sábado, 26 de maio de 2007

9° Congresso de História do Grande ABC

Encerramento

Biografia de um livro: a propósito do cinqüentenário de São Caetano do Sul em Quatro Séculos de História, de José de Souza Martins
Depoimento com o autor que é professor titular de Sociologia da Universidade de São Paulo - USP

Apresentação da Banda Jovem de São Bernardo do Campo

Confraternização

sexta-feira, 25 de maio de 2007

9º Congresso de História do Grande ABC




Memórias do trabalho II
Coord. Philadelpho Braz – memorialista e coordenador do GIPEM.

Mesa de debate
Trabalho em tempos de reestruturação produtiva
*Ricardo Antunes – professor de Sociologia da UNICAMP.
*Iram Jácome Rodrigues – professor do Departamento de Economia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da USP
*José Ricardo Ramalho – professor de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
*Fausto Cestari Filho – vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de São Caetano (COMDEC)

Mesas de debate
1 - Séc. XVI ao XIX: novos trabalhos
*Denise Mendes – historiadora.
*Paulo Zanettini – arqueólogo, diretor da Zanettini Arqueologia.
*Érika González – arqueóloga, coordenadora científica da UISPP (Union International des Sciences Proto et Pré-Historique).
*Coord. Silvia Helena Passarelli – arquiteta e urbanista, desenvolve pesquisa acadêmica na Universidade IMES.


2 - Juventude e Trabalho
*Maria Carla Carrochano – socióloga e assessora do programa juventude da ONG Ação Educativa
*Kimi Tomizaki – professora de Sociologia da Educação e do Trabalho da USP.
*Alexandre Almeida – professor de História e Antropologia Urbana
*Joe Newton Souza de Lima – operário e rapper MC e líder do Grupo Filhos da Revolta.
*Coord. Jefferson Sooma – sociólogo, músico e coordenador de articulação Política da ONG Aracati de São Paulo.
“Para o jovem de agora, o passado não importa, o que importa é se vai ter dinheiro hoje”. A frase surgida no depoimento do operário e rapper Joe Newton Souza de Lima durante a Mesa de Debate “Juventude e Trabalho”, ocorrida na tarde do dia 25, resume não só a realidade atual dos jovens que buscam lugar no mercado de trabalho, mas também muito do que foi discutido no 9º Congresso de História do Grande ABC.Uma realidade diferente da vivida pela primeira geração de metalúrgicos da região. Segundo a Profª Kimi Tomizaki, da USP, os pioneiros tiveram uma trajetória ascendente, oferecendo aos filhos melhores condições de formação. A segunda geração foi para a mesma fábrica, mas não se sentia integrante da classe operária, sonhava com melhores cargos. Em vão. “Infelizmente, o filho formado continua montando caminhão”, disse.E como ficam as políticas públicas para a juventude? Para a socióloga Maria Carla Carrochano, mais do que se preocupar em criar ocupações e capacitações, é importante pensar na realidade. “Vamos sim arrumar empregos para os jovens, mas o fundamental é saber que tipo de emprego eles querem e precisam”, ressaltou.


Conversas de Memória II
Cultura caipira
Fernando Deghi – violeiro
Orquestra de Violeiros de Mauá


quinta-feira, 24 de maio de 2007

9º Congresso de História do Grande ABC




Visita ao Pico do Bonilha, patrimônio cultural da Região do Grande ABC - Saída EMEB Sta. Terezinha

Espaços de depoimento:
A presença histórica das religiões no ABC - Ao longo da história as religiões tiveram, e ainda têm, um papel fundamental na estruturação de indivíduos e grupos sociais. O propósito deste espaço é chamar a atenção para a existência histórica de algumas religiões no Grande ABC através de relato de pessoas que tenham tido uma vivência significativa no interior das mesmas. Os relatos não deverão abordar questões doutrinais e sim a história da instituição na sua relação com a Região do Grande ABC.
*Mário Kimitada Hirai – Comunidade Budista
*Jihad Hassan Hammadeh – Comunidade Islâmica
*Levi Correia de Araújo – Igreja Batista
*Nilson de Souza Santos – Candomblé
*Coord. Márcio Magalhães Fontoura – diretor geral da FAENAC, coordenador diocesano da Pastoral da Educação

Memórias do trabalho I
Trabalhadores aposentados se encontram para relatos acerca das condições de trabalho de outrora, recuperando, a partir de suas experiências, o cotidiano de trabalho de um tempo permeado pelos olhares da memória.
Coord. Philadelpho Braz – memorialista e coordenador do GIPEM.
A atividade Memórias de Trabalho I, realizada na manhã do dia 24, cativou os participantes com histórias e depoimentos de ex-metalúrgicos que vivenciaram o verdadeiro “chão da fábrica”. Ficaram registradas as angústias, as conseqüências da militância numa época de repressão (prisões, problemas com a família), o medo de perder o emprego, as condições de trabalho, o respeito às hierarquias e a rigidez do horário. Segundo o coordenador da atividade, Philadelpho Braz, a história do trabalho envolve a pessoa de tal forma que acaba se tornando o centro do universo.

