Essa palestra tratou do nó que o ser humano se atou graças ao seu egoísmo frente a natureza e a exploração dos recursos naturais. Por mais que a palestra trate do Ser humano no século XXI, a síntese do debate ficou por conta de uma carta do século XIX. E essa carta é tão sensível como profética que vale a pena eu reproduzi-la.
Carta do Cacique americano, CHEFE INDÍGENA SEATLE ao
Presidente dos Estados Unidos da América em 1854
"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o
mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo
sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um
homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro (...).
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se
decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem deve tratar os animais
desta terra como seus irmãos (...)
O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria
de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve
acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de
nossos avós. Para que respeitem a Terra, digam a seus filhos que ela foi
enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que
ensinamos às nossas, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à
Terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo estão
cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra.
Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma
família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu
o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao
tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para
amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos
irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos ( e o homem
branco poderá vir a descobrir um dia): nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês
podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra, mas não é
possível. Ela é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem
branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar
o seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas
as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos
próprios dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados
pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial
lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é
um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam
exterminados, os cavalos bravios todos domados, os recantos secretos da
floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros
obstruída por fios que falam. Onde está a árvore? Desapareceu. Onde está a
água? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.
Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia
nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho
da água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de
um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,
cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do
meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as
lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas a idéia nos
parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da
água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de
um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,
cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do
meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as
lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de
nossos antepassados. Se vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que
ela é sagrada, devem ensinar às crianças que ela é sagrada e que cada
reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da
vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas
canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês
devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus
também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a
qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma
porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é
um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A
terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue
seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se
incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa
(...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei. Nossos costumes são diferentes dos seus.
A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o
homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se
possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um
inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O
ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida de um homem,
se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao
redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o
próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros."
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma
porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é
um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A
terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue
seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se
incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa
(...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto."
citizen of the world citoyen du monde ciudadano del mundo Bürger der Welt दुनिया के नागरिक אזרח העולם burger van de wereld cittadino del mondo dünya vatandaşı ชาวโลก مواطن من العالم πολίτης του κόσμου công dân của thế giới polgárnak joga van a világ Гражданин мира cidadão do mundo cetatean al lumii ciutadà del món warga negara di dunia гражданин на света kansalaisena maailmassa 世界公民 obywatel świata 世界の市民
sábado, 26 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Tantas Letras (encontro 02) - Prosa

Hoje foi feito um debate em cima do texto de Ítalo Calvino "Para quem se escreve? (A prateleira hipotética)" do livro Assunto encerrado-Discursos sobre literatura e sociedade. O texto foi publicado na Rinascita nº 46 de 24 de novembro de 1967. Nele São respondidas perguntas como “para quem se escreve um romance?” e “para quem se escreve uma poesia?”. E as respostas são claras: “Escrevemos romances para um leitor que finalmente terá compreendido que já não deve ler romances”. Ele diz que, embora se espere que os romances estejam adequados à uma determinada concepção de mundo, e possam ser colocados entre outros análogos em prateleiras, sua verdadeira função é despertar novas indagações, destruindo constatações. Não é possível pressupor que o leitor seja menos culto que o escritor e deva ser ensinado, porque o paternalismo acentua desníveis culturais. Calvino diz ainda que a literatura tem peso político modesto e que a própria obra é território de luta e está em constante movimento.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Escravo do escrever
Escrever é ser escravo das palavras.
É se deixar penetrar por idéias e pensamentos. É relatar devaneios, carregar pedras que estão a enfeitar o caminho. É descrever o que há de mais sublime e subjetivo.
Sou escravo das palavras e o suor caído sobre o papel é o resultado do abuso sobre a minha carne. escrever é o meu cansaço e o meu ópio.
Trabalho árduo sem recompensas. Escrever é obvservar, e por assim ser, assumir ser um observador. A maior das gratificações seria a ignorância de não enxergar o mundo e sentir o alívio.
Ser escravo do escrever é respirar poeiras e almas das minhas criações. É devorá-las. É ser decifrado.
Escrever é estar nu, com febre, tossindo palavras, chorando palavras. Estar lambusado de frases e textos que irão me perturbar por anos. escrever é ter a punição so assoitamento pelo prazer de me ver sofrer.
Tento fugir em vão. Sou acorrentado à verbos. Escrever é não me permitir à liberdade, por mais que seja a única forma de tê-la.
E ao longe, ver um mundo. Ver suas flores e descreve-las como em um prisma, sabendo que as flores morrerão.
As flores morrerão, é fato, mas as minhas palavras não.
É se deixar penetrar por idéias e pensamentos. É relatar devaneios, carregar pedras que estão a enfeitar o caminho. É descrever o que há de mais sublime e subjetivo.
Sou escravo das palavras e o suor caído sobre o papel é o resultado do abuso sobre a minha carne. escrever é o meu cansaço e o meu ópio.
Trabalho árduo sem recompensas. Escrever é obvservar, e por assim ser, assumir ser um observador. A maior das gratificações seria a ignorância de não enxergar o mundo e sentir o alívio.
Ser escravo do escrever é respirar poeiras e almas das minhas criações. É devorá-las. É ser decifrado.
Escrever é estar nu, com febre, tossindo palavras, chorando palavras. Estar lambusado de frases e textos que irão me perturbar por anos. escrever é ter a punição so assoitamento pelo prazer de me ver sofrer.
Tento fugir em vão. Sou acorrentado à verbos. Escrever é não me permitir à liberdade, por mais que seja a única forma de tê-la.
E ao longe, ver um mundo. Ver suas flores e descreve-las como em um prisma, sabendo que as flores morrerão.
As flores morrerão, é fato, mas as minhas palavras não.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Estágio - FUNDAP 2009/FDE
FDE - FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
O meu local de estagio será na Diretoria de Ensino de Diadema
O meu estágio é relacionado ao Programa Acessa Escola e tem como objetivo o acesso e a ampliação dos usos dos recursos tecnológicos e da Internet aos alunos, professores e funcionários das escolas estaduais de ensino.

