pedagógicos.
A pesquisa ainda aponta que dos pais entrevistados, 32% referiram-se a uso de drogas nas dependências da escola, 40% mencionam roubos e furtos e 45% dizem saber de casos de violência e agressões físicas nas escolas de seus filhos.
É uma insegurança fruto da indisciplina e da falta de organização nas escolas. Um ambiente que projeta a imagem de desproteção do aluno e sendo essa a realidade é que todos se sentem vulneráveis e o aluno tende a faltar mais, ocorrer maior evasão e a piora do ensino ocorre como resultado final.
O fato é que essa violência dentro das escolas não é uma realidade da cidade de São Paulo. Cidades como Londres, Nova York ou Cidade do México, além de outras, também possuem uma rede de escolas grandiosas e também enfrentam problemas como salas lotadas em um sistema público que o torna mais difícil manter a organização e o controle, mas para enfrentarem a questão da violência dentro ads escolas, estudaram muito as estatísticas e mapearam aonde o problema existe. Em alguns casos, escolas criaram núcleos de educadores para encarar a violência de frente antes de dependerem exclusivamente da polícia. E como resultado vemos Nova York com uma redução de 10% nas ocorrências em 2 anos, e conseqüentemente a melhoria do ensino.
É necessário os grandes centros brasileiros também já começarem a tomar suas atitudes antes da violência crescer mais ainda e tomar definitivamente conta da escola.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Perder talentos

A escola brasileira possui a infeliz capacidade de desperdiçar talentos. É estimado que 3% de nossa população seja composta por alunos de um nível de talento maior que os demais. Se verificarmos a realidade de outros países em que a educação é levada a sério, foram instituídos mecanismos para esse público seleto. Na França e na Inglaterra os alunos ganham acesso às melhores instituições de ensino. Nos Estados Unidos existem escolas específicas como “Magnet schools” ou programas especiais dentro do ensino regular “Honors Programs”. Na Rússia, hedeira do comunismo e em Cuba, são vários os colégios para talentosos natos na arte, no esporte ou em qualquer área acadêmica.
Aqui no Brasil, sendo esse talentoso aluno proveniente de uma família que possue condições financeiras, ainda é possível fazer que esse aluno talentoso tenha acesso a uma educação epecífica e qualificada para o seu talento. A calamidade está quando esse aluno é pobre e tem como opção apenas o ensino público. Ele é completamente ignorado pelo sistema de ensino que oferecemos, pois ele deve se “integrar” aos demais. Esses talentos são impedidos de desenvolverem seus mais incríveis talentos, fazendo deles atores de desajustes e medíocres, para assim evitarem conflitos com a instituição de ensino que não sabe como lidar com eles.
Porém, existem algumas instituições empresariais, com iniciativa da sociedade civil que tomam iniciativas concretas diante de tamanho desperdício. O ISMART seleciona alunos de baixa renda da educação pública e oferece um bom programa de estudo por dois anos concedendo bolsas de estudos nos mais conceituados colégios do Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza. Esses alunos colocam-se acima da média de seus colegas que segundo o Enem estão entre os vintes melhores do Brasil. Também existe a escola da EMBRAER que aglutina alunos de escolas públicas na região de São José dos Campo. Por concurso realizado, em um sistema de seleção altamente competitivo, aprovando os alunos de talentos extraordinários. Não sendo assim a toa, que a escola da EMBRAER está com a 17° melhor do Brasil. Também há exemplos como a FUNDAÇÃO JOSÉ CARVALHO que atua no Recôncavo baiano recrutando jovens talentosos ou o projeto BOM ALUNO que oferece bolsas de estudo para que esses alunos talentosos tenham acesso à bons colégios privados.
Mas o governo não gosta muito dessas iniciativas que tendem a valorizar o jovem talento dentro de uma péssima escola pública. Para ele, dar chance a alguns poucos é injusto com os demais. É a busca da igualdade custando o aborto de mentes brilhantes, nivelando o ensino por baixo, uma justiça de igualdade social que no final acaba valorizando apenas os talentosos provenientes de famílias ricas que possuem condições para oferecer um ensino (muito) melhor.
Países desenvolvidos são aqueles que sabem dar e aproveitas a alta qualidade do conhecimento, e o mais precioso são as mentes brilhantes, de talento próprio e natural, que lamentavelmente jogamos no lixo em nome de uma educação igual para todos.
“O talento não é propriedade privada, é uma propriedade pública e ninguém tem o direito de desperdiça-lo” dizia o geneticista russo Wladimir Efroimson.
Não podemos perder tamanha riqueza.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Projeto Sexta Aula - PROMAC

A peça:ALBERTO CAEIRO-ELE MESMO
CIA ESTRELA D ALVA

Local: EMEB Maurício Caetano de Castro II

É a última sexta-feira do mês de maio, e o público – alunos do Programa Municipal de Alfabetização e Cidadania (Promac) – está ali para assistir a mais uma atividade do Projeto 6ª Aula, promovido pela Prefeitura de São Bernardo, por meio dos departamentos de Ações Culturais e Ações Educacionais, da Secretaria de Educação e Cultura.

