A escola pode ser o lugar mais tranqüilo do mundo. Os alunos estão em um ambiente criado para a atividade intelectual cercados de adultos que os orientam para os devidos fins. Mas não é essa a realidade da escolas públicas brasileiras, principalmente nas grandes regiões metropolitanas.
Um estudo feito pelo instituto FERNAND BRAUDEL junto com a FUNDAÇÃO VICTOR CIVITA levou em consideração a opnião dos pais de alunos que freqüentam o ensino público na cidade de São Paulo. Chegou a 44% o números de pais que dizem que a escola não oferece segurança alguma à seus filhos. Por sinal, o tema violência e o consumo de drogas são as questões que ganham hoje mais importância do que outros temas que deveriam ser debatidos sobre a escola, como a rotina da sala de aula ou os métodos pedagógicos.
A pesquisa ainda aponta que dos pais entrevistados, 32% referiram-se a uso de drogas nas dependências da escola, 40% mencionam roubos e furtos e 45% dizem saber de casos de violência e agressões físicas nas escolas de seus filhos.
É uma insegurança fruto da indisciplina e da falta de organização nas escolas. Um ambiente que projeta a imagem de desproteção do aluno e sendo essa a realidade é que todos se sentem vulneráveis e o aluno tende a faltar mais, ocorrer maior evasão e a piora do ensino ocorre como resultado final.
O fato é que essa violência dentro das escolas não é uma realidade da cidade de São Paulo. Cidades como Londres, Nova York ou Cidade do México, além de outras, também possuem uma rede de escolas grandiosas e também enfrentam problemas como salas lotadas em um sistema público que o torna mais difícil manter a organização e o controle, mas para enfrentarem a questão da violência dentro ads escolas, estudaram muito as estatísticas e mapearam aonde o problema existe. Em alguns casos, escolas criaram núcleos de educadores para encarar a violência de frente antes de dependerem exclusivamente da polícia. E como resultado vemos Nova York com uma redução de 10% nas ocorrências em 2 anos, e conseqüentemente a melhoria do ensino.
É necessário os grandes centros brasileiros também já começarem a tomar suas atitudes antes da violência crescer mais ainda e tomar definitivamente conta da escola.
Nenhum comentário:
Postar um comentário