Dentre as atividades que tenho que desenvolver durante o estágio :
1- Participar, via Web, do controle do login dos estagiários que atuarão nas escolas, na entrada e saída destes e, quando necessário, dos processos de instrução para novos estagiários; Orientar-se pela metodologia definida pela Coordenação Geral e participar das capacitações e orientações técnicas;
2- Analisar e detectar oportunidades, a partir das demandas dos usuários, para inserção, no Portal, de novas temáticas e propostas pedagógicas; Acompanhar processo de avaliação do desempenho quantitativo e qualitativo das escolas, propondo mudanças e melhorias ao processo de gestão, avaliação e atendi/o aos estagiários das escolas; 3- Participar na elaboração dos relatórios semanais, através de sistemas informatizados, que serão enviados pelo ATP de Tecnologia à Coordenação Operacional do Programa contendo dados relevantes de cadastro, atendi/os e ausências registradas semanal/e;
4- Informar à Coordenação Local e ao ATP ocorrências atípicas, identificadas no processo de acompanha/o das ativi/es na sala e acompanhar as ações destes processos administrativos, gerando relatórios; Detectar e comunicar as dificuldades de natureza tecnológica, administrativas e pedagógicas, para correções necessárias.
Vai ser interessante fazer parte desse programa que trabalha com a inclusão digital
O meu local de estagio será na Diretoria de Ensino de Diadema
O meu estágio é relacionado ao Programa Acessa Escola e tem como objetivo o acesso e a ampliação dos usos dos recursos tecnológicos e da Internet aos alunos, professores e funcionários das escolas estaduais de ensino.

Dentre as atividades que tenho que desenvolver durante o estágio :
1- Participar, via Web, do controle do login dos estagiários que atuarão nas escolas, na entrada e saída destes e, quando necessário, dos processos de instrução para novos estagiários; Orientar-se pela metodologia definida pela Coordenação Geral e participar das capacitações e orientações técnicas;
2- Analisar e detectar oportunidades, a partir das demandas dos usuários, para inserção, no Portal, de novas temáticas e propostas pedagógicas; Acompanhar processo de avaliação do desempenho quantitativo e qualitativo das escolas, propondo mudanças e melhorias ao processo de gestão, avaliação e atendi/o aos estagiários das escolas; 3- Participar na elaboração dos relatórios semanais, através de sistemas informatizados, que serão enviados pelo ATP de Tecnologia à Coordenação Operacional do Programa contendo dados relevantes de cadastro, atendi/os e ausências registradas semanal/e;
4- Informar à Coordenação Local e ao ATP ocorrências atípicas, identificadas no processo de acompanha/o das ativi/es na sala e acompanhar as ações destes processos administrativos, gerando relatórios; Detectar e comunicar as dificuldades de natureza tecnológica, administrativas e pedagógicas, para correções necessárias.
Vai ser interessante fazer parte desse programa que trabalha com a inclusão digital
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