Antes da encenação propriamente dita, foi feita uma apresentação, com introdução sobre o projeto

Em seguida, o diretor da peça, falou um pouco sobre o espetáculo e deu umas orientações. Por exemplo, explicou que, como tratava-se um espetáculo de poesias, era importante que se prestasse bastante atenção nas palavras, no que os atores iriam falar.

Seja pelo preparo antecipado do espetáculo em sala de aula, pelas explicações introdutórias ou por puro interesse pessoal, o fato é que os alunos respondem bem à atividade. Quando os atores interagem com o público, este participa e acompanha atentamente todos os movimentos. Na platéia, gente de todas as idades.

Além de proporcionar o acesso à arte e ao entretenimento para pessoas que muitas vezes não teriam condições de ir a um teatro, o projeto 6ª Aula tem demonstrado, de acordo com a opinião dos alunos, que, de fato, a atividade tem uma importância direta sobre o aprendizado dos mesmos.

Após a apresentação, os atores abriram espaço para um bate-papo com os alunos. E, mais uma vez, eles participaram sem pressa de ir embora.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Palestra EJA

Fui convidado para dar uma palestra sobre Educação de Jovens e Adultos na Faculdade Anchieta em São Bernardo do Campo para um turma de pedagogia na matéria de "Currículos e Programas".
A EJA é a realidade de 4,5 milhões de brasileiros com mais de 15 anos que são analfabetos ou têm escolaridade incompleta, que não tiveram uma oportunidade anteriormante e somente depois de muitos anos ingressam à escola para buscar além de um maior conhecimento, uma melhoria na condição de vida com uma melhor escolaridade.

Nessa palestra abordei desde as dificuldades de readaptação dos alunos, como também o desafio dos educadores em manter o interesse dos alunos em não somente em voltar à escola como também em continuar estudando. Fiz também a apresentação de um breve histórico da EJA no Brasil.

Um item importante para ser debatido é transformar os alunos da EJA também parte da comunidade escolar. Importante para se evitar o grande problema de evasão como principalmente para se obter um bom resultado no desempenho dos alunos. O espaço físico das escolas onde ocorrem os cursos para jovens e adultos são sedidos como se fosse um favor, como se estivessem ali por empréstimo, quando na realidade os alunos deveriam se sentir pertencentes e donos desses lugares, como integrantes ativos desse espaço. São inúmeros casos de unidades escolares que trancam banheiros e impedem o acesso dos alunos da EJA à outros espaços como salas de informática ou bibliotecas, assim não oferecendo o mínimo de estrutura para uma boa qualidade de ensino. Sem contar que em muitos casos, esses alunos são esquecidos de serem até mesmo convidados para os eventos da escola.

A integração é importantíssima para os trabalhos da EJA e a comunidade escolar só teria a se desenvolver por assim, por passar a ter mais participantes.

domingo, 18 de maio de 2008

Taboão da Serra


Taboão da Serra é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo.

Sem divisas geográficas relevantes com a capital paulista, Taboão da Serra não se distingue dos bairros paulistanos que fazem divisa com a cidade, como Butantã e Campo Limpo. Por muitos anos, a cidade se dividiu entre o perfil de cidade “dormitório” – residência de muitos trabalhadores da cidade de São Paulo – e de localidade industrial.

Até meados da década de 1990, a cidade mantinha o perfil industrial como principal atividade econômica. O parque industrial da cidade, no entanto, não era suficientemente robusto para absorver toda a mão-de-obra da cidade, que acabava se deslocando até São Paulo para encontrar emprego. No início dos anos 2000, o caráter econômico passou por mudanças.

