O tempo...
O tempo é simples: os dias, que serão sempre divididos em horas, que por consequência por minutos, e estes em segundos... Os dias se múltiplicarão transformando-se em semanas e seus ciclos de luas, que somados darão em mês, que de quatro em quatro estações chegam a doze, e já viram ano. Ano que é o décimo de uma década. Década que é um décimo de um século. Ano que é poeira de um milênio...
Tempo, tempo, tempo...
Um mero componente do sistema de medições. Capaz de indicar intervalos ou períodos de duração. Usado para sequenciar eventos, para comparar as durações dos eventos, os seus intervalos, e para quantificar o movimento de objetos. E o tempo vai passando... Em um compasso monótono, constante e corrosivo.
Não é só isso. O tempo é cruel.
Na mitologia grega, o deus Chronos (o tempo), surgiu no princípio de tudo, quando nada existia, formado por si próprio. Um ser sem corpo e serpentino que possuía três cabeças, sendo uma de homem, uma de touro e outra de leão. Uniu-se em um jogo de amor à sua companheira Ananke (a inevitabilidade) numa espiral de encontro e desejo pelo o outro e a volúpia de um prazer antes do nada, por nada, em volta do ovo primogénito, separando-o, formando então o Universo ordenado com a Terra, o mar e o céu. Chronos devora seus próprios filhos uma vez que é impossível fugir ao tempo, todos seriam mais cedo ou mais tarde vencidos pelo tempo.
Nada escapa ao tempo. O tempo vai passando...
O tempo nos devora vivos. Vai nos matar aos poucos, torturante, como se nos degustasse. Saboreando cada um de nossos momentos, nossos membros. Nosso corpo por inteiro. Nos envelhecendo. Divertindo-se com o nossos cacos de corpos e arrotando a saudade do que fomos, ou mesmo, até de coisas que não vivemos.
E que nos resta então? Nem nossas almas serão salvas do tempo? Que alma resiste ao ferro cortante da nostalgia, que nos penetra de forma tão sádica e mortífera, capaz de nos causar nojo e febre. Alma que não quero em meu corpo, pois já estou cansado
de dor.
Tempo, tempo, tempo...
E o tempo não para, e não sei ao certo aonde vamos parar nessa estrada a beira mar.
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sábado, 28 de novembro de 2009
Tantas Letras (encontro 08) - Prosa
sábado, 14 de novembro de 2009
Tantas Letras (encontro 07) - Prosa
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
10° Congresso de História do Grande ABC

9h-10h – Conferência: “Grande ABC: culturas que excedem o lugar culturalizado” - Luiz Roberto Alves (UMESP)
10h-12h – Conferência : “Narrativas de ex-combatentes do ABC: a guerra esquecida nas imagens dos pracinhas” - Priscila Perazzo (IMES-USCS)
12h-14h – almoço
14h -15h30 – Visita guiada por José de Souza Martins (USP) ao canal remanescente da rede de canais de drenagem do Tijucuçu construídos pelos escravos da Fazenda de São Caetano do Tijucuçu, da Ordem de São Bento, entre 1754 e 1769. A visita se estenderá às ruínas da antiga Capela de São Caetano, construída entre 1717 e 1720, na Praça Ermelino Matarazzo, antigo pátio da sede da Fazenda de São Caetano.
15h30 – Visita ao Museu Histórico Municipal de São Caetano do Sul, no Bairro da Fundação, onde acontecerão os seguintes eventos:
16h - “Sumário da história dos Congressos de História do Grande ABC: do Primeiro ao Décimo” - Terezinha Ferrari (FSA)
16h30 – Encerramento do Congresso e declaração de compromisso de Diadema para sediar o 11º Congresso de História do Grande ABC em 2011.
17h – Abertura da Exposição Fotográfica “Os últimos dias da Cerâmica São Caetano” - José de Souza Martins (USP)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
10º Congresso de História do Grande ABC

