
Hoje foi feito um debate em cima do texto de Ítalo Calvino "Para quem se escreve? (A prateleira hipotética)" do livro Assunto encerrado-Discursos sobre literatura e sociedade. O texto foi publicado na Rinascita nº 46 de 24 de novembro de 1967. Nele São respondidas perguntas como “para quem se escreve um romance?” e “para quem se escreve uma poesia?”. E as respostas são claras: “Escrevemos romances para um leitor que finalmente terá compreendido que já não deve ler romances”. Ele diz que, embora se espere que os romances estejam adequados à uma determinada concepção de mundo, e possam ser colocados entre outros análogos em prateleiras, sua verdadeira função é despertar novas indagações, destruindo constatações. Não é possível pressupor que o leitor seja menos culto que o escritor e deva ser ensinado, porque o paternalismo acentua desníveis culturais. Calvino diz ainda que a literatura tem peso político modesto e que a própria obra é território de luta e está em constante movimento.
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