terça-feira, 30 de dezembro de 2003

Montreal - 23 Estados Unidos




Lema(s): Concordia Salus(Do latim: Salvação Através de Harmonia)




Área
- Cidade 366,2 km²/141,3 mi²
- Metrópole 4 047 km²/ 1 563 mi²

Altitude
57 m/ 187 ft

População (2001)
- Cidade 1 583 590
- Metrópole 3 635 700

- Densidade
4 326,5 hab/km²/11 205,6 hab/mi²

Website:
ville.montreal.qc.ca

A cidade localiza-se na Ilha de Montreal, no Rio São Lourenço, incorporando um total de 74 ilhas menores localizadas perto da Ilha de Montreal. Localiza-se a 75 quilômetros leste da província canadense de Ontário, a 150 quilômetros leste da capital do país, Ottawa e a aproximadamente 200 quilômetros sudoeste da capital da província, a cidade de Quebec. As coordenadas geográficas de Montreal são 45°28′Norte e 73°45′Oeste; a altitude média da cidade é de de 57 metros, sendo de 23 metros nas margens do São Lourenço, e de 233 metros no ponto mais alto do Monte Royal.
A Ilha de Montreal possui 50 quilômetros de comprimento por 16 quilômetros de largura, na sua máxima extensão, e uma área de 482,84 km². Por estar numa posição diagonal, os habitantes da cidade possuem um jeito atípico de descrever direções na cidade: o norte da cidade corresponde na verdade à direção nordeste na
bússola magnética; o sul da cidade, ao sudoeste magnético, o leste da cidade, ao sudeste magnético, e o oeste da cidade, ao noroeste magnético.






Montreal (em francês Montréal) é a maior cidade da província canadense de Quebec, a segunda mais populosa do país, e também a segunda mais populosa cidade francófona do mundo. É também uma região administrativa do Quebec. Situa-se na ilha homônima do Rio São Lourenço, sendo um dos principais centros industriais, comerciais e culturais da América do Norte.
Montreal possui a segunda maior população francófona do mundo, depois de
Paris. Porém, Montreal também possui uma considerável comunidade anglófona, e um crescente número de pessoas cujo idioma materno não é nem o francês nem o inglês.
A palavra "Montreal" é a versão arcaica, escrita de forma simplificada, de
Mont-Royal, um morro localizado na cidade, no centro da ilha. Montreal é um dos centros culturais mais importantes do país, sediando vários eventos nacionais e internacionais. Entre eles estão o Juste pour Rire, um dos maiores festivais de comédia do mundo, o Festival de Jazz de Montreal, um dos maiores festivais de jazz do mundo, e o Grand Prix de Montreal. Com todos estes eventos, aliado ao seu centro antigo, "le Vieux-Montréal", Montreal é considerada a cidade mais européia da América do Norte.
Montreal possui uma das populações mais bem
educadas do mundo, possuindo a maior concentração de estudantes universitários per capita de toda a América do Norte. A cidade possui quatro universidades - duas delas francófonas e duas delas anglófonas - e 12 faculdades. É um centro da indústria de alta tecnologia - especialmente na área de medicina e na indústria aeroespacial. Montreal é atualmente uma das cidades mais seguras do continente americano, sendo que em 2005 foram cometidos apenas 35 homicídios em toda a cidade.
Montreal foi uma das primeiras cidades do Canadá, tendo sido fundada em
1642. Montreal, desde então, foi até a década de 1960 o principal pólo financeiro e industrial do Canadá, bem como a maior cidade do país. Considerada até então a capital econômica do Canadá, Montreal também era considerada uma das cidades mais importantes do mundo. Porém, durante a década de 1970, a anglófona Toronto tomou o posto de capital financeira e industrial do país.