Com o encarecimento dos custos e os problemas de tráfego, muitas indústrias deixaram a cidade e o município passou a ter características mais comerciais, passando a ocupar em poucos anos o posto de pólo de atração de serviços da região sudoeste da Grande São Paulo. Nessa época, grandes varejistas – como o Grupo Pão de Açúcar, Carrefour, Wal Mart e a Nacional Iguatemi (administradora do Shopping Taboão) – realizaram investimentos na cidade, o que consolidou o perfil terciário da cidade.

A vinda de grandes varejistas abriu novas frentes de emprego e oportunidades para os habitantes. Com a chegada dessas empresas, a cidade passou a contar com serviços que não existiam na cidade, como cinemas e supermercado aberto 24 horas. Isso consolidou a cidade como pólo de atração de cidades vizinhas – como Embu e Itapecerica da Serra – e de bairros paulistanos próximos – como o Butantã, Vila Sônia, Portal do Morumbi, Campo Limpo e Capão Redondo.

Apesar da mudança econômica, a cidade ainda sofre com os problemas comuns às áreas periféricas das grandes cidades brasileiras. Os índices de criminalidade são altos, principalmente na região periférica, cuja população se concentra em atividades de baixa e média escolaridade. Um exemplo do delicado quadro da segurança pública é a conquista da segunda delegacia de polícia, aprovada apenas em 2006.

Apesar desta conquista problemas políticos e orçamentários impedem a instalação do novo distrito policial que por decreto deverá ser localizado no bairro do Pirajuçara.

A história de Taboão da Serra é de certa forma antiga, e em alguns aspectos confunde com a própria história da cidade de São Paulo. A área que hoje se chama Taboão da Serra nos séculos XVI e XVII fez parte da rota dos bandeirantes paulistas que viviam nos arrebaldes que hoje pertence ao centro de São Paulo.

Muitos bandeirates passavam pelo município em busca de indios para escravizá-los e ao mesmo tempo servia de rota tanto para o litoral paulista, quanto ponto de passágem para a região sul do Brasil. No século XVI padres jesuítas passavam pelas matas que hoje faz parte do município para fundar áreas para protegerem os índios dos paulistas, localizada no município de Embú, divisa com Taboão da Serra. Quanto ao nome do município provavelmente veio da taboa, que é uma planta hidrófila que era facilmente encontrada na cidade, em brejos próximo ao córrego Pirajuçara que corre no município. E Serra provavelmente veio da forma do relevo exuberante que o município apresenta, funcionando como um imenso divisor de água.

Sendo assim, a palavra "taboa", veio do tupi, e "serra", português, o que deu nome ao município. Na região havia diversas aldeias indígenas que foram destruídas nos fins do século XIX e início do XX pelos europeus recem-chegados na região, tanto para a posse da terra para atividade agrícola, quanto para o surgimento de pequenas vilas, as quais foram formadas no início do século passado.

A emancipação de Itapecerica da Serra, e a conseqüente elevação à categoria de município, deu-se em 1° de janeiro de 1959, graças aos esforços de, entre outros, Léo Baranowsky, Sebastião da Cunha, Benedito Carneiro de Freitas, Hosuke Hatake, Luzia Hellmeister, Mary Rose Ducase Maciel, José Andrade de Moraes, José Ruiz Moreno e Álvaro Manoel de Oliveira.

A população estimada pelo IBGE em 2008 era de 224.757 habitantes[6] e a área é de 20km², o que gera uma densidade demográfica de 10.704,17 hab/km².

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é subtropical. Verão pouco quente e chuvoso. Inverno ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 20Cº, sendo julho o mês mais frio (média de 15°C) e o mais quente fevereiro (média de 23°C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1300 mm.

O pequeno município tem como vizinhos a capital paulista, Embu, a sudoeste e oeste, e uma diminuta divisa com Cotia, a noroeste. Taboão da Serra é uma das menores cidades da Região Metropolitana de São Paulo.

38% são de capital paulista. 20% são de paulistas do interior ou descendentes, 23% são provenientes de outros municípios da Grande São Paulo, 8% são sulistas - principalmente do Paraná e Rio Grande do Sul - 10% são imigrantes ou descendentes - principalmente japoneses, coreanos, chineses e poloneses e 1% estão como outros.

Os de origem sulista e sudestina são, majoritariamente, de ascendência portuguesa, italiana, espanhola, alemã, polonesa, libanesa, ucraniana e holandesa.

A maior comunidade estrangeira da cidade é a dos japoneses, que representam cerca de 15% dos estrangeiros.

