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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Palestra - Alguns Contornos da Ética Docente - Julio Groppa

Há algo de temeroso ao trazer à baila o tema da ética docente. Falar sobre ética profissional é, em alguma medida, tangenciar aquilo que não pode ser dito, uma vez que não se ensina ética a ninguém. No entanto, desobrigados de uma suposta função moralizadora de “ensinar ética”, podemos nos dedicar à gratuidade do livre pensar sobre o tema, sem nenhuma pretensão além daquela de pensar em voz alta sobre aquilo que já somos, evitando a todo custo idealizar aquilo que deveríamos ser ou ter sido.
Então, se aqui estamos crivados pela inutilidade do dizer, só nos resta provocar um movimento adversativo: olharmos em volta, tentando nos darmos conta do que está em curso no campo profissional docente para que, só assim, possamos enfrentar aquelas feridas que já portamos todos os dias e, quiçá, propiciar um trabalho auto-regulador sobre nós mesmos. Já que todos somos adultos, definitivamente não precisamos de ajuda alheia.
A metáfora da ferida e do pedido de ajuda me parece apropriada já que o que está em jogo, quando falamos sobre e para educadores, é a expectativa acentuada de transformação do outro. A lógica mesma que preside a idéia de educação, isto é, o dispor-se a dizer do mundo para o outro (e educação, para mim, significa nada além disso), é a de que este dizer transforma o outro em alguma medida. A questão que resta é: professores se transformam? Raramente, ilhados que estão na fatalidade de seus próprios saberes cotidianos.
Muitas vezes, a lógica ardilosa da experiência (“o farol que só ilumina para trás”, segundo Pedro Nava) impede que levemos em conta outros olhares sobre nossas próprias vidas. Daí a demanda paradoxal pelos modismos pedagógicos, pelas supostas novíssimas novidades do campo das quais tentamos nos apropriar com o intuito de aplicá-las exatamente para não surtirem efeito, a fim de ra-tificar nossos vaticínios. Isso porque o que determina quase exclusivamente nosso olhar é nossa própria “experiência”. No entanto, lembremo-nos de que pensar o que já somos pode nos oferecer a possibilidade inédita de experimentar outras realidades.
Pensar o que já somos significa também recusar o louvor exagerado com que nos tratam. Não merecemos tanto. Afinal de contas, todo aquele que se preza como profissional da educação é um “artista da fome” – título de um texto belíssimo de Franz Kafka sobre a vida um jejuador, sempre em tormento consigo próprio.
Maltratam-nos também quando tornam nosso riso frouxo, ou seja, quando se esforçam em proporcionar lazer no lugar do trabalho de pensar. Clarice Lispector, em outro texto muito bonito, diz que pensar “não é bom, é apenas frutífero”.
Outro risco iminente no diálogo com profissionais da educação é o da comoção descabida, o que traz à tona o pior da profissão: a demanda desenfreada de auto-ajuda pedagógica. Isso porque nos reconhecemos rapidamente no lugar de vítimas das circunstâncias. Daí que nos posicionamos, grande parte das vezes, como uma espécie de massa homogênea, amalgamada de acordo o que há de menos nobre entre nós. Some-se a isso o fato de que não dividimos o que há de melhor na profissão: os segredos e mistérios do ofício que desvendamos paulatinamente nas salas de aula – aqueles dividendos nada módicos que nos fazem sobreviver com certa dignidade no campo. Em contrapartida, com nossos vizinhos de profissão dividimos os lugares comuns. Daí a necessidade imperiosa, a meu ver, de que a temática da ética profissional seja enfrentada de modo não moralizador.
É preciso reconhecer também que só discutimos ética quando as coisas não vão bem. Ninguém discute ética diletantemente. Debruçar-se sobre o tema significa pensar com coragem sobre quais caminhos nossas vidas têm tomado como categoria profissional. Precisamos de muita conversa coletiva. E isso tendo em vista que a “saliva” é sinônima, aqui, da reflexão sem ponto de chegada, mas apenas de largada. Só isso pode nos salvar de uma vida medíocre nas escolas. A saliva compartilhada resulta, portanto, em algo milagroso.
Reflexão com ponto de largada é aquela que se propõe a pensar o mundo como ele tem se apresentado, e nossas vidas como o que estamos fazendo de nós. Na contra-mão disso, reflexão com ponto de chegada é aquela que pretende ensinar as pessoas a como subtrair mais eficácia de suas vidas. Esta é a tradução da auto-ajuda, que aqui quero evitar a todo custo.
Tenho clareza de que se quisermos, de fato, entender os enigmas do ato pedagógico, teremos de nos distanciar dos tantos discursos parapedagógicos que hoje rondam o imaginário pedagógico.
Desta feita, discutir ética com profissionais da educação implica operar certas rupturas e dissensos no campo, já que sempre partimos do pressuposto de que todo educador (aja ele da maneira que agir) estará ungido por uma aura ética, pelo simples fato de ter escolhido a docência como profissão. A questão fundamental não é por que escolhemos esse tipo de ofício, mas por que nele permanecemos, por que insistimos em nele permanecer.
O que importa é o que, a cada dia, nos torna mais e mais professores – ou o seu contrário absoluto. Trata-se, em suma, dos votos que são renovados todos os dias com a profissão. E quando partimos do pressuposto de que todo educador é, de largada, ético e, portanto, acima de qualquer suspeita, estamos partindo do princípio de que somos uma classe profissional homogênea. E não somos. Somos muitos e absolutamente distintos.
Há, a meu ver, três grandes consensos solidificados e igualmente equivocados no que diz respeito ao campo ético-profissional na educação. O primeiro é o de que qualquer pleiteante ao car-go docente estaria automaticamente habilitado para tal (vide a própria resistência à idéia de formação inicial). A vontade e o “sonho” seriam o bastante.
O segundo consenso resulta da idéia de que a formação obrigatória portaria um caráter inócuo, sendo representada muitas vezes como uma das vilãs da profissão, já que encerrada exclusivamente no âmbito teórico. Daí que muito mais valeria “a prática do que a gramática”. Há no cotidiano escolar uma flagrante oposição entre as noções de “teoria” e “prática” que, no exercício da profissão, finda por dissociá-las quase por completo.
De ambos consensos deriva um terceiro, o mais ardiloso deles: o de que a experiência individual seria a fonte de todos os saberes possíveis sobre o ato pedagógico. A prática, portanto, prescindiria por completo da gramática. Assim, há um conjunto de saberes sobre o cotidiano escolar, produzido no dia-a-dia das escolas, que decreta algumas evidências ardilosas. Por exemplo, cada vez mais, educar estaria se tornando um ofício impraticável. Se não impraticável com todos, ele seria impossível com alguns. Daí que a lógica das “maçãs podres” vem reinando entre nós.
É preciso lembrar aos colegas que encaminhar alunos, ou solicitar que os pais busquem outra escola, ou pressionar os alunos de modo velado para que eles se sintam intrusos, tudo isso é imoral, ilegal e antiético. Não se tem o direito, nem por lei, nem por decência, de excluir ninguém das escolas, nem das salas de aula. Isso porque a educação é uma prática de natureza sempre pública, e o que regula este tipo de prática social é um ideário fundado nos preceitos democráticos contidos na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases, no Estatuto da Criança e do Adolescente etc.
No entanto, a força anestesiante do hábito nas escolas tem evidenciado o contrário. Temos naturalizado determinados clichês que, apoiados no suposto peso das “verdades práticas”, findam por desorganizar por completo o ethos educativo. Hoje temos um quadro difuso de desencaixe e corrosão do ethos institucional escolar brasileiro, que se traduz em algumas fraturas ético-políticas, desdobradas a seguir.
A primeira delas remete à cisão radical e absurda entre ensino público indigente e ensino privado farsesco, convertendo o conhecimento em esmola para uns e em mercadoria para outros.
Diz a Constituição que uma das funções da educação é o preparo para o exercício da cidadania, o que tem imediatamente a ver com o que se veicula nas escolas e, em específico, nas salas de aula. De fato, os alunos são pré-cidadãos que poderão virtualmente participar da polis em condições de certa isonomia com seus concidadãos somente após a preparação escolar. A entrada no mundo político exige o passaporte escolar. No entanto, as salas de aula têm se distanciado sobremaneira do diálogo com a vida pública. Alguém poderia indagar, aliás, se elas sequer dialogaram um dia.