O local onde fica a cidade de Montreal era habitado por nativos algonquinos, hurões e iroqueses, por milhares de anos antes da chegada dos primeiros europeus. Os rios e lagos da região eram cheios de peixes, que serviam como alimento aos nativos, além de servir como rotas de transportes.
O primeiro europeu a pisar na atual cidade de Montreal foi
Jacques Cartier, que havia navegado o Rio São Lourenço acima, em 1535. Ouvindo rumores numa aldeia iroquesa, onde atualmente está localizada a cidade de Quebec, de que existia ouro na Ilha de Montreal, e impedido de continuar sua exploração rio acima pelas Cataratas de Lachine (geograficamente ao sul de Montreal), Cartier explorou a ilha, avistando uma aldeia iroquesa, Hochelaga, onde viviam aproximadamente mil nativos. A aldeia estava localizada ao pé do Monte Royal. Cartier então fincou uma cruz, a primeira de uma série, em honra ao Rei francês Francisco I, que havia patrocinado a excursão de Cartier. Para a infelicidade do navegador francês, o que os nativos haviam descrito como um "metal brilhante" não passava de quartzo, ou possivelmente pirita (o ouro dos tolos).
Samuel de Champlain foi à Ilha de Montreal duas vezes, em 1603 e 1611, quase um século depois de Cartier. Hochelaga, então, já havia sido abandonada pelos iroqueses.

Colonização francesa
Em
1639, o cobrador de impostos Jérôme Le Royer criou uma companhia, em Paris. O objetivo da companhia era a colonização da atual Ilha de Montreal. Em 1641, a companhia enviou um grupo de missionários cristãos, cujo objetivo principal era "cristianizar" os nativos locais. Em 1642, o grupo missionário, composto por cerca de 50 pessoas, desembarcou na ilha e construiu um forte, estabelecendo a Vila Maria de Montreal (Ville Marie de Montréal).
Ataques iroqueses assolaram continuamente o forte, esperando destruir a então rentável troca de peles que os franceses mantinham com os algonquinos e hurões, rivais dos iroqueses. Apesar destes ataques, Montreal prosperava como centro católico de troca e venda de peles, bem como uma base central para a exploração de outras regiões da
Nova França (regiões da América do Norte fazendo parte do império francês). No início do século XVII, a pequena Ville-Marie passou a ser chamada de Montreal. Então, possuía uma população de aproximadamente 3,5 mil habitantes.

Colonização inglesa
Montreal foi invadida por forças inglesas em
1760, durante a Guerra Franco-Indígena (1754 a 1763), e passou definitivamente para controle britânico em 1763, dada a decisão francesa de manter a Ilha de Guadalupe, no Tratado de Paris, cedendo as colônias na América do Norte para o Reino Unido.
Foi ocupada temporiamente pelos
Estados Unidos durante a guerra da independência dos EUA em 1776. Benjamin Franklin e outros diplomatas americanos tentaram conseguir o apoio de canadenses francófonos à causa da independência das Treze Colônias contra os britânicos, sem sucesso. Em junho de 1776, com a chegada de tropas britânicas, os americanos recuaram.
No início do século XVIII, Montreal possuía aproximadamente nove mil habitantes, quando imigrantes vindos da
Escócia começaram a se instalar na cidade. Embora constituindo apenas uma pequena percentagem da população da cidade, foram essenciais para a construção do Canal de Lachine, em 1825, que permitiu a navegação de grandes navios pelo rio, tornando a pequena Montreal em um dos principais centros portuários da América do Norte. Os pioneiros escoceses também criaram a primeira ponte conectando a ilha ao continente, o primeiro shopping center da cidade, ferrovias, e o Banco de Montreal, o primeiro banco do Canadá, e atualmente um dos maiores bancos do país.
Foi a capital da província colonial do Canadá entre
1844 e 1849, e centro de uma explosão econômica que atraiu muitos imigrantes de língua inglesa, como irlandeses, escoceses e ingleses. Isto tornou a cidade por um curto período de tempo primariamente anglófona, até a chegada de mais imigrantes franceses nas décadas de 1840 e 1850. Este crescimento acelerado fez de Montreal a maior cidade da América Inglesa, e indiscutivelmente a capital econômica e cultural do Canadá, causando um boom populacional: entre 1825 e 1850, a população da cidade cresceu de 16 mil habitantes para 50 mil habitantes.