* Brancos 66,2%
* Amarelos 10,6%
* Pardos 14,4%
* Negros 8,8

* Eleitores: 161.120 (2000)
* Instituições Financeiras: 18 agências bancárias

Educação

Ensino (2004). Matrículas:

* Ensino fundamental: 34.806 matrículas
* Ensino médio: 12.330 matrículas

Saúde

* Estabelecimentos de saúde: 28 estabelecimentos
* Leitos hospitalares: 183 leitos
* Leitos hospitalares disponíveis ao SUS: 49 leitos

Rodovias

* Rodovia Régis Bittencourt (BR-116)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

XV Feira Internacional de educação EDUCAR208

Palestra com Sônia Maria Colli de Souza (Mestra em Educação, pedagoga e psicopedagoga clínica, é coordenadora de Psicopedagogia em Educação na Unip – Universidade Paulista – e presidente da seção de São Paulo da ABPp – Associação Brasileira de Psicopedagogia).
O par educativo professor e aluno – uma relação vincular na (não) aprendizagem escolar. Pretende-se mostrar a importância da relação entre professor e aluno no âmbito escolar e levar à compreensão das várias maneiras como essa relação pode se estabelecer entre eles. Para a construção e desenvolvimento sadio dessa relação, serão abordados princípios da intervenção psicopedagógica institucional que visam cuidar do par educativo.

PAR EDUCATIVO é o vínculo que une aprendente e ensinante.





RELAÇÕES POSSÍVEIS DE SEREM ESTABELECIDAS PELOS PROFESSORES

· Imperialista
· Egocentrismo
· Amor – Deliberada intensão de favorecimento da aprendizagem, com compreensão e a otimização das capacidades do aluno.

SENTIMENTOS CONSTRUÍDOS PELO ALUNO A RESPEITO DO PROFESSOR

1. Amor
· Transferência = Transfere sua atenção à outro
· Generosidade = Quer agradar ao professor
· Camaradagem = Aproximação em diferentes atividades
· Ciúme = Usa artimanhas para chamar a atenção
· Confiança = Sem medo

2. Hostilidade
· Tranferência – Transfere a um professor uma hostilidade realizada por outro
· Tranferência para si próprio = Faz o mal(físico/psicológico) a si próprio
· Tranferência para valores morais = Comete erros contra valores morais com a intensão de agredir ao professor
· Hostilidade aberta = Menospreza o professor perante as pessoas

3. Temos inibitório
· Tem fixação em pensar que o professor está sempre lhe vigiando. A figura desse professor é transferida para todos os agentes da educação, tornando todo ambiente persecutório

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Carcterísticas da indisciplina hoje

A questão da indisciplina no ambiente escolar está sempre em constante transformação e a realidade atual é bem diferente dos últimos anos. Não que hoje ela seja mais visível ou pior que antes, mas diferente. Uma evolução das realidades anteriores, tornando para os educadores uma missão mais desafiadora para ser resolvida de forma definitiva.
É importante pensar e debater qual é a efetiva parte da escola na questão indisciplinar e em sua manutenção. Isso é assumir que o seu papel não autoritário, muito menos prático que achar que a indisciplina surge e se mantém somente nos atos do aluno.
Conforme as nossas leis, existe a busca e a formação por um aluno mais questionador, autônomo e crítico, sendo ativo para pensar e agir sobre a realidade que o cerca. O grande objetivo da nossa escola de hoje é tirar o máximo do aluno essa essência de competências que ele possui. Porém o questionamento crítico tomando uma linha de maior contestação dentro da escola pode gerar conflitos diretos com o educador, que pode não estar preparado para essa forma de manifestação. Esse mesmo aluno já não considera importante as aulas simplesmente teóricas e tende a expressar sua insatisfação. Isso deve ser avaliado além de indisciplina e visto como uma forma de agir de uma consciência social em formação.
Se é importante a evolução desse aluno em sua consciência de cidadão, mais importante ainda é fazê-lo pensar e achar soluções para problemas e conflito, senão a indisciplina passa a ter um sentido de transtorno e inabilidade.
Também é importante ressaltar a indisciplina na relação escola-casa. Pois o aluno pode nesses dois lugares estar próximo ou praticar a indisciplina, podendo tanto em um lugar como no outro reforçar algumas características indisciplinares.
Existe, de fato, um aspecto relevante que interage a indisciplina e fatores do desenvolvimento psicossocial do aluno. E é um consenso de grande parte dos que lidão diretamente com a indisciplina que ela deve possuir ingredientes de motivação dos alunos e seus processos de aprendizagem. Deve-se levar em consideração essa questão no contexto do envolvimento emotivo e subjetivo entre educadores e estudantes. Em um ambiente escolar que tende a trabalhar preventivamente com a indisciplina é necessário criar relações humanas e de laços fortes de convívio o que é muito difícil quando pensamos nas superlotações das salas de aula.