Mulheres de Eldorado
Apresentação do grupo de dança formado por mulheres do Bairro Eldorado de Diadema
Espaços de diálogo:
São momentos dentro do Congresso onde, a partir de inscrição prévia, pesquisadores acadêmicos e não acadêmicos, estudantes, memorialistas e protagonistas, discutem, entre si e com o público presente, temas que estudam, pesquisam, vivenciam e/ou vivenciaram.

1. Dança no ABC
Coord. Arlete Feriani – socióloga, pesquisadora de dança e membro do GIPEM

2. Gestão de Cultura e Ação Cultural
Coord. Dalila Teles Veras – escritora, editora e animadora cultural

3. Futebol Operário
Coord. José Eduardo Assumpção – professor de Educação Física da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo e membro do COMPAHC-SBC
O futebol praticado dentro das empresas teve um papel importante na história do esporte e da própria região. Por conta disso, o Espaço de Diálogo realizado na tarde do dia 24, com o tema “Futebol Operário”, estimulou historiadores, memorialistas, alunos da Escola Estadual Iracema Munhoz e amantes do esporte a compartilharem lembranças de bons times – como o Irmãos Romano e o DER – e bons “causos”.Um dos participantes, Walter Adão, de Diadema, lembrou que a história do futebol nas fábricas é bastante rica. Os diversos campeonatos tinham a finalidade de confraternizar os funcionários. “Futebol é a coisa mais bonita para se fazer amizades”, disse.Ciro Cassetari, ex-presidente do Palestra de São Bernardo, ressaltou que as fábricas estimulavam os funcionários a praticar esporte. Eram muitos times formados e os clubes – ou Associações Desportivas Classistas (ADC) – ficaram tão fortes que buscavam jogadores de fora. “As fábricas contratavam bons jogadores, que viravam funcionários efetivos, dando expediente na empresa”, contou.Perguntados sobre o futuro, a opinião foi praticamente unânime: o futebol de fábrica está acabando. “As empresas não aplicam mais no futebol, estão enxugando seus quadros de operários e não têm mais condições para isso”, lamentou Cassetari.
4. Movimentos Sociais (Memória e Meio Ambiente)
Coord. Simone Scifoni – geógrafa do IPHAN e membro do COMPAHC-SBC

5. Educação e cultura: construção de conhecimentos
Coord. Alexandre Takara – professor de Antropologia da UMESP e Secretário Adjunto de Cultura, Esportes e Lazer de Santo André.

6. As cenas musicais no ABC
Coord. Júlio Mendonça - analista de cultura da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo

7. Culturas e formas de trabalho
Coord. Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio – professor de Filosofia e coordenador geral de Pesquisa e Pós-Graduação da FAENAC

Diálogo com a produção científica sobre o ABC (apresentação de pôsteres)
Mesa de debate
O papel das Instituições de Ensino Superior do ABC no desenvolvimento regional
*Paulo Rogério Stella – professor da UMESP e Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Fundação Santo André.
*Paulo Bessa – professor de Psicologia e Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UMESP
*Joaquim Celso Freire e Silva – professor da Universidade IMES
*Coord. Jeroen Johannes Klink – Professor-Adjunto na área de Análise Econômica para Ciência e Tecnologia e Pró-Reitor Pró-Tempore de Extensão da Universidade Federal do ABC.
A universidade como laboratório para novas soluções.
Ir além do ensino puro e simples, preparar os alunos para pensar e propor soluções dos problemas econômico-sociais da região. Em linhas gerais, foi o ponto central da Mesa de Debate “O Papel das Instituições de Ensino Superior do ABC no Desenvolvimento Regional”, que aconteceu na noite do dia 24. Os debatedores, representando as principais universidades do Grande ABC, abordaram os diversos projetos de extensão universitária desenvolvidos atualmente, que buscam auxiliar o desenvolvimento de todo o Grande ABC.Para o coordenador da mesa, o Prof. Jeroen J. Klink, existe a necessidade de uma melhor articulação entre universidades e o setor produtivo. “A universidade deve apoiar a reestruturação produtiva, propor mudanças para um melhor modelo de desenvolvimento”, afirmou.