De 1867 à década de 1950

O crescimento da cidade, tanto em termos econômicos (construção de indústrias e ferrovias) como populacionais (a cidade alcançou os 100 mil habitantes no fim da década de 1860, dos quais metade eram de origem francesa), continuava. A importância e a prosperidade econômica da cidade aumentou quando a primeira ferrovia transcontinental canadense, a Canadian Pacific Railway, foi construída, conectando Montreal com Vancouver, na Colúmbia Britânica, e outras cidades importantes no interior. Na virada do século, Montreal possuía uma população de aproximadamente 270 mil habitantes.
Na
Primeira Guerra Mundial, na qual o Canadá lutou do lado dos aliados (França, Reino Unido, e, posteriomente, os Estados Unidos), os habitantes anglófonos da cidade apoiaram o governo, com muitos deles oferecendo-se para lutar na guerra. Os habitantes francófonos, contudo, não tiveram o mesmo entusiasmo. Em 1917, com insuficiência de soldados, a voluntarização forçada de quaisquer pessoas eligíveis a lutar na guerra causou revoltas em Montreal, afastando a população anglófona e francófona uma da outra.
Depois da
Primeira Guerra Mundial, com a proibição de bebidas alcóolicas nos Estados Unidos, Montreal tornou-se um paraíso para americanos em busca de bebidas alcoólicas. A cidade ganhou o infame apelido de Sin City (Cidade do Pecado), graças à venda de bebidas alcólicas, jogo e prostituição.
Apesar de duramente atingida pela
Grande Depressão econômica na década de 1930, Montreal continuou a se desenvolver, com a construção de vários arranha-céús. Entre eles, o Sun Life Building, o mais alto arranha-céu da Commonwealth Britânica por um período de tempo.
A
Segunda Guerra Mundial e o alistamento forçado de pessoas trouxeram novamente problemas de cunho cultural entre anglófonos e francófonos. Desta vez, sem maiores consequências que a prisão de Camillien Houde, então prefeito da cidade, que incentivara os habitantes de Montreal a ignorar a causa do governo canadense na guerra, exortando ao não alistamento na mesma.

Décadas de 1960 e 1970

Por volta de 1950, a cidade de Montreal alcançou seu primeiro milhão de habitantes. Jean Drapeau foi eleito prefeito da cidade em 1954, ficando no cargo até 1957, e, depois, de 1960 até 1986, iniciando grandes projectos como um sistema de metrô, uma cidade subterrânea, a expansão da baía portuária, a inauguração do canal hidroviário do Rio São Lourenço e a construção de modernos edifícios comerciais no centro financeiro da cidade.
Montreal foi o centro do crescimento do
nacionalismo quebequense, que havia começado nos anos 50, e crescido até o começo da década de 1970. Em 1967, Montreal foi sede da Expo 67, uma feira internacional que coincidiu com o centenário da independência canadense. A Expo 67 acabou por ser uma das maiores já realizadas da história, além de ter sido o palco de um famoso discurso do então presidente francês, Charles de Gaulle, no qual expressava o seu apoio aos nacionalistas quebequenses, causando turbulências nas relações franco-canadianas.
Montreal organizou os
Jogos Olímpicos de Verão de 1976, o que endividou profundamente a cidade (na ordem dos bilhões de dólares canadenses), devido a gastos não controlados e à corrupção. A dívida continuou a ser paga até o início de 2006. Embora Montreal planeje concorrer nas seletivas que determinará a cidade que sediará os Jogos Olímpicos de 2016, muitos dos habitantes da cidade não querem que a cidade sedie outra Olimpíada.
O maior centro urbano do Canadá e principal centro comercial e industrial do país desde os primórdios da história moderna do Canadá, Montreal foi superado, em número de habitantes e importância econômica, pela cidade de Toronto (Toronto e seus cinco subúrbios da época, que atualmente compõem a cidade de Toronto), na província de Ontário, entre a década de 1970 e década de 1980.
O crescimento do nacionalismo Quebequense teve como conseqüência a ocorrência de
atos terroristas, cometidos na cidade por extremistas entre 1963 e 1970. A aprovação da Lei 101 pelo governo de Quebec, em 1977, limitando o uso do inglês e outros idiomas que não o francês na política, comércio e na mídia, foram fatores decisivos, causando o afastamento de comerciantes e empresas internacionais, que se mudaram principalmente para Toronto, e a diminuição do número de imigrantes instalados na cidade.
Em
6 de dezembro de 1989, Marc Lépine matou 14 estudantes do sexo feminino na Escola Politécnica de Montreal e feriu outros 13 estudantes, antes de cometer suicídio. Este evento, o Massacre da Escola Politécnica de Montreal, é o maior massacre já realizado em território canadense. Em 1992, Valery Fabrikant matou quatro colegas de trabalho na Universidade Concórdia.
Montreal celebrou seu 350º aniversário em 1992.