Eis aqui uma tarefa que esta geração de educadores está tendo pela primeira vez na história deste país. Somos a primeira geração de profissionais que está tendo de educar de um modo completamente diferente daquele como foi educada. No entanto, sentimos uma saudade incauta do mundo como era antes, de uma escola em que o professor era “respeitado”, de uma escola em que as coisas supostamente funcionavam. Nenhum de nós, infelizmente, participou dessa escola pelo simples fato de que ela nunca existiu. Nenhum de nós tem domínio dos conhecimentos necessários (da própria língua, por exemplo, ou de uma segunda língua) que deveriam ter sido ensinados nos bancos escolares. Somos, portanto, oriundos de uma escola fraudulenta, seja do ponto de vista pedagógico, seja do ponto de vista civil. Estudávamos os onze anos básicos para prestar concursos, vestibulares etc. Hoje ainda, quando ensinamos, o fazemos em nome dos vestibulares ou dos concursos.
No entanto, não se pode mais justificar a educação básica de um país continental como o nosso a partir da idéia de preparação para o vestibular ou para um concurso qualquer. Isso é injusto e incorreto, em termos políticos, já que não se pode tomar a organização do ensino de uma parcela da população como modelo para todos. Além disso, tudo leva a crer que o ensino superior, no futuro próximo, será quase todo de responsabilidade da iniciativa privada, já que o Estado vem dando mostras de que pretende se desonerar dessa obrigação. Acrescente-se que no ensino superior privado já não há vestibulares. Temos hoje uma oferta de vagas maior que a própria demanda. Estamos, portanto, solenemente desobrigados de oferecer um ensino voltado para o vestibular e, sendo assim, podemos ousar construir uma escola básica com outros fins, mais arejados, mais significativos, mais democráticos enfim.
No entanto, a possibilidade de construir um ensino mais arrojado vem sendo desprezada por nós. Nossas escolas ainda têm, de modo destorcido, a cara amassada dos anos 50. O ensino ainda é elitista, conteudista, repressivo etc., se-ja nas escolas de gestão estatal, seja nas de gestão privada ou confessional.
A segunda fratura ético-política aponta um paradoxo renitente na educação brasileira hoje: o slogan do “ensino para todos” versus o analfabetismo funcional de enorme parte da população.
Analfabetismo funcional significa não entender sequer o que se leu, e disso as escolas privadas tampouco estão ilesas. Continuamos dedicando o trabalho escolar ao mesmo terço da população de 50 anos atrás. Para os outros dois terços, resta a lei de Mateus: “Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância, mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado”. Daí para os encaminhamentos parapedagógicos é um passo.
A terceira fratura ético-política remete a uma questão: a escola está em decadência e/ou extinção no mundo contemporâneo, ou ela é a instituição central dos contextos democráticos?
Para que servem as escolas, afinal de contas, além da preparação para a Universidade? Suponhamos que, um dia, fosse baixado um decreto extinguindo os vestibulares e instituindo o sorteio aleatório. O que nos aconteceria? O que mudaria em nossas vidas?
Algumas falácias escolares, como a sombra do vestibular, vão se naturalizando de tal modo que findam por nos deixar apáticos em relação aos caminhos que ratificamos sem escolhê-los. É preciso dizer, portanto, que a democracia está em risco hoje no país não pelo autoritarismo, mas pela apatia de nossa geração para levar a cabo as exigências do âmbito democrático, as quais apontam invariavelmente para o domínio escolar.
O país já está democratizado do ponto de vista político. Só nos resta democratizá-lo do ponto de vista social, o que se inicia com uma educação tão rigorosa quanto inclusiva. Escola é a primeira instituição que diz aos recém-chegados ao mundo público se eles são bem-vindos, ou não. Ela é responsável pela primeira inclusão, ou pela primeira exclusão oficial, na vida de uma pessoa. E o tipo de relação que temos tido com os denominados “alunos-problema” é um bom exemplo desse movimento excludente silencioso que reina entre nós.
A quarta fratura ético-política vivida nas escolas brasileiras e, talvez, a mais significativa dos paradoxos que conformam este momento histórico é a seguinte: por um lado, temos uma explosão dos papéis e funções escolares. Espera-se que ensinemos quase tudo a quase todos. A escola tornou-se uma espécie de centro comunitário, local das ações civis mais díspares, o que significa um crédito social imenso ao trabalho escolar. Por outro lado, nunca antes testemunhamos tamanha desrritualização das práticas de sala de aula.
Por desrritualização entendo a erosão dos hábitos e rotinas característicos das salas de aula. Tais rotinas e hábitos vêm paulatinamente desaparecendo do cenário escolar, de tal modo que as salas de aula não mais se distinguem nitidamente dos outros espaços sociais. Essa, inclusive, é uma maneira por meio da qual o profissional da educação de hoje se reconhece: ele tem de ser um pouco de tudo (pai, amigo, psicólogo, aconselhador) e não só em relação aos alunos, mas também às famílias.
Para além desse quadro difuso, valeria a pena indagar: o que têm em comum dois profissionais da educação hoje, a não ser o contra-cheque?
Quando se evoca a idéia de ética docente, é preciso supor que há um conjunto desejável de valores ou princípios mínimos que deveriam ou poderiam coadunar os integrantes de determinada categoria profissional. Quando se ingressa em determinado campo profissional, ativa-se um campo ritualizado de práticas rotineiras que têm uma função explícita e esperada. Trata-se de algo invisível que une silenciosamente as pessoas que se dispõem a tal exercício.
No caso da educação hoje, o que parece nos unir são os lugares comuns, os preconceitos. É espantoso atestar que, do Oiapoque ao Chuí, repetem-se identicamente alguns chavões do tipo: “está cada vez mais difícil trabalhar com as crianças e jovens de hoje; ninguém mais respeita o professor; a indisciplina é um mal que se alastra; as famílias dos alunos são intratáveis” etc.
E aqui está o cerne da discussão ético-educativa hoje: educar implica cuidar da prole alheia. Lembremo-nos de que os filhos dos outros em nada se diferem dos nossos. E eles serão exatamente o que fizermos deles, ou com eles. Mais ainda, retomando uma bela passagem de Gilberto Gil: “Os meninos são todos sãos; os pecados são todos meus”. Eis o que, para mim, poderia ser tomado como um dos nortes éticos entre os profissionais da educação que se queiram democráticos.
Aprofundando um pouco mais a discussão sobre a ética docente, quero retomar uma história que sempre me vem à mente quando penso no tema da ética.
Num determinado encontro com profissionais em que estive há alguns anos, uma professora, tomada por sua angústia, se levanta na platéia e diz: “Professor, tenho algo a dizer. Existe, sim, uma minoria ética, séria e responsável na educação brasileira hoje”. Nessa hora, toda a platéia começa a aplaudi-la bravamente. Passada a turbulência das palmas, ocorreu-me uma idéia razoavelmente simples: perguntar-lhe se ela fazia parte dessa minoria, ao que ela responde, ainda indignada: “É claro que sim”. Aí me ocorreu outra idéia, que foi a de perguntar para a pessoa que estava ao lado dela se ela também fazia parte dessa minoria. Como era de se esperar, a resposta foi entusiasticamente afirmativa. Idem para a pessoa sentada do outro lado, e também todas as outras pessoas daquela fileira, e as da fileira anterior, da fileira posterior etc. Em suma, todos os profissionais naquele auditório eram éticos, sérios e responsáveis.
De tal fato decorre um problema lógico-matemático que é o seguinte: a maioria absoluta não pode ser sinônima de minoria. E esse fenômeno eu vejo se repetir sempre. Eu sempre faço a mesma pergunta e sempre se repete o fato incrível de que há uma totalidade absoluta de pessoas que se julgam corretíssimas e, portanto, acima de qualquer suspeita.
De duas, uma: ou inventamos uma matemática delirante, ou há charlatães entre nós. E o tempo me mostrou que a primeira alternativa é a mais correta. Inventamos uma lógica segundo a qual todos se julgam éticos, sérios e responsáveis. E, de certo modo, todos temos razão. Todos somos éticos na medida da lealdade às nossas crenças, daquilo que acreditamos ser uma conduta ética. E o problema é exatamente este: o que reputamos como desejável em termos de conduta profissional? O vale-tudo e o espontaneísmo pedagógicos.
O maior impasse da educação brasileira hoje reside, a meu ver, no fato de que haverá tantas docências quantos forem os profissionais da educação. Conseguimos transformar a profissão docente num ofício à la carte, a tal ponto de termos chegado ao limite da quase impossibilidade de implantar projetos coletivos (interdisciplinares e/ou transversais, por exemplo). Apenas a prática de ações coletivas sérias pode retirar as escolas da situação dramática em que se encontram hoje.
