A EJA é a realidade de 4,5 milhões de brasileiros com mais de 15 anos que são analfabetos ou têm escolaridade incompleta, que não tiveram uma oportunidade anteriormante e somente depois de muitos anos ingressam à escola para buscar além de um maior conhecimento, uma melhoria na condição de vida com uma melhor escolaridade.
Nessa palestra abordei desde as dificuldades de readaptação dos alunos, como também o desafio dos educadores em manter o interesse dos alunos em não somente em voltar à escola como também em continuar estudando. Fiz também a apresentação de um breve histórico da EJA no Brasil.
Um item importante para ser debatido é transformar os alunos da EJA também parte da comunidade escolar. Importante para se evitar o grande problema de evasão como principalmente para se obter um bom resultado no desempenho dos alunos. O espaço físico das escolas onde ocorrem os cursos para jovens e adultos são sedidos como se fosse um favor, como se estivessem ali por empréstimo, quando na realidade os alunos deveriam se sentir pertencentes e donos desses lugares, como integrantes ativos desse espaço. São inúmeros casos de unidades escolares que trancam banheiros e impedem o acesso dos alunos da EJA à outros espaços como salas de informática ou bibliotecas, assim não oferecendo o mínimo de estrutura para uma boa qualidade de ensino. Sem contar que em muitos casos, esses alunos são esquecidos de serem até mesmo convidados para os eventos da escola.
A integração é importantíssima para os trabalhos da EJA e a comunidade escolar só teria a se desenvolver por assim, por passar a ter mais participantes.
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