quarta-feira, 29 de abril de 2009

VII Congresso Internacional de Educação - Fundação Santillana



Educação no contexto de múltiplas linguagens


A Fundação Santillana, com o patrocínio da editora Moderna, realizou no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo (SP) o VII Congresso Internacional de Educação. O congresso reuniu mais de 10 mil professores da rede pública de ensino para discutir o tema: “Educação no Contexto de Múltiplas Linguagens”. A principal proposta do VII Congresso foi refletir sobre a competência comunicativa e o uso de diferentes linguagens no processo ensino-aprendizado. A oralidade na sala de aula, o emprego de expressões artísticas, como o grafite, o uso de jornais e outros veículos de comunicação e do blog como suportes didáticos foram alguns dos temas da programação. O evento contou com a presença de especialistas brasileiros e do professor Carlos Lomas Garcia, doutor em educação e assessor para formação de professores de Gifón (Espanha). Além disso, o roteirista Walcyr Carrasco, premiado autor de novelas, discutiu a importância da leitura de peças de teatro na sala de aula.


Também vale ressaltar as palestras: Competência Comunicativa e o Contexto da Sala de Aula.
• A relação entre oralidade e a escrita na sala de aula
Palestrante: Prof. Dr. Claudemir Belinante, Faculdade de Educação – USP.
• A linguagem nas ciências naturais
Palestrante: Prof. Dr. Antônio Carlos Amorim, Faculdade de Educação – Unicamp.
• A produção de textos na escola
Palestrante: Profa. Maria José Nóbrega, Assessora da Secretaria Municipal de São Paulo e Consultora Pedagógica das revistas Carta na Escola e Carta Fundamental.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A importancia das Instituições de Ensino para o Desenvolvimento Infantil - Rita Coelho


Rita Coelho, coordenadora geral de educação infantil da Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação, ministrou essa palestra que falou da importância da escola para o desenvolvimento infantil e afirmou sobre o dever do Estado garantir educação para a população. "Lutar pela educação infantil é lutar por igualdade social. O compromisso com a educação deve ser prioridade de todo governo".
Até porque, nessa mesma noite foram apresentados os números de deficit de vagas nas escolas de 0-3 anos e 3-6 anos no município de São Bernardo do Campo e os resultados não são animadores, que chega a 10.770 o número de crianças entre 0 e 6 anos de idade em espera por vagas.
A educação infantil ainda não existe para todos. Isso só será possível quando todos forem prestigiados.

sábado, 11 de abril de 2009

Caminho Suave















Essa cartilha, cuja primeira edição é de 1948, é um fenômeno de vendas no Brasil: calcula-se que todas edições, até a década de 1990, venderam 40 milhões de exemplares. Há um exemplar de edição bem posterior, dos anos de 1980, quando a cartilha foi modificada e vários exercícios foram incluídos.



A Cartilha Caminho Suave tem um método que mostra objetos ou animais cuja palavra inicia-se com vogal ou consoante, e faz com que a letra se pareça com alguma característica do objeto para que pudéssemos entender como era o formato da mesma.





É bom lembrar como exemplo: abelha – a elefante –e igreja –i ovo -o unha – u










Vinha assim em letras de forma minúsculas, o professor ensinava passar para a letra cursiva manuscrita. Primeiro a criançada aprendia as cinco vogais, e depois é que vinha as lições com consoantes. Não me lembro quando a professora apresentou o abecedário, se antes ou depois de passar as lições, só sei que tínhamos que copiá-lo várias vezes, em letras de forma maiúsculas e minúsculas, letras “de mão”, maiúsculas e minúsculas. A primeira lição da Cartilha era a lição da Barriga: Tinha um desenho de um bebê, uma babá, uma bacia onde o bebê estava tomando banho, da barriguinha do bebê formava-se a letra b. Vinha escrito assim: Barriga baBabá lava o bebê. Eu vejo a barriga do bebê.

Eram feitas cópias e cópias, inclusive em casa, em finais de semana ou feriados, depois treinávamos a leitura exaustivamente, repetidamente, quase que decorando os escritos da cartilha. Eram feitos ditados com as palavras já aprendidas, tínhamos que ler em voz alta, para toda a sala ouvir (um vexame). O ensino era sempre feito de modo progressivo, tendo como referência o Alfabeto, assim depois da lição da família da letra “b”, ba-be-bi-bo-bu; a próxima lição era a da família da letra “c”, a saber: Cachorro Caca – co – cu (a gente caia na risada com a última sílaba da família do C) ingenuidade de quem tinha entre seis ou sete anos. E foram muitas lições, muitas histórias, muitas descobertas do A ao Z: do Tatu, ...da Vaca,... da Zabumba. Tinha uma lição do X, a mais difícil (para muitos até hoje), apresentava os modos de usar a letra x, as partes que eu me lembro de cor é assim: Eu me chamo x(xis). Sou uma letra muito interessante. Sabem por quê? Por que tenho cinco valores: Sou ch: xale, xadrez... Sou s : exceção, excesso... Sou ss: máximo... Sou z : exame...Sou qç: (não lembro do exemplo da cartilha mas é o caso do “agrotóxico”).