Não há trégua possível para esta geração de educadores que, infelizmente, está fazendo uma escola mais inoperante ainda do que aquela escola fraudulenta que tivemos como alunos. Naquela, havia apenas o sentido da obediência e da repetição. Aqui ninguém mais obedece ninguém, nem se dispõe a repetir aquilo que não faz sentido.
Uma escola democrática, de outro modo, exige pactos contínuos, e sem alarde. Além disso, os ossos do ofício educativo contemporâneo apontam para um trato intensivo e generoso das novas gerações, sempre mediado pelo apreço incondicional ao ato de conhecer e de pensar adversativamente. É preciso responsabilizarmo-nos mais e melhor pelos mais novos, estes ilhados num mundo cada vez mais complexo, disforme e opressivo – vide a implacabilidade da indústria cultural.
Se não o fizermos, o resultado é um só: a erosão sem volta do mundo. Caso não tenhamos sido aqueles que a produziram, pelo menos estamos permitindo que ela se instale sem perdão. Queixamo-nos do estado de coisas entre os mais novos como se nada tivéssemos a ver com ele e, então, evocamos a piedade alheia.
Em contrapartida, um profissional ético, a meu ver, é aquele que pode dizer perante sua própria vida: “assim a quis, assim a fiz”. É também aquele que olha ao seu redor e que consegue ver uma marca semelhante naqueles com os quais convive.
Nesse sentido, os filhos dos outros com os quais convivemos hoje são aqueles que conviverão com nossos filhos amanhã. A geração mais nova é o resultado mais fidedigno de nossa ação cotidiana; ela não se criou espontaneamente. É preciso, com urgência, nos incumbirmos dos mais novos, assumindo generosamente o lugar de autoridade. Daí uma questão norteadora para os profissionais: onde estão os cabelos brancos dessa geração de educadores?
Assumir o lugar de mais velho não sanará todos os problemas do mundo atual, mas é uma contribuição e tanto. Ética significa, portanto, compromisso incondicional com a vida que se perpetua para além de nós; talvez nada além disso.
Derivam daí dois tipos de perguntas. O primeiro: se nos fosse oferecida a chance de recomeçar nossas vidas do zero, seríamos professores de novo? Escolheríamos nossa vida mais uma vez? Se não, ainda é tempo de ir à luta, de recomeçar em outras paragens.
O segundo: em nossas pequenas decisões diárias, ao que aspiramos? O que aí se vislumbra: mais vida ou menos vida? Porque vida é tudo aquilo que pede expansão, descortino, florescimento. Como professores, somos suporte desse movimento de propagação ou nos tornamos fiscais da ordem pedagógica, tentando limpar o mundo de suas imperfeições? De que lado da vida estamos, afinal?
É preciso definir, portanto, o quilate ético da relação consigo próprio e com os que nos rodeiam. O que se quer, enfim, quando alguém se posta numa sala de aula?
Creio que haja três tipos de pessoas circulando na vida: aqueles que fazem o mundo, aqueles que usufruem do mundo e aqueles que cuidam do mundo. Estes últimos são os professores. São os narradores do tempo ido, narradores daquilo que foi realizado por alguns para que os outros pudessem disso se apropriar e, quem sabe, mudá-lo para melhor.
Assim, imagino que nossa tarefa fundamental é a de tornar a democracia escolar uma realidade factível. E, para isso, é precisamos ser os gestores dos problemas que nós próprios criamos no cotidiano escolar. Isso significa que a administração dos entraves escolares é de responsabilidade exclusiva dos profissionais da educação. Podemos até nos inspirar nos discursos parapedagógicos, mas, se assim o for, aconselho nos aproximarmos dos artistas, os quais, na maioria das vezes, tomam a vida como enigma, não como mera repetição – a mesmíssima vida que pede passagem também e principalmente numa sala de aula.
Resta saber se estamos dispostos a tal. E, se não, qual o preço dessa recusa que as próximas gerações serão obrigadas a pagar.
Julio Groppa Aquino é docente da Faculdade de Educação da USP. Autor de Instantâneos da escola contemporânea (Papirus, 2007) e de Indisciplina: o contraponto das escolas democráticas (Moderna, 2003). Co-autor de Família: modos de usar (Papirus, 2006) e de Em defesa da escola (Papirus, 2004). É também articulista da revista Educação.
Então, se aqui estamos crivados pela inutilidade do dizer, só nos resta provocar um movimento adversativo: olharmos em volta, tentando nos darmos conta do que está em curso no campo profissional docente para que, só assim, possamos enfrentar aquelas feridas que já portamos todos os dias e, quiçá, propiciar um trabalho auto-regulador sobre nós mesmos. Já que todos somos adultos, definitivamente não precisamos de ajuda alheia.
A metáfora da ferida e do pedido de ajuda me parece apropriada já que o que está em jogo, quando falamos sobre e para educadores, é a expectativa acentuada de transformação do outro. A lógica mesma que preside a idéia de educação, isto é, o dispor-se a dizer do mundo para o outro (e educação, para mim, significa nada além disso), é a de que este dizer transforma o outro em alguma medida. A questão que resta é: professores se transformam? Raramente, ilhados que estão na fatalidade de seus próprios saberes cotidianos.
Muitas vezes, a lógica ardilosa da experiência (“o farol que só ilumina para trás”, segundo Pedro Nava) impede que levemos em conta outros olhares sobre nossas próprias vidas. Daí a demanda paradoxal pelos modismos pedagógicos, pelas supostas novíssimas novidades do campo das quais tentamos nos apropriar com o intuito de aplicá-las exatamente para não surtirem efeito, a fim de ra-tificar nossos vaticínios. Isso porque o que determina quase exclusivamente nosso olhar é nossa própria “experiência”. No entanto, lembremo-nos de que pensar o que já somos pode nos oferecer a possibilidade inédita de experimentar outras realidades.
Pensar o que já somos significa também recusar o louvor exagerado com que nos tratam. Não merecemos tanto. Afinal de contas, todo aquele que se preza como profissional da educação é um “artista da fome” – título de um texto belíssimo de Franz Kafka sobre a vida um jejuador, sempre em tormento consigo próprio.
Maltratam-nos também quando tornam nosso riso frouxo, ou seja, quando se esforçam em proporcionar lazer no lugar do trabalho de pensar. Clarice Lispector, em outro texto muito bonito, diz que pensar “não é bom, é apenas frutífero”.
Outro risco iminente no diálogo com profissionais da educação é o da comoção descabida, o que traz à tona o pior da profissão: a demanda desenfreada de auto-ajuda pedagógica. Isso porque nos reconhecemos rapidamente no lugar de vítimas das circunstâncias. Daí que nos posicionamos, grande parte das vezes, como uma espécie de massa homogênea, amalgamada de acordo o que há de menos nobre entre nós. Some-se a isso o fato de que não dividimos o que há de melhor na profissão: os segredos e mistérios do ofício que desvendamos paulatinamente nas salas de aula – aqueles dividendos nada módicos que nos fazem sobreviver com certa dignidade no campo. Em contrapartida, com nossos vizinhos de profissão dividimos os lugares comuns. Daí a necessidade imperiosa, a meu ver, de que a temática da ética profissional seja enfrentada de modo não moralizador.
É preciso reconhecer também que só discutimos ética quando as coisas não vão bem. Ninguém discute ética diletantemente. Debruçar-se sobre o tema significa pensar com coragem sobre quais caminhos nossas vidas têm tomado como categoria profissional. Precisamos de muita conversa coletiva. E isso tendo em vista que a “saliva” é sinônima, aqui, da reflexão sem ponto de chegada, mas apenas de largada. Só isso pode nos salvar de uma vida medíocre nas escolas. A saliva compartilhada resulta, portanto, em algo milagroso.
Reflexão com ponto de largada é aquela que se propõe a pensar o mundo como ele tem se apresentado, e nossas vidas como o que estamos fazendo de nós. Na contra-mão disso, reflexão com ponto de chegada é aquela que pretende ensinar as pessoas a como subtrair mais eficácia de suas vidas. Esta é a tradução da auto-ajuda, que aqui quero evitar a todo custo.
Tenho clareza de que se quisermos, de fato, entender os enigmas do ato pedagógico, teremos de nos distanciar dos tantos discursos parapedagógicos que hoje rondam o imaginário pedagógico.
Desta feita, discutir ética com profissionais da educação implica operar certas rupturas e dissensos no campo, já que sempre partimos do pressuposto de que todo educador (aja ele da maneira que agir) estará ungido por uma aura ética, pelo simples fato de ter escolhido a docência como profissão. A questão fundamental não é por que escolhemos esse tipo de ofício, mas por que nele permanecemos, por que insistimos em nele permanecer.