quarta-feira, 23 de maio de 2007

9º Congresso de História do Grande ABC


Conferência:
A Produção da Vida
*Suzanna Sochaczewski (conferencista) – socióloga , coordenadora de educação do DIEESE
*Luis Paulo Bresciani (debatedor) – Secretário de Desenvolvimento Econômico e Ação Regional da Prefeitura de Santo André e Professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (IMES)
*Antonio Possidônio Sampaio (debatedor) – advogado e escritor
*Coord. Alexandre Polesi - jornalista, diretor editorial do Grupo Olho Vivo e da ABC Editorial

Mesas de debate
1 - A indústria hoje no ABC – Adeus ao trabalho?
*Tarso de Melo – advogado e poeta
*Angelo Marcos Queiroz Prates – economista, professor e coordenador do Curso de Ciências Econômicas da Fundação Educacional Guaxupé.
*Jefferson José da Conceição – economista do DIEESE
*José Armando Pereira da Silva – pesquisador da história cultural, membro da A.B.C.A.
*Coord. Terezinha Ferrari – professora de história e sociologia do trabalho no Centro Universitário Fundação Santo André

2 - Regionalidade: contradições históricas e culturais
*Matilde Maria Almeida Melo – professora de Sociologia da PUC-SP
*João Carlos de Moraes – Coordenador do Núcleo de Pesquisa Institucional em Desenvolvimento Regional da FAENAC
*Daniel Lima – jornalista, escritor e diretor-editorial da revista LivreMercado
*Coord. Ademir Médici – jornalista e pesquisador da história do Grande ABC

Conversas de Memória I
Momento livre para pesquisadores, memorialistas e protagonistas trocarem idéias, experiências, contarem causos e compartilharem memórias.

Relíquias de História
Apresentação de peça teatral com alunos que integraram as oficinas de teatro de São Bernardo do Campo

terça-feira, 22 de maio de 2007

9º Congresso de História do Grande ABC



Entrega das obras de reforma geral da EMEB Santa Terezinha - O local escolhido para abrigar o evento, a antiga Escola Municipal de Educação Básica Santa Terezinha, foi a primeira escola do ensino pré-primário municipal de São Bernardo do Campo, fundada em 1960. Tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Artístico e Cultural, em 2001, o espaço foi totalmente recuperado para a realização do Congresso.
Solenidade de abertura do 9º Congresso de História do Grande ABC
Apresentação musical com Esqui
Exposições
Lançamento de livros
Apresentação do Grupo Folclórico de Congada do Parque São Bernardo

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Dia de Combate a violência e exploração sexual de crianças e adolescentes


O Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e adolescentes, nesta sexta-feira, 18 de maio, será marcado por palestras, debates, apresentação de filme e atividades de conscientização na rede de ensino municipal, nas unidades básicas de saúde e nos serviços públicos de São Bernardo.
O Teatro Cacilda Becker, no Paço, terá programação especial a partir das 13h30. Entre os convidados, o desembargador Antonio Carlos Malheiros, responsável pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, e o juiz Luiz Carlos Ditommaso, da Vara da Infância e da Juventude do Fórum de São Bernardo, abordarão os aspectos jurídicos da violência sexual. A partir das 14h30, serão apresentados os problemas de ordem médica e psíquica pelo ginecologista Jefferson Drezett, coordenador do Serviço de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, de São Paulo. O debate sobre o tema virá na seqüência.
A outra atração ficará por conta da exibição do premiado filme Anjos do Sol, de Rudi Lagemann. A fita relata a história de uma garota de 12 anos que é vendida pela família a um recrutador de prostitutas. Maria (Fernanda Carvalho) é encaminhada para um prostíbulo na Floresta Amazônica, onde sofre vários abusos sexuais. O elenco traz Antônio Calloni, Chico Diaz, Otávio Augusto, Vera Holtz e Darlene Glória, entre outros.
Paralelamente à programação no teatro, durante todo o dia, várias atividades ocorrerão nas escolas e órgãos públicos municipais com distribuição de panfletos de orientação e conscientização. Uma das recomendações em casos de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes é denunciar os crimes na própria Delegacia de Defesa da Mulher ou pelos telefones 0800 7737-888.
O dia 18 de maio foi instituído pela lei federal 9.970, de 2000. A data é em protesto ao crime contra Araceli Cabrera Sanches que, aos 8 anos, em 1973, foi seqüestrada, drogada, espancada, estuprada e morta em Vitória, no Espírito Santo.