9h – Conferência: “Migrantes e Imigrantes, a formação étnica do Grande ABC” (Ademir Médici)
10h-12h – Mesa redonda: “O tempo do Planalto e da Borda do Campo: história e memória” – Coordenação: José de Souza Martins
“Índios e conflitos no planalto dos séculos XVI e XVII” (John M. Monteiro) (UNICAMP)
“Toponímia indígena na região do Grande ABC” (Eduardo de Almeida Navarro) (USP)
“O passado na cartografia da região do Grande ABC” (Júlio Abe Wakahara) (arquiteto e museólogo)
12-14 h – Almoço
14h – Vídeo: “Autonomistas de São Caetano do Sul”
15h-17h – Painéis:
Sala 1 – Coordenação: Doraci Sponchiato (Serviço de Patrimônio Histórico de São Bernardo do Campo)
“Os 200 anos da Freguesia de São Bernardo” Roberto Vertamatti (PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM)
“A vida econômica marginal no Tijucuçu (1730-1792)” Cristina Toledo de Carvalho (FUNDAÇÃO PRÓ-MEMÓRIA)
“Aldeia indígena Tenondé Porã (Morro da Saudade): a luta de um povo para manter sua identidade cultural (1954-2003) - Rosicler A. C. Ruza (UNIABC)
“Tropas, tropeiros e cargueiros pelo caminho do mar, através da Borda do Campo, em São Paulo, séculos XVIII e XIX” - Luiz Carlos de Souza (UNIABC)
“O desenvolvimento socioeconômico de Rio Grande da Serra - Maria Rita Serrano (UNIABC)
“Patrimônio histórico cultural (Santo André): uma viagem às origens” - Sérgio Ricardo de Oliveira e Carla Daniela Gomes (UNIABC)
“Indígenas na região do ABC” - Marcos Júlio Aguiar e Neli Guiguer (OPÇÃO BRASIL)
Sala 2 – Coordenação: Jorge Joaquim Magyar (SERVIÇO DE MEMÓRIA E ACERVO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO)
Projeto “História sobre trilhos” – orientador: Odair de Sá Garcia (FSA) Participantes: Caroline A. Martins Alamino; Demócrito M. Nitão Jr.; Emerson dos Santos Queiroz; Fabio Luiz Cardoso; Marina Rosmaninho; Sebastiana Fontes e Soraia Oliveira Costa (FSA)
“As greves (1978-1980) e o Diário do Grande ABC” - Felipe R. C. Silva (FSA)
“O triênio grevista no ABC Paulista: as reivindicações e as táticas operárias no período de 1978 a 1980” - Walmor Francisco Neto (FSA)
“Socorro vermelho: a trajetória da ação popular no Jardim Zaíra, em Mauá” - Marcia Regina da Silva; Maria A. F. Araujo dos Reis e José Roberto dos Reis (UNIABC)
“Trabalho Just in Time no ABC Paulista” - Clarice Catenaci (FSA)
“Em busca da saúde mental: as lutas anti-manicomiais e as experiências andreenses” - Gustavo Querodia Tarelow (UNIABC)
Sala 3 – Coordenação: Maria de Lourdes Ferreira (CENTRO DE MEMÓRIA DE DIADEMA)
“Antecedentes históricos ao atendimento à educação infantil municipal em São Bernardo do Campo: o ano de 1956 em questão” - Marly Leibruder (PUC)
“Primórdios da educação em Mauá: as escolas isoladas do Pilar (1896-1935)" - Renato Alencar Dotta (UNIABC)
“As escolas de primeiras letras na Colônia de São Caetano (1883-1921)” - Eliane Mimesse (UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ)
“UNIABC: uma história de 40 anos” - Alfredo Oscar Salun e Telma Mafra (UNIABC)
“História, Memórias e Poder Local” – José Amilton de Souza (FSA)
17:00h - Leitura dramática da peça teatral de Paulo Antônio do Vale, “Caetaninho ou O Tempo Colonial”, pelo ator Milton de Andrade
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
10º Congresso de História do Grande ABC

8h-9h – Credenciamento e retirada de material
9h-10h – Conferência de abertura: “Memória do esquecimento: a Revolução de 1924 e outros esquecimentos da história regional” - José de Souza Martins - (USP)
10h-12h – Mesa redonda: “Ainda existe um ABC operário?”
Coordenação: Iram Jacome Rodrigues (USP)
Participantes: Jéferson José da Conceição (IMES-USCS); José Ricardo Ramalho (UFRJ); Luis Paulo Bresciani (IMES-USCS)
12h-14h – Almoço
14h – Filme: “Estranho sorriso” palestra do diretor José Armando Pereira da Silva.
15h-17h – ESPAÇOS DE DIÁLOGO:
“Memória empresarial”- Coordenação: Mônica Iafrate
Participantes: Márcia Pazin; Palmira Petratti; João Tomaz da Silva
“Futebol do ABC de Todos os Tempos”- Coordenação: Geraldo Nunes (RÁDIO ELDORADO)
Participantes: Ademir Medici; Ângelo Verotti; Walter Adão Carreiro; Irio Marega; Rinaldo Zamai; Alberto do Carmo Araújo; José Sebastião Witter; João Sergio Rimazza; Oswaldo Lavrado e Jurandir Martins
“Arte e cultura”- Coordenação: Priscila Perazzo (IMES-USCS)
Participantes: Herom Vargas; Vilma Lemos e Paula Venâncio
“Acervos fotográficos”- Coordenação: Antonio Augusto Coelho Neto (FUNDAÇÃO PRÓ-MEMÓRIA)
Participantes: Celina Gutierrez: Davi Rego Junior e Beto Garavelo
“Ainda existe um ABC Operário (II)?” – Coordenação: Philadelpho Braz
Participantes: José Duda Costa; João de Deus e Olga Montanari de Mello
17 h – Evento Artístico
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Apreciação
O meu texto "Escravo do escrever", publicado nesse blog no dia 11/09/2009 recebeu a seguinte apreciação de Tiago Novaes Lima, que recebi através de e-mail:
Boa prosa, fluente, transmite intensidade. Bom título, que joga com a repetição das consoantes agregadas “scr”. Atente, contudo, para a gramática. Há trechos que se inclinam um pouco demais para o exagero. E quanto à última frase: é um pouco pretensão imaginar que as palavras também não morrem, não? Vide tabacaria, de Pessoa.
Boa prosa, fluente, transmite intensidade. Bom título, que joga com a repetição das consoantes agregadas “scr”. Atente, contudo, para a gramática. Há trechos que se inclinam um pouco demais para o exagero. E quanto à última frase: é um pouco pretensão imaginar que as palavras também não morrem, não? Vide tabacaria, de Pessoa.
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