O que importa é o que, a cada dia, nos torna mais e mais professores – ou o seu contrário absoluto. Trata-se, em suma, dos votos que são renovados todos os dias com a profissão. E quando partimos do pressuposto de que todo educador é, de largada, ético e, portanto, acima de qualquer suspeita, estamos partindo do princípio de que somos uma classe profissional homogênea. E não somos. Somos muitos e absolutamente distintos.
Há, a meu ver, três grandes consensos solidificados e igualmente equivocados no que diz respeito ao campo ético-profissional na educação. O primeiro é o de que qualquer pleiteante ao car-go docente estaria automaticamente habilitado para tal (vide a própria resistência à idéia de formação inicial). A vontade e o “sonho” seriam o bastante.
O segundo consenso resulta da idéia de que a formação obrigatória portaria um caráter inócuo, sendo representada muitas vezes como uma das vilãs da profissão, já que encerrada exclusivamente no âmbito teórico. Daí que muito mais valeria “a prática do que a gramática”. Há no cotidiano escolar uma flagrante oposição entre as noções de “teoria” e “prática” que, no exercício da profissão, finda por dissociá-las quase por completo.
De ambos consensos deriva um terceiro, o mais ardiloso deles: o de que a experiência individual seria a fonte de todos os saberes possíveis sobre o ato pedagógico. A prática, portanto, prescindiria por completo da gramática. Assim, há um conjunto de saberes sobre o cotidiano escolar, produzido no dia-a-dia das escolas, que decreta algumas evidências ardilosas. Por exemplo, cada vez mais, educar estaria se tornando um ofício impraticável. Se não impraticável com todos, ele seria impossível com alguns. Daí que a lógica das “maçãs podres” vem reinando entre nós.
É preciso lembrar aos colegas que encaminhar alunos, ou solicitar que os pais busquem outra escola, ou pressionar os alunos de modo velado para que eles se sintam intrusos, tudo isso é imoral, ilegal e antiético. Não se tem o direito, nem por lei, nem por decência, de excluir ninguém das escolas, nem das salas de aula. Isso porque a educação é uma prática de natureza sempre pública, e o que regula este tipo de prática social é um ideário fundado nos preceitos democráticos contidos na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases, no Estatuto da Criança e do Adolescente etc.
No entanto, a força anestesiante do hábito nas escolas tem evidenciado o contrário. Temos naturalizado determinados clichês que, apoiados no suposto peso das “verdades práticas”, findam por desorganizar por completo o ethos educativo. Hoje temos um quadro difuso de desencaixe e corrosão do ethos institucional escolar brasileiro, que se traduz em algumas fraturas ético-políticas, desdobradas a seguir.
A primeira delas remete à cisão radical e absurda entre ensino público indigente e ensino privado farsesco, convertendo o conhecimento em esmola para uns e em mercadoria para outros.
Diz a Constituição que uma das funções da educação é o preparo para o exercício da cidadania, o que tem imediatamente a ver com o que se veicula nas escolas e, em específico, nas salas de aula. De fato, os alunos são pré-cidadãos que poderão virtualmente participar da polis em condições de certa isonomia com seus concidadãos somente após a preparação escolar. A entrada no mundo político exige o passaporte escolar. No entanto, as salas de aula têm se distanciado sobremaneira do diálogo com a vida pública. Alguém poderia indagar, aliás, se elas sequer dialogaram um dia.
Eis aqui uma tarefa que esta geração de educadores está tendo pela primeira vez na história deste país. Somos a primeira geração de profissionais que está tendo de educar de um modo completamente diferente daquele como foi educada. No entanto, sentimos uma saudade incauta do mundo como era antes, de uma escola em que o professor era “respeitado”, de uma escola em que as coisas supostamente funcionavam. Nenhum de nós, infelizmente, participou dessa escola pelo simples fato de que ela nunca existiu. Nenhum de nós tem domínio dos conhecimentos necessários (da própria língua, por exemplo, ou de uma segunda língua) que deveriam ter sido ensinados nos bancos escolares. Somos, portanto, oriundos de uma escola fraudulenta, seja do ponto de vista pedagógico, seja do ponto de vista civil. Estudávamos os onze anos básicos para prestar concursos, vestibulares etc. Hoje ainda, quando ensinamos, o fazemos em nome dos vestibulares ou dos concursos.
No entanto, não se pode mais justificar a educação básica de um país continental como o nosso a partir da idéia de preparação para o vestibular ou para um concurso qualquer. Isso é injusto e incorreto, em termos políticos, já que não se pode tomar a organização do ensino de uma parcela da população como modelo para todos. Além disso, tudo leva a crer que o ensino superior, no futuro próximo, será quase todo de responsabilidade da iniciativa privada, já que o Estado vem dando mostras de que pretende se desonerar dessa obrigação. Acrescente-se que no ensino superior privado já não há vestibulares. Temos hoje uma oferta de vagas maior que a própria demanda. Estamos, portanto, solenemente desobrigados de oferecer um ensino voltado para o vestibular e, sendo assim, podemos ousar construir uma escola básica com outros fins, mais arejados, mais significativos, mais democráticos enfim.
No entanto, a possibilidade de construir um ensino mais arrojado vem sendo desprezada por nós. Nossas escolas ainda têm, de modo destorcido, a cara amassada dos anos 50. O ensino ainda é elitista, conteudista, repressivo etc., se-ja nas escolas de gestão estatal, seja nas de gestão privada ou confessional.
A segunda fratura ético-política aponta um paradoxo renitente na educação brasileira hoje: o slogan do “ensino para todos” versus o analfabetismo funcional de enorme parte da população.
Analfabetismo funcional significa não entender sequer o que se leu, e disso as escolas privadas tampouco estão ilesas. Continuamos dedicando o trabalho escolar ao mesmo terço da população de 50 anos atrás. Para os outros dois terços, resta a lei de Mateus: “Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância, mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado”. Daí para os encaminhamentos parapedagógicos é um passo.
A terceira fratura ético-política remete a uma questão: a escola está em decadência e/ou extinção no mundo contemporâneo, ou ela é a instituição central dos contextos democráticos?
Para que servem as escolas, afinal de contas, além da preparação para a Universidade? Suponhamos que, um dia, fosse baixado um decreto extinguindo os vestibulares e instituindo o sorteio aleatório. O que nos aconteceria? O que mudaria em nossas vidas?
Algumas falácias escolares, como a sombra do vestibular, vão se naturalizando de tal modo que findam por nos deixar apáticos em relação aos caminhos que ratificamos sem escolhê-los. É preciso dizer, portanto, que a democracia está em risco hoje no país não pelo autoritarismo, mas pela apatia de nossa geração para levar a cabo as exigências do âmbito democrático, as quais apontam invariavelmente para o domínio escolar.
O país já está democratizado do ponto de vista político. Só nos resta democratizá-lo do ponto de vista social, o que se inicia com uma educação tão rigorosa quanto inclusiva. Escola é a primeira instituição que diz aos recém-chegados ao mundo público se eles são bem-vindos, ou não. Ela é responsável pela primeira inclusão, ou pela primeira exclusão oficial, na vida de uma pessoa. E o tipo de relação que temos tido com os denominados “alunos-problema” é um bom exemplo desse movimento excludente silencioso que reina entre nós.
A quarta fratura ético-política vivida nas escolas brasileiras e, talvez, a mais significativa dos paradoxos que conformam este momento histórico é a seguinte: por um lado, temos uma explosão dos papéis e funções escolares. Espera-se que ensinemos quase tudo a quase todos. A escola tornou-se uma espécie de centro comunitário, local das ações civis mais díspares, o que significa um crédito social imenso ao trabalho escolar. Por outro lado, nunca antes testemunhamos tamanha desrritualização das práticas de sala de aula.
Por desrritualização entendo a erosão dos hábitos e rotinas característicos das salas de aula. Tais rotinas e hábitos vêm paulatinamente desaparecendo do cenário escolar, de tal modo que as salas de aula não mais se distinguem nitidamente dos outros espaços sociais. Essa, inclusive, é uma maneira por meio da qual o profissional da educação de hoje se reconhece: ele tem de ser um pouco de tudo (pai, amigo, psicólogo, aconselhador) e não só em relação aos alunos, mas também às famílias.
Para além desse quadro difuso, valeria a pena indagar: o que têm em comum dois profissionais da educação hoje, a não ser o contra-cheque?
Quando se evoca a idéia de ética docente, é preciso supor que há um conjunto desejável de valores ou princípios mínimos que deveriam ou poderiam coadunar os integrantes de determinada categoria profissional. Quando se ingressa em determinado campo profissional, ativa-se um campo ritualizado de práticas rotineiras que têm uma função explícita e esperada. Trata-se de algo invisível que une silenciosamente as pessoas que se dispõem a tal exercício.
