Vivemos em um país que dentre tantos outros países, possui uma democracia aparentemente transparente. Vivemos sob a bandeira da igualdade de direitos e na expressão de idéias. Estamos em um momento de festa democrática já que nos aproximamos do segundo turno na eleição para prefeitos em cidades importantes de nosso país. Mas um assunto que incomoda muito não entrou na pauta de debates dos candidatos a prefeitos: a piora da qualidade do ensino público. O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) feito pelo Ministério da Educação, piorou em sete cidades onde haverá votação no próximo domingo pelo segundo turno: São Paulo, Belo Horizonte, Contagem (MG), Juiz de Fora (MG), Montes Claros (MG), Canoas (RS) e Pelotas (RS). E o problema é simplesmente ignorado tantos pelos candidatos da oposição como os da situação.
O Ideb foi criado no ano passado para orientar o PAC da Educação. Em uma escala que vai de 0 a 10, ele considera conhecimentos de português e matemática, além das taxas de aprovação. O índice serve de base para as metas de melhoria do ensino até 2021, quando o MEC espera que o Brasil atinja o nível de países desenvolvidos. Será calculado a cada dois anos.
Das cidades que pioraram no Ideb e voltarão as urnas para o segundo turno, Belo Horizonte teve a queda mais acentuada. Nas séries iniciais a nota que era 4,6 para 4,4 e nas finais, de 3,7 para 3,4. O candidato da situação, Márcio Lacerda (PSB), apoiado pelo prefeito Fernando Pimentel (PT) e pelo governador Aécio Neves (PSDB), é o único a discretamente menção ao problema pela internet:“É primordial melhorar o resultado dos alunos no Ideb.
Em São Paulo, o Ideb das séries finais caiu de 4,1 para 3,9, mas a gestão atual, do candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM), prefere lembrar somente que o índice subiu de 4,1 para 4,3 nas séries iniciais.
Em pesquisas realizadas em cidades de Norte a Sul, o Ibope verificou que educação não está entre as principais preocupações dos eleitores. Saúde e segurança pública são para eles os assuntos mais importantes. Educação costuma aparecer em terceiro lugar, ou quarto, atrás de transporte, esgoto ou desemprego.