CAUSAS

Não existe uma cultura preventiva de indisciplina. Também é notório a falta de preparo dos educadores frente a esse tema. Na escola é o lugar que geralmente a indisciplina se desenvolve e a própria escola a alimenta e a reforça. São diversas causas que levam a indisciplina. Mesmo ela representando uma ação individual, sua origem pode vir de um infinidade de motivações. Porém essa causa podem ser separadas em dois tipos: causa internas a escola e as causas externas. Nas causas internas ao ambiente escolar podem ser desde formas de ensino-aprendizagem, as relações humanas com seus diversos personagens, a adaptação às normas e esquemas cotidianos, o próprio ambiente escolar e até mesmo a personalidade do aluno. Nas causas externas temos o ambiente familiar, a violência social, as mídias e meios de comunicação entre diversos outros fatores.
Deve ser clara as diferenças entre a indisciplina escolar e qualquer outro contexto social que adentram a escola, como por exemplo, a violência urbana. Ela é uma das causas da indisciplina, mas não a explica em seu todo. E a escola não é a única responsável em enfrentar e combater a violência, mesmo que esse instituição sofra muito com esse mal.
Assim, é muito importante descartar a indisciplina simplesmente como uma questão de comportamento. Um bom comportamento não é sinal de disciplina, mas muito provavelmente, uma possível adaptação as regras impostas pela escola, ou uma apatia diante da rotina ou conformidade. Assim é a escola que deve instituir políticas disciplinares institucional com estratégias claras e eficazes de intervenção e prevenção, na escola inteira como também dentro da sala de aula.

PREVENÇÃO

Mas para isso, teve-se definir o que realmente é indisciplina? Baseada nessa reflexão é que se podem estabelecer bases para a criação desses parâmetros. E assim demarcando estratégias e procedimentos para a sua realização.
O melhor recurso que a escola pode criar contra a indisciplina é uma diretriz disciplinar ampla baseada na prevenção. Qualquer iniciativa tomada por escola sobre esse tema e que hoje desfrutam de um baixo índice de indisciplina não foram beneficiadas pelo acaso, muito menos com ações de curto prazo.
É necessário formar orientações disciplinares (regras e procedimentos) claras e com uma base ampla e sólida. E para isso indispensável à participação dos alunos na sua elaboração, sendo um elemento importante, já que ganha legitimidade e tornando-se conhecida por todos os envolvidos diretamente no processo, criando um sentimento de pertencer ao trabalho e valorizar o suas motivações, coletividades e seus sensos de responsabilidade. Essa forma democrática de elaboração de ação direta contra a indisciplina oferece os resultados mais positivos, deixando de lado a autocracia das lei que são escritas de cima para baixo, de quem manda para os comandados.
Essa orientações devem ser divulgadas amplamente e ficar claras e conhecidas por todos que integram a comunidade escolar. E essas diretrizes não podem se limitar à organização da vida dentro da escola, mas deve servir d e guia para toda a comunidade em volta no objetivo do aprimoramento da disciplina.
O ambiente escolar deve ser humanista, valorizando o diálogo, afetividade e praticara democracia. Tornar real o conhecimento e a realidade dos estudantes como pessoas. E essas mudanças devem se basear no compromisso às regras estabelecidas, realizações, transformações, individualizar os problemas e apoiar as atividades curriculares e extracurriculares. A indisciplina também é objetivo educacional.
A direção da escola por sua vez, deve integrar alunos e professores e que ela deve estar presente em todos os espaços da escola. De modo informal, promover o relacionamento harmonioso entre todos e expressar completo interesse pelas atividades desenvolvidas dentro da escola. A direção também deve oferecer maior autonomia aos professores para enfrentarem problemas de indisciplina dentro da sala de aula, mas desenvolvendo um trabalho em parceria com intervenções da equipe de apoio pedagógico.E o mais importante é diminuir as distâncias entre escola e sociedade. E o desafio é grande, já que é necessário ampliar o envolvimento dos pais nas atividades desenvolvidas dentro da escola. É de extrema importância fazer com que a comunidade seja ciente das metas, realizações e atividades escolares e participe de discussões relevantes à vida escolar, questões pedagógicas e de atividades extracurriculares.