No caso da educação hoje, o que parece nos unir são os lugares comuns, os preconceitos. É espantoso atestar que, do Oiapoque ao Chuí, repetem-se identicamente alguns chavões do tipo: “está cada vez mais difícil trabalhar com as crianças e jovens de hoje; ninguém mais respeita o professor; a indisciplina é um mal que se alastra; as famílias dos alunos são intratáveis” etc.
E aqui está o cerne da discussão ético-educativa hoje: educar implica cuidar da prole alheia. Lembremo-nos de que os filhos dos outros em nada se diferem dos nossos. E eles serão exatamente o que fizermos deles, ou com eles. Mais ainda, retomando uma bela passagem de Gilberto Gil: “Os meninos são todos sãos; os pecados são todos meus”. Eis o que, para mim, poderia ser tomado como um dos nortes éticos entre os profissionais da educação que se queiram democráticos.
Aprofundando um pouco mais a discussão sobre a ética docente, quero retomar uma história que sempre me vem à mente quando penso no tema da ética.
Num determinado encontro com profissionais em que estive há alguns anos, uma professora, tomada por sua angústia, se levanta na platéia e diz: “Professor, tenho algo a dizer. Existe, sim, uma minoria ética, séria e responsável na educação brasileira hoje”. Nessa hora, toda a platéia começa a aplaudi-la bravamente. Passada a turbulência das palmas, ocorreu-me uma idéia razoavelmente simples: perguntar-lhe se ela fazia parte dessa minoria, ao que ela responde, ainda indignada: “É claro que sim”. Aí me ocorreu outra idéia, que foi a de perguntar para a pessoa que estava ao lado dela se ela também fazia parte dessa minoria. Como era de se esperar, a resposta foi entusiasticamente afirmativa. Idem para a pessoa sentada do outro lado, e também todas as outras pessoas daquela fileira, e as da fileira anterior, da fileira posterior etc. Em suma, todos os profissionais naquele auditório eram éticos, sérios e responsáveis.
De tal fato decorre um problema lógico-matemático que é o seguinte: a maioria absoluta não pode ser sinônima de minoria. E esse fenômeno eu vejo se repetir sempre. Eu sempre faço a mesma pergunta e sempre se repete o fato incrível de que há uma totalidade absoluta de pessoas que se julgam corretíssimas e, portanto, acima de qualquer suspeita.
De duas, uma: ou inventamos uma matemática delirante, ou há charlatães entre nós. E o tempo me mostrou que a primeira alternativa é a mais correta. Inventamos uma lógica segundo a qual todos se julgam éticos, sérios e responsáveis. E, de certo modo, todos temos razão. Todos somos éticos na medida da lealdade às nossas crenças, daquilo que acreditamos ser uma conduta ética. E o problema é exatamente este: o que reputamos como desejável em termos de conduta profissional? O vale-tudo e o espontaneísmo pedagógicos.
O maior impasse da educação brasileira hoje reside, a meu ver, no fato de que haverá tantas docências quantos forem os profissionais da educação. Conseguimos transformar a profissão docente num ofício à la carte, a tal ponto de termos chegado ao limite da quase impossibilidade de implantar projetos coletivos (interdisciplinares e/ou transversais, por exemplo). Apenas a prática de ações coletivas sérias pode retirar as escolas da situação dramática em que se encontram hoje.
Não há trégua possível para esta geração de educadores que, infelizmente, está fazendo uma escola mais inoperante ainda do que aquela escola fraudulenta que tivemos como alunos. Naquela, havia apenas o sentido da obediência e da repetição. Aqui ninguém mais obedece ninguém, nem se dispõe a repetir aquilo que não faz sentido.
Uma escola democrática, de outro modo, exige pactos contínuos, e sem alarde. Além disso, os ossos do ofício educativo contemporâneo apontam para um trato intensivo e generoso das novas gerações, sempre mediado pelo apreço incondicional ao ato de conhecer e de pensar adversativamente. É preciso responsabilizarmo-nos mais e melhor pelos mais novos, estes ilhados num mundo cada vez mais complexo, disforme e opressivo – vide a implacabilidade da indústria cultural.
Se não o fizermos, o resultado é um só: a erosão sem volta do mundo. Caso não tenhamos sido aqueles que a produziram, pelo menos estamos permitindo que ela se instale sem perdão. Queixamo-nos do estado de coisas entre os mais novos como se nada tivéssemos a ver com ele e, então, evocamos a piedade alheia.
Em contrapartida, um profissional ético, a meu ver, é aquele que pode dizer perante sua própria vida: “assim a quis, assim a fiz”. É também aquele que olha ao seu redor e que consegue ver uma marca semelhante naqueles com os quais convive.
Nesse sentido, os filhos dos outros com os quais convivemos hoje são aqueles que conviverão com nossos filhos amanhã. A geração mais nova é o resultado mais fidedigno de nossa ação cotidiana; ela não se criou espontaneamente. É preciso, com urgência, nos incumbirmos dos mais novos, assumindo generosamente o lugar de autoridade. Daí uma questão norteadora para os profissionais: onde estão os cabelos brancos dessa geração de educadores?
Assumir o lugar de mais velho não sanará todos os problemas do mundo atual, mas é uma contribuição e tanto. Ética significa, portanto, compromisso incondicional com a vida que se perpetua para além de nós; talvez nada além disso.
Derivam daí dois tipos de perguntas. O primeiro: se nos fosse oferecida a chance de recomeçar nossas vidas do zero, seríamos professores de novo? Escolheríamos nossa vida mais uma vez? Se não, ainda é tempo de ir à luta, de recomeçar em outras paragens.
O segundo: em nossas pequenas decisões diárias, ao que aspiramos? O que aí se vislumbra: mais vida ou menos vida? Porque vida é tudo aquilo que pede expansão, descortino, florescimento. Como professores, somos suporte desse movimento de propagação ou nos tornamos fiscais da ordem pedagógica, tentando limpar o mundo de suas imperfeições? De que lado da vida estamos, afinal?
É preciso definir, portanto, o quilate ético da relação consigo próprio e com os que nos rodeiam. O que se quer, enfim, quando alguém se posta numa sala de aula?
Creio que haja três tipos de pessoas circulando na vida: aqueles que fazem o mundo, aqueles que usufruem do mundo e aqueles que cuidam do mundo. Estes últimos são os professores. São os narradores do tempo ido, narradores daquilo que foi realizado por alguns para que os outros pudessem disso se apropriar e, quem sabe, mudá-lo para melhor.
Assim, imagino que nossa tarefa fundamental é a de tornar a democracia escolar uma realidade factível. E, para isso, é precisamos ser os gestores dos problemas que nós próprios criamos no cotidiano escolar. Isso significa que a administração dos entraves escolares é de responsabilidade exclusiva dos profissionais da educação. Podemos até nos inspirar nos discursos parapedagógicos, mas, se assim o for, aconselho nos aproximarmos dos artistas, os quais, na maioria das vezes, tomam a vida como enigma, não como mera repetição – a mesmíssima vida que pede passagem também e principalmente numa sala de aula.
Resta saber se estamos dispostos a tal. E, se não, qual o preço dessa recusa que as próximas gerações serão obrigadas a pagar.
Julio Groppa Aquino é docente da Faculdade de Educação da USP. Autor de Instantâneos da escola contemporânea (Papirus, 2007) e de Indisciplina: o contraponto das escolas democráticas (Moderna, 2003). Co-autor de Família: modos de usar (Papirus, 2006) e de Em defesa da escola (Papirus, 2004). É também articulista da revista Educação.
sábado, 20 de outubro de 2007
Sair da gaveta
O escrever não acaba no ponto final. Vai muito além, quando o texto passa a ser lido. Independente do tipo de texto que se escreve, o difícil é ter o reconhecimento de nosso trabalho e chegar ao objetivo chave para qualquer escritor que é ter o livro publicado e divulgado no mercado editorial. Eu encarei de frente e depois de respostas negativas que acabam desmotivando e decidi custear minha própria publicação. Pagou para publicar em torno de 1000 cópias do meu livro "Um dia de Chuva", sendo que ela não tem uma rede de venda profissional, nem distribuiição, muito menos repassada por qualquer editora.
Essa minha escolha por umapublicação individual, quase artesanal e bancar os custos foi válido por dois motivos: em primeiro lugar serve para acrescentar um ponto a minha experiência de vida, servindo até para meu currículo profissional. Em segundo lugar pude, logo no meu primeiro trabalho, participar de todo o processo de publicação, tanto do texto e ilustração, até a distribuição, divulgação e venda.
