A participação de todos os envolvidos na escola é a melhor forma de termos uma escola mais democrática e autônoma, ajudando, e muito, no ambiente de formação e aprendizagem. E o conselho de escola é o grande instrumento transformador e aglutinador de todos esses personagens. É lá que educadores e comunidade interagem nas questões mais pertinentes da vida escolar que vai das administrativas e financeiras até questões de ordem pedagógica, formando parâmetros, de forma conjunta, para delimitar as ações futuras da escola.
Conhecendo bem todos os tramites legislativos e burocráticos e formando um elo entre o poder público e a comunidade, o diretor de escola, passa ser uma pessoa bastante indicada para exercer o papel também de presidente do conselho de escola. Mas essa questão é delicada, já que o acúmulo de funções pode causar sérios problemas de autonomia do conselho.
O presidente do conselho deve ter o poder de até mesmo sendo necessário, pedir o afastamento de maus funcionários, inclusive da direção da escola, mas sendo o diretor e o presidente a mesma pessoa, a característica democrática do órgão perde o sentido. Talvez seja a possível sim o acumulo de funções quando a direção da escola seja escolhida em eleições diretas, estando ela no cargo avaliada e respaldada pela comunidade que a elegeu por maioria. Mas quando o ocupante do cargo for concursado, corre-se o risco sério de controle autoritário de todo o sistema, o que é perigoso demais quando buscamos constantemente hoje a valorização de uma escola democrática
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