Bairros
O centro financeiro da cidade, com seus vários prédios modernos. O edifício Place Ville Marie, um dos mais altos da cidade com seus 188 metros de altura, forma o núcleo da
cidade subterrânea de Montreal, onde está localizada o maior shopping center subterrâneo do mundo (com mais de 1 600 lojas).
Vieux Montréal (Velho Montreal), um centro histórico com atrações como o Porto antigo da cidade, o edifício Jacques-Cartier e a Basílica Notre-Dame de Montreal.
O
Quartier international de Montréal, ou QIM (Quarteirão Internacional de Montreal), uma área no centro da cidade que foi revitalizada entre 2000 e 2001. Possui várias praças, e é onde está localizado o centro de convenções da cidade (ver abaixo).

Parques
Montreal possui centenas de
parques e áreas verdes dentro da cidade e nas várias ilhazinhas cercando a Ilha de Montreal. Entre as mais famosas estão:
O
Monte Royal, que é parte de um imenso parque urbano, localizado em Montreal e na cidade vizinha de Mont-Royal. O centro financeiro da cidade está localizado ao pé da colina. Cada domingo no verão, centenas de pessoas juntam-se ao pé do Monte Royal, no parque, para várias horas de dança sincronizada, entre outras atividades - um evento conhecido como Tam Tams.
O
Jardim Botânico, inaugurado em 1931, o segundo maior do mundo, perdendo apenas para o Jardim Real de Kew, em Londres, Reino Unido.
O Parque Jean Drapeau, onde está localizado a
Biosfera de Montreal, criada para a Feira Mundial de 1967, e que continua de pé até hoje.

Cultura
Como um centro primário da
cultura canadense, Montreal possui muitos museus. Entre eles, estão o Museu Redpath, o Museu McCord de História Canadadense e o Centro Canadense de Arquitetura. O complexo cultural do Palácio das Artes de Montreal abriga o Museu de Arte Conteporânea, e possui vários teatros.
Conhecida como Cidade dos
Santos, (la ville aux cent clochers, em francês), Montreal possui inúmeras igrejas e basílicas, tanto que Mark Twain, um famoso humorista americano, comentou certa vez: foi a primeira vez que estive numa cidade na qual uma pessoa não pode lançar uma pedra sem estilhaçar a janela de uma igreja. Catedral Marie-Reine-du-Monde, Basílica Notre-Dame de Montreal, Basílica de São Patrício e o Oratório de São José. A última é a maior igreja canadense, possuindo o maior domo (ou cúpula) do seu género, logo a seguir ao da Basílica de São Pedro, em Roma.
Chinatown, localizada ao sul do centro financeiro, com várias lojas e restaurantes chinesas e algumas vietmitas.

Ruas
A rue Sainte-Catherine é uma rua comercial que atrai diversos turistas, devido aos seus shopping centers, grandes lojas, teatros e restaurantes.
A Boulevard Saint-Laurent, a principal avenida de Montreal, cortando-na num sentido norte-sul, é uma mostra da variedade cultural da cidade, onde lojas, restaurantes e comunidades
portuguesas, gregas, judaicas, russas, ucranianas e latino-americanas estão localizadas. Além disso, a rua corta o centro financeiro, Chinatown e a Pequena Itália (centro da comunidade italiana) da cidade.
A rue Sherbrooke, com suas lojas luxuosas e suas galerias de
arte.
Boulevard René-Levésque, o centro financeiro da cidade, onde a maior parte dos arranha-céus da cidade estão localizados.
Outros
O
estádio olímpico, inaugurado em 1976, que possui a maior torre inclinada do mundo, com seus 170 metros de altura.
A
arquitetura de muitos dos prédios de apartamentos de dois a quatro andares da cidade caracteriza-se pela presença de escadas fora do edifício, com o objetivo de economizar espaço interno.
O
Palais des Congrès, o centro de convenções da cidade, localizado no Quarteirão Internacional de Montreal (QIM). Foi construído antes da revitalização ter ocorrida no QIM.
Montreal é um dos maiores centros
homossexuais da América do Norte, possuindo uma das maiores vilas gays do continente. Seu festival de Orgulho Gay é o segundo maior da América do Norte, atrás somente daquele realizado em Toronto.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2003