Sair da gaveta e chegar ao meu publico é algo que não há dinheiro que pague. É ser reconhecido por algo de bom que fazemos e criamos.
Essa minha escolha por umapublicação individual, quase artesanal e bancar os custos foi válido por dois motivos: em primeiro lugar serve para acrescentar um ponto a minha experiência de vida, servindo até para meu currículo profissional. Em segundo lugar pude, logo no meu primeiro trabalho, participar de todo o processo de publicação, tanto do texto e ilustração, até a distribuição, divulgação e venda.
Sair da gaveta e chegar ao meu publico é algo que não há dinheiro que pague. É ser reconhecido por algo de bom que fazemos e criamos.
domingo, 12 de agosto de 2007
The Lake House - A Casa do Lago
Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago. Hoje esta casa é ocupada por Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos. É quando, ao se descobrirem apaixonados um pelo outro, eles buscam um meio de se encontrar.
Nesse filme, o que encanta além das músicas maravilhosas, é a história de amor que na realidade é impossível acontecer, mas retrata um grande amor que pode ultrapassar barreiras. Indicado aos apaixonados de plantão, pois é muito lindo esse filme.
domingo, 22 de julho de 2007
XV Jogos Panamericanos - Rio de Janeiro

Dia 21/Julho/2007 - 10° dia
08h00
Ciclismo Estrada - Corrida de estrada individual feminino
Final
Pq do Flamengo
1 - Yumari Gonzalez (CUB)
2 - Belem Mendez Guerrero (MEX)
3 - Danielys Garcia (VEN)
Yumari ficou muito feliz com a medalha e a dedicou ao povo cubano.
- É uma grande felicidade ganhar o ouro no Rio de Janeiro, além de ser um orgulho para mim, porque meu povo esperava isso. Dedico essa medalha à Cuba - diz a ciclista cubana.
Janildes Silva ficou com a melhor colocação entre as brasileiras, concluindo a prova em 5º lugar. Clemilda Silva, que conquistou o bronze na competição contra o relógio, ficou na 11ª posição e Uenia Souza foi a 21ª a terminar as quatro voltas.
12h00
Ciclismo Estrada - Corrida de estrada individual masculino
Final
Pq do Flamengo
1 - Wendy Cruz (RDO)
2 - Emile Abraham (TRI)
3 - Luciano Pagliarini (BRA)
O brasileiro Luciano Pagliarini ganhou a medalha de bronze na prova de ciclismo de estrada dos Pan Rio 2007 O ouro ficou com o dominicano Wendy Cruz, que cruzou a linha de chegada com o tempo de 3h38m50s. Já Emile Abraham, de Trinidad e Tobago, conquistou a primeira prata para o país nesse Pan.
Pagliarini disse que não conseguiu lutar pelo ouro porque impediram a sua passagem.
- Com toda humildade, poderia ganhar o ouro, mas fiquei preso no pelotão final. Tentei ultrapassar pela parte interna da pista, que era mais arriscado, e bati com o pedal duas vezes na cerca a 65 km/h, o que foi um grande risco - conta o ciclista que nos 300m finais estava em 10º lugar.
- Não tinha mais nenhum brasileiro comigo e, por isso, não tinha ajuda. Mesmo assim, estou muito feliz com o bronze - afirma Luciano que é pentacampeão brasileiro.
Os outros brasileiros que participaram da prova não ficaram com uma boa colocação. Rafael Andriato terminou em 15º, Otavio Bulgarelli ficou na 26ª posição e Renato Seabra concluiu a prova em 34º lugar.
Pagliarini disse que não conseguiu lutar pelo ouro porque impediram a sua passagem.
- Com toda humildade, poderia ganhar o ouro, mas fiquei preso no pelotão final. Tentei ultrapassar pela parte interna da pista, que era mais arriscado, e bati com o pedal duas vezes na cerca a 65 km/h, o que foi um grande risco - conta o ciclista que nos 300m finais estava em 10º lugar.
- Não tinha mais nenhum brasileiro comigo e, por isso, não tinha ajuda. Mesmo assim, estou muito feliz com o bronze - afirma Luciano que é pentacampeão brasileiro.
Os outros brasileiros que participaram da prova não ficaram com uma boa colocação. Rafael Andriato terminou em 15º, Otavio Bulgarelli ficou na 26ª posição e Renato Seabra concluiu a prova em 34º lugar.
12h00m
Esqui Aquático
Slalom - feminino
Eliminatórias
Clube dos Caiçaras
1 - Regina Jaquess (EUA) - 57.00 pontos
2 - Mandy Nightingale (EUA) - 51.00
3 - Whitney McClintock (CAN) - 50.00
4 - Natalia Hernández (COL) - 47.25
5 - Maria Veronica Viñuales (ARG) - 45.00
6 - Aline Font (MEX) - 44.00
7 - Maria Camila Linares (COL) - 43.50
8 - Tiare Miranda (CHL) - 40
2 - Mandy Nightingale (EUA) - 51.00
3 - Whitney McClintock (CAN) - 50.00
4 - Natalia Hernández (COL) - 47.25
5 - Maria Veronica Viñuales (ARG) - 45.00
6 - Aline Font (MEX) - 44.00
7 - Maria Camila Linares (COL) - 43.50
8 - Tiare Miranda (CHL) - 40
O dia amanheceu iluminado pelo sol forte, mas não brilhou para Juliana Negrão. A atleta, que foi prata no Campeonato Pan-Americano de 2006 em Acuaski, no México, e considerada a melhor brasileira da modalidade, era grande promessa nos Jogos Pan-Americanos, mas decepcionou a torcida brasileira depois que deixou a corda soltar das mãos.
13h00
Esqui Aquático
Wakeboard - masculino
Eliminatórias
Clube dos Caiçaras
1 - Marcelo Marques Giardi (BRA) - 80.50 pontos
2 - Brad Buskas (CAN) - 68.11
3 - Edgardo Martin (ARG) - 66.66
4 - Alfredo Bonard (EQU) - 53.88
5 - Daniel Gremion Ortiz (MEX) - 40.00
6 - Austin Hair (EUA) - 38.77
Eliminatórias
Clube dos Caiçaras
1 - Marcelo Marques Giardi (BRA) - 80.50 pontos
2 - Brad Buskas (CAN) - 68.11
3 - Edgardo Martin (ARG) - 66.66
4 - Alfredo Bonard (EQU) - 53.88
5 - Daniel Gremion Ortiz (MEX) - 40.00
6 - Austin Hair (EUA) - 38.77
É a primeira vez que o wakeboard entra nos jogos Pan-Americanos e Marcelo Girardi fez questão de estrear com uma grande vitória. O brasileiro ficou em primeirísso lugar marcando 80.50 pontos nas eliminatórias que ocorreram neste sábado na Lagoa Rodrigo de Freitas. Logo atrás do atleta, veio o canadense Brad Buskas (68.11), seguido de Edgardo Martin da Argentina (66.66).
O quarto lugar ficou com o equatoriano Alfredo Bonard (53.88). Daniel Gremion Ortiz, do México (40.00), ficou em quinto e o americano Austin Hair (38.77) em último.
O quarto lugar ficou com o equatoriano Alfredo Bonard (53.88). Daniel Gremion Ortiz, do México (40.00), ficou em quinto e o americano Austin Hair (38.77) em último.
15h00
Futebol Masculino
Complexo do Maracanã
3ª rodada - Grupo A
Equador 4 x 2 Brasil
A seleção brasileira sub-17 perdeu para o Equador neste sábado, por 4 a 2, e deu adeus ao sonho do título pan-americano no Rio de Janeiro. Lulinha e companhia levaram um bom público ao Maracanã para ver o terceiro jogo do Brasil pelo Grupo A, mas nem com o incentivo da torcida os meninos conseguiram a classificação para a semifinal. Insatisfeitos, os torcedores chamaram a equipe de "timinho", após o apito final.
Ao vencer o Brasil, o Equador chegou à liderança do grupo com sete pontos. Os brasileiros terminaram em segundo, com seis. Mas foi o México, o melhor segundo colocado do torneio, com sete pontos no Grupo B, quem garantiu vaga na semi, ao lado dos campeões dos três grupos da competição.
Ao vencer o Brasil, o Equador chegou à liderança do grupo com sete pontos. Os brasileiros terminaram em segundo, com seis. Mas foi o México, o melhor segundo colocado do torneio, com sete pontos no Grupo B, quem garantiu vaga na semi, ao lado dos campeões dos três grupos da competição.

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quinta-feira, 19 de julho de 2007
Prefeitura abre inscrições para educação de jovens e adultos em São Bernardo
Publicação:19/7/2007 http://www.saobernardo.sp.gov.br
A Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura de São Bernardo inicia em 1º de agosto as inscrições para os cursos supletivos do ensino fundamental e médio e de alfabetização de jovens e adultos. As aulas são gratuitas. Veja os programas oferecidos, os locais e critérios para inscrição:
PROMAC (Programa Municipal de Alfabetização e Cidadania) – destinado a jovens e adultos a partir dos 14 anos que não puderam concluir o ensino fundamental (1ª a 8ª série). As aulas são dadas por professores devidamente habilitados. As inscrições devem ser feitas nos locais das aulas, são 44 espaços de 1ª a 4ª série e oito unidades, de 1ª a 8ª série (veja lista abaixo). Para a inscrição é necessário levar RG, histórico escolar (se tiver) e comprovante de residência. As matrículas para o PROMAC vão de 1º a 14 de agosto. Informações: 4336-7757 ou 4336-7755, das 8h às 17h30.
Telecurso 2000 – a partir dos 16 anos para o ensino fundamental e a partir dos 17 anos para o ensino médio. O programa é uma parceria entre a Prefeitura de São Bernardo e o SESI. As aulas são dadas por meio de vídeos com acompanhamento de orientadores. As disciplinas são divididas por módulos e a cada quatro meses são realizadas provas pelo SESI para eliminação das matérias. São 24 locais disponíveis. Para se inscrever é necessário levar RG para o ensino fundamental e RG e o histórico escolar, no caso do ensino médio. As inscrições também podem ser feitas durante o decorrer do ano. Informações: 4336-7757, das 8h às 17h30.
Brasil Alfabetizado – Programa de alfabetização inicial para jovens e adultos, a partir dos 15 anos. É uma parceria do Governo Federal com o município de São Bernardo. Tempo de conclusão: oito meses. Documento necessário para inscrição: RG. Informações: 4336-7757, após as 16h, com Magali ou Fabrício.
PROMAC – Locais das aulas e inscrições
Região:Centro
Emeb Monteiro Lobato -Av. Francisco Prestes Maia, 350 - Centro, 1ª a 4ª série
Emeb Maria Adelaide - Av. Senador Fláquer, 979 - Vila Euclides, 1ª a 4ª série
Centro de Referência do Idoso(Sedesc) - Av. Redenção, 271, 1ª a 4ª série
Retião: Alvarenga / Ipê
Emeb Ari Lacerda Rodrigues - Passagem 1º De Maio, 180 - Jardim Alvorada,1ª a 4ª série
Emeb Antônio Pereira Coutinho - Av. Ademar Saraiva Leão, 215 - Alvarenga, 1ª a 4ª série
Emeb Arlindo Miguel Teixeira- Est. Dos Alvarengas, 7500 - Jd. Laura, 1ª a 8ª série
Emeb Bosko Preradovic -R. Brás Cubas, 121 - Jd. Las Palmas, 1ª a 4ª série
Emeb Maria Rosa Barbosa - R. Leonardo Martins, 1060 - Vl. Vitória, 1ª a 4ª série
Emeb Jardim Thelma - Est. Dos Alvarengas, 4090 - Pq. Hawaí, 1ª a 4ª série
Emeb Marcos Rogério da Rosa - Est. Dos Casa, 2631 - Jd. Ipê, 1ª a 8ª série
Emeb Senador Teotônio Vilela -R. Matilde Ferrari Marçon, 30 - Jd Ipê, 1ª a 4ª série
Região Alves Dias
Emeb Estudante Flamínio A. De C. Rangel -R. Assunção, 176 - Vila Marchi,1ª a 4ª série
Emeb Lopes Trovão -Av. Australia, 120 - Jardim Santo Inácio, 1ª a 4ª série
Emeb Maurício C. De Castro II - R. Alexandre Bonício, 259 - Alves Dias, 1ª a 4ª série
Emeb Prof. Salvador Gori - Est. Partic. Fukutaro Yida, 700-Jd Uenoyama,1ª a 4ª série
Região Demarchi
Emeb Isidoro Battistin -Est. Galvão Bueno, 5085 - Battistini, 1ª a 4ª série
Emeb Octávio Edgard de Oliveira - R. João Saldanha, 424 - Parque Los Angeles, 1ª a 8ª série
Emeb Profª Sandra C. M. Freitas -R. Valdomiro Luiz, 181 - Jd. N.S. Fátima, 1ª a 4ª série
Emeb do Parque Terra Nova II -R. Salim Mahfoud, 965 - Terra Nova II, 1ª a 4ª série
Emeb Cléia Maria T. De Souza - Est. da Pedra Branca, S/N.º - Núcleo Areião, 1ª a 8ª série
Emeb Waldemar Canciani - R. Mato Grosso,86 - Pq. Imigrantes, 1ª a 4ª série
Região Pós Balsa
Emeb Profª Carmen T. De O. Marques - Est. Dos Casa, 3661 - J. Ipê, 1ª a 4ª série
Emeb José Ibiapino Franklin -R. Edmundo Dos Santos, 14 - Bairro Stª Cruz, 1ª a 8ª série
Região Riacho Grande
Emeb Parque Estoril (Bruno Massoni)- R. Marisa Prado, 166 - Jardim Palermo, 1ª a 4ª série
Região Balneário
Emeb Helena Zanfelici da Silva -R. Jose Farhat, 80 - Finco, 1ª a 4ª série
Emeb Claudemir Gomes do Vale - R. Paraguaçu, 351 - Jardim Thelma, 1ª a 4ª série
Emeb Lorenzo E. F. Lorenzetti -Est. Brasilio de Lima, 72 Botujuru, 1ª a 4ª série
Emeb Profª Suzete Ap de Campos - R. Marcílio Conrado, 350 - Riacho Grande, 1ª a 4ª série
Região Rudge Ramos
Emeb Escritor Júlio Atlas - R. Francisco Alves, 1301 - Paulicéia, 1ª a 4ª série
Região Paulicéia
Emeb Viriato Correia -R. Brasil, 430 - Rudge Ramos, 1ª a 4ª série
Emeb Prof. Ramiro G. Fernandes -R. Nigéria, 80 - Taboão, 1ª a 4ª série
Região Piraporinha
Emeb Prof. José Getúlio E. Bueno-R. Araldo Armani, 381 - Jardim Calux, 1ª a 4ª série
Emeb Profª Jandira Mª Casonato -R. Padre Carmelo, 59 - Alvinópolis, 1ª a 4ª série
Emeb Profª Mª Justina de Camargo -R. Antonio P. De Matos, 100 - Jd Vera Cruz, 1ª a 4ª série
Região: Silvina
Emeb Prof. André Ferreira - R. Regente Lima e Silva, 301 - Ferrazópolis, 1ª a 4ª
Emeb Edson Danillo Dotto - R. Diogo Botelho, 340 - Jardim Silvina, 1ª a 4ª
Emeb Padre Leo Commissari -R. Neusa Coelho, 80 - Vila São José, 1ª a 4ª
Emeb Prof. Nilo Campos Gomes - R. Flora Bulcão L. Vertemate, S/Nº - Jd Silvina, 1ª a 4ª
Região Vl São Pedro
Emeb Padre Ângelo Ceroni - Al. Dom Pedro De Alcantra, 805 - Jd. Petroni 1ª a 8ª
Emeb Profª. Ermínia Paggi -Av. Pedro Mendes, 1875 - Pq Selecta, 1ª a 8ª
Emeb Profª Janete M. B. Simões - R. Dos Vianas s/nº - Jardim Industrial, 1ª a 4ª
Emeb José Luiz Jucá - R. Tiradentes, 3180 - Mont./V Esperança, 1ª a 8ª
Emeb Marineida M. de Lucca -Al.. D Pedro de Alcantara, 235 -Vl S. Pedro, 1ª a 4ª
Baeta Neves
Emeb Gofredo T. da S. Telles -R. Giacinto Tognato, 1672 - Baeta Neves, 1ª a 4ª
TELECURSO 2000- Ensino Médio (EM) Ensino Fundamental (EF)
1 EMEB Annita Magrini Guedes - Rua Americana, 102, Baeta Neves EM /EF
2 EMEB Antonio Pereira Coutinho - Av. Ademar Saraiva Leão, 215, Alvarenga EF
3 EMEB Arlindo Miguel Teixeira - Estrada dos Alvarengas, 7500, Jd. Laura EF
4 EMEB Ari Lacerda Rodrigues - Passagem Primeiro de Maio, s/n.º EF
5 EMEB do Jardim Thelma - Estrada dos Alvarengas, 4.090, Jd. Thelma EF
6 EMEB do Parques Estoril - Rua Cintra, 20, Parque Estoril EF
7 EMEB Claudemir Gomes do Valle - Estrada da Pedra Branca, s/n.º, Areião EF
8 EMEB Edson Danilo Dotto - Rua Pedro Mendes, 1875, Parque Selecta EF
9 EMEB Flamínio Araújo de Castro Rangel - Rua Assunção, 176, B. Assunção EF
10 EMEB Janete Mally Bette Simões - Rua dos Vianas, s/n.º, Jd. Industrial EF
11 EMEB Lorenzo Enrico Felice Lorenzetti - Est. Brasílio de Lima, 72, Botujuru EF
12 EMEB Maria Adelaide - Rua Sernador Fláquer, 979, Vila Euclides EF
13 EMEB Maria Rosa Barbosa - Rua Leonardo Martins Neto, 1060, Vila Vitória EF
14 EMEB Maurício Caetano de Castro II - Rua Alexandre Bonício, 259, Alves Dias EF
15 EMEB Monteiro Lobato - Av. Francisco P. Maia, 350, Centro EM /EF
16 EMEB Padre Angelo Ceroni - Alameda Pedro de Alcântara, 805, Petroni EM /EF
17 EMEB Padre Léo Commissari - Rua Neusa Coelho, 80, Vila São José EF
18 EMEB Waldemar Canciani - Rua Mato Grosso, 44, Pq Imigrantes EF
19 EMIP do Bairro Taboão - Av. do Taboão,4281, Taboão EF
20 EMIP Ferrazópolis - Rua Fernando Ferrari, 449, Ferrazópolis EF
21 EMIP Planalto - Rua Oragnof, 480, Planalto EF
22 EMIP Vila Rosa - Rua Rosa Aizemberg, s/n.º, Vila Rosa EF
23 SEDESC - Rua Redenção, 221, Centro EF
24 EMEB José Ibiapino Franklin - Rua Sete, n.º 14, Núcleo Santa Cruz EM
Horário das aulas (à noite): 19h às 21h
Informações à Imprensa
Depto. de Comunicação – Divisão de Jornalismo
Telefone: 4348-1043/ 4348-1044
Rita Santos – MTB 26.183
http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&ref=2844&qt1=0
A Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura de São Bernardo inicia em 1º de agosto as inscrições para os cursos supletivos do ensino fundamental e médio e de alfabetização de jovens e adultos. As aulas são gratuitas. Veja os programas oferecidos, os locais e critérios para inscrição:
PROMAC (Programa Municipal de Alfabetização e Cidadania) – destinado a jovens e adultos a partir dos 14 anos que não puderam concluir o ensino fundamental (1ª a 8ª série). As aulas são dadas por professores devidamente habilitados. As inscrições devem ser feitas nos locais das aulas, são 44 espaços de 1ª a 4ª série e oito unidades, de 1ª a 8ª série (veja lista abaixo). Para a inscrição é necessário levar RG, histórico escolar (se tiver) e comprovante de residência. As matrículas para o PROMAC vão de 1º a 14 de agosto. Informações: 4336-7757 ou 4336-7755, das 8h às 17h30.
Telecurso 2000 – a partir dos 16 anos para o ensino fundamental e a partir dos 17 anos para o ensino médio. O programa é uma parceria entre a Prefeitura de São Bernardo e o SESI. As aulas são dadas por meio de vídeos com acompanhamento de orientadores. As disciplinas são divididas por módulos e a cada quatro meses são realizadas provas pelo SESI para eliminação das matérias. São 24 locais disponíveis. Para se inscrever é necessário levar RG para o ensino fundamental e RG e o histórico escolar, no caso do ensino médio. As inscrições também podem ser feitas durante o decorrer do ano. Informações: 4336-7757, das 8h às 17h30.
Brasil Alfabetizado – Programa de alfabetização inicial para jovens e adultos, a partir dos 15 anos. É uma parceria do Governo Federal com o município de São Bernardo. Tempo de conclusão: oito meses. Documento necessário para inscrição: RG. Informações: 4336-7757, após as 16h, com Magali ou Fabrício.
PROMAC – Locais das aulas e inscrições
Região:Centro
Emeb Monteiro Lobato -Av. Francisco Prestes Maia, 350 - Centro, 1ª a 4ª série
Emeb Maria Adelaide - Av. Senador Fláquer, 979 - Vila Euclides, 1ª a 4ª série
Centro de Referência do Idoso(Sedesc) - Av. Redenção, 271, 1ª a 4ª série
Retião: Alvarenga / Ipê
Emeb Ari Lacerda Rodrigues - Passagem 1º De Maio, 180 - Jardim Alvorada,1ª a 4ª série
Emeb Antônio Pereira Coutinho - Av. Ademar Saraiva Leão, 215 - Alvarenga, 1ª a 4ª série
Emeb Arlindo Miguel Teixeira- Est. Dos Alvarengas, 7500 - Jd. Laura, 1ª a 8ª série
Emeb Bosko Preradovic -R. Brás Cubas, 121 - Jd. Las Palmas, 1ª a 4ª série
Emeb Maria Rosa Barbosa - R. Leonardo Martins, 1060 - Vl. Vitória, 1ª a 4ª série
Emeb Jardim Thelma - Est. Dos Alvarengas, 4090 - Pq. Hawaí, 1ª a 4ª série
Emeb Marcos Rogério da Rosa - Est. Dos Casa, 2631 - Jd. Ipê, 1ª a 8ª série
Emeb Senador Teotônio Vilela -R. Matilde Ferrari Marçon, 30 - Jd Ipê, 1ª a 4ª série
Região Alves Dias
Emeb Estudante Flamínio A. De C. Rangel -R. Assunção, 176 - Vila Marchi,1ª a 4ª série
Emeb Lopes Trovão -Av. Australia, 120 - Jardim Santo Inácio, 1ª a 4ª série
Emeb Maurício C. De Castro II - R. Alexandre Bonício, 259 - Alves Dias, 1ª a 4ª série
Emeb Prof. Salvador Gori - Est. Partic. Fukutaro Yida, 700-Jd Uenoyama,1ª a 4ª série
Região Demarchi
Emeb Isidoro Battistin -Est. Galvão Bueno, 5085 - Battistini, 1ª a 4ª série
Emeb Octávio Edgard de Oliveira - R. João Saldanha, 424 - Parque Los Angeles, 1ª a 8ª série
Emeb Profª Sandra C. M. Freitas -R. Valdomiro Luiz, 181 - Jd. N.S. Fátima, 1ª a 4ª série
Emeb do Parque Terra Nova II -R. Salim Mahfoud, 965 - Terra Nova II, 1ª a 4ª série
Emeb Cléia Maria T. De Souza - Est. da Pedra Branca, S/N.º - Núcleo Areião, 1ª a 8ª série
Emeb Waldemar Canciani - R. Mato Grosso,86 - Pq. Imigrantes, 1ª a 4ª série
Região Pós Balsa
Emeb Profª Carmen T. De O. Marques - Est. Dos Casa, 3661 - J. Ipê, 1ª a 4ª série
Emeb José Ibiapino Franklin -R. Edmundo Dos Santos, 14 - Bairro Stª Cruz, 1ª a 8ª série
Região Riacho Grande
Emeb Parque Estoril (Bruno Massoni)- R. Marisa Prado, 166 - Jardim Palermo, 1ª a 4ª série
Região Balneário
Emeb Helena Zanfelici da Silva -R. Jose Farhat, 80 - Finco, 1ª a 4ª série
Emeb Claudemir Gomes do Vale - R. Paraguaçu, 351 - Jardim Thelma, 1ª a 4ª série
Emeb Lorenzo E. F. Lorenzetti -Est. Brasilio de Lima, 72 Botujuru, 1ª a 4ª série
Emeb Profª Suzete Ap de Campos - R. Marcílio Conrado, 350 - Riacho Grande, 1ª a 4ª série
Região Rudge Ramos
Emeb Escritor Júlio Atlas - R. Francisco Alves, 1301 - Paulicéia, 1ª a 4ª série
Região Paulicéia
Emeb Viriato Correia -R. Brasil, 430 - Rudge Ramos, 1ª a 4ª série
Emeb Prof. Ramiro G. Fernandes -R. Nigéria, 80 - Taboão, 1ª a 4ª série
Região Piraporinha
Emeb Prof. José Getúlio E. Bueno-R. Araldo Armani, 381 - Jardim Calux, 1ª