04 Estados Unidos

Primeiro dia de trabalho foi um dia de chuva. Na verdade, foi um dia que aproveitamos para fazer compras de uniformes que iremos usar em nosso trabalho

quarta-feira, 10 de dezembro de 2003

segunda-feira, 8 de dezembro de 2003

01 Estados Unidos


Estou nos Estados Unidos. Uma sensação de busca me incomoda. De primeiro momento, atrevo-me a perguntar: o que estou fazendo aqui? Mas em seguida me calo, pois sei que não serei compreendido por ninguém, nem por mim, nem pelos fantasmas que me carregaram pelo colo até aqui...

quinta-feira, 25 de setembro de 2003

Reconhecimento do Amor - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Amiga, como são desnorteantes
Os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
Onde se reclina a inquietação do forte
(Ou que forte se pensa ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
A bruma da renúncia:
Não querias a vida plena,
Tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
Não pedias nada,
Não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.

Descansei em ti meu feixe de desencontros
E de encontros funestos.
Queria talvez - sem o perceber, juro -
Sadicamente massacrar-se
Sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
Desde a hora do nascimento,
Senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
Ou mais longe, desde aquele momento intemporal
Em que os seres são apenas hipóteses não formuladas
No caos universal

Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
Sua espada coruscante, seu formidável
Poder de penetrar o sangue e nele imprimir
Uma orquídea de fogo e lágrimas.

Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
Em doçura e celestes amavios.Não queimava, não siderava; sorria.
Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
Que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro,
O Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
Quando - por esperteza do amor - senti que éramos um só.

Amiga, amada, amada amiga, assim o amor
Dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
Com o olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
E a pura essência em que nos transmutamos dispensaAlegorias, circunstâncias, referências temporais,
Imaginações oníricas,
O vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
As chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
Todas as imposturas da razão e da experiência,
Para existir em si e por si,À revelia de corpos amantes,
Pois já nem somos nós, somos o número perfeito: UM.

Levou tempo, eu sei, para que o Eu renunciasseà vacuidade de persistir, fixo e solar,
E se confessasse jubilosamente vencido,
Até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
Nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
A melodia, a paisagem, a transparência da vida,
Perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.

terça-feira, 15 de julho de 2003


Peguei esse folheto e achei uma boa oportunidade para fazer algo diferente.
Um intecâmbio cultural pode ser uma ótima oportunidade de conhecer uma nova realidade de sociedade, praticar o meu inglês, adquirir mais experiência e vivência...
Vamos tentar

sexta-feira, 13 de junho de 2003

Direito de Greve

Nº 2002.01.00.034650-0 de Tribunal Regional Federal da 1a Região, de 27 Fevereiro 2003

Resumo: A Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, garantiu o direito de greve ao servidor público, condicionando, contudo, seu exercício aos termos e limites definidos em lei específica. A Constituição de 1988, por conseguinte, aboliu a proibição anterior de greve nos serviços públicos, passando a permiti-la. Treze anos, no entanto, são passados e a lei específica não é editada. A vontade do constituinte está sendo desrespeitada, e nenhuma providência é tomada. A Constituição permitiu a greve. O servidor pode exercitar esse direito, ainda que não haja lei específica regulamentando-o. Enquanto essa lei não vier, é de aplicar-se a Lei 7.783, de 1989 - a Lei de Greve. O direito de greve é que não pode deixar de ser exercitado por desídia, uma desídia dolosa, do legislador infraconstitucional, que, na hipótese, está se pondo acima do legislador constituinte.

Obrigado Sr. Osvaldo Dias

quarta-feira, 11 de junho de 2003

Greve

O município de Mauá está com os serviços públicos paralisados. Cansados da enrolação do prefeito Osvaldo Dias (PT), os servidores entraram em greve, por um reajuste de 62%. No dia 11, os trabalhadores da Empresa de Saneamento Básico foram em passeata até o Paço Municipal para se encontrar com os servidores da Educação e da Saúde. Chegando lá, arrombaram a porta que dá acesso à prefeitura e fizeram um arrastão para retirar os fura-greves.
A tendência é continuar o movimento até o prefeito atender as reivindicações.

terça-feira, 29 de abril de 2003

Mauá

Mauá é um município do estado de São Paulo, da Região Metropolitana de São Paulo, pertencente à região do ABC Paulista. A densidade demográfica é de 6.463,7 hab/km². Porém, a densidade urbana é bem maior, já que um terço do município é área industrial e 10% pertence à área rural e ao Parque Estadual da Serra do Mar. É o 11° município do estado em PIB e o 11º em população, com 412.753 habitantes. Mauá está entre as 50 maiores cidades de todo o Brasil.


Fundação: 1º de janeiro de 1954
Gentílico: mauaense
Lema: Quem Ama Cuida
Prefeito(a): Oswaldo Dias (PT)

Municípios limítrofes
Norte: São Paulo; Nordeste: Ferraz de Vasconcelos; Sudeste: Ribeirão Pires e Oeste: Santo André.
Distância até a capital: 26 quilômetros

Características geográficas
Área: 62,293 km²
População 412.753 hab.
Densidade 6.463,7 hab./km²
Altitude: 818 metros
Clima: subtropical

Indicadores
IDH: 0,781 médio
PIB: R$ 4.861.255 mil (BR: 62º)
PIB per capita: R$ 11.966,00

segunda-feira, 28 de abril de 2003

Prefeitura Municipal de Mauá

Hoje foi o meu primeiro dia como funcionário da Prefeitura de Mauá. Assumo a partir de hoje o cargo de Agente Administrativo I.

quinta-feira, 13 de março de 2003

Iraque e Globalização em palestra de Fernando Henrique no Brasil


O ex-presidente da República e professor aposentado da USP, Fernando Henrique Cardoso, deu a sua primeira palestra no Brasil depois de deixar o Palácio do Planalto. Sob o título “O Multilateralismo e a Crise Internacional”, o evento foi realizado no teatro Franco Zampari, da Fundação Padre Anchieta, na noite do dia 13 de março.
Para o ex-presidente, atualmente o mundo vive a possibilidade de um unilateralismo comandado pelos Estados Unidos, e a crise atual em relação à essa superpotência e o Iraque põe em cheque o papel da ONU, criada justamente para evitar todo o tipo de ação sem consulta à comunidade internacional. “O que está aqui não é se o Iraque transgrediu ou não as regras internacionais. Ele realmente as desrespeitou. O que está em jogo é como é que se coíbe esse desrespeito.”, afirmou Fernando Henrique, que acredita que o ideal seria a queda de Saddam Hussein através da ação de próprio povo iraquiano, sendo a intervenção militar a última das opções.
Sobre as críticas à guerra baseadas nos interesses econômicos pelo petróleo iraquiano, o ex-presidente as classifica como “um pensamento antigo”, dizendo que a “ação imperial” na defesa desses interesses, como uma intervenção militar, ocorria no século XIX, não cabendo mais na atualidade, quando são defendidos por outras instâncias.
Ao comentar a declaração do Secretário de Estado norte-americano Collin Powel, que disse haver hoje duas Europas, a Nova e a Velha, confessou: “parece que a Velha está mais sensata”, numa referência ao posicionamento anti-guerra liderado pelo eixo Paris-Berlim-Moscou.
Parte de sua aula foi voltada também para a globalização. Para ele, os mesmos mecanismos que derrubam as barreiras para o capital financeiro também derrubam aquelas para a comunicação, criando assim uma “percepção global” dos problemas que ocorrem no mundo num princípio de “cosmopolitismo”. O ex-presidente, valendo-se de experiência própria, acredita que “as decisões, hoje, são mais complexas.”
Sempre reforçando o diálogo e a união dos países pela paz, Fernando Henrique Cardoso encerrou seu discurso com o apelo “ou nós marchamos para reforçar o multilateralismo, ou senão haverá um esfacelamento de tudo até então construído.”
A palestra durou cerca de 1h e meia e foi proferida para uma platéia de inscritos e convidados, incluindo o Governador Geraldo Alckmim, o presidente do PSDB José Aníbal, o deputado federal Arnaldo Madeira, a ex-primeira dama e também professora aposentada Ruth Cardoso, o presidente da Fundação Padre Anchieta, José da Cunha Lima, a diretora de teatro Ruth Escobar, o cineasta Fernando Meirelles, entre outros. O evento será transformado na Aula Magna dos Grandes Cursos Cultura (uma parceria da TV Cultura com a Fundação Padre Anchieta e o Governo do Estado), a ser exibida no dia 24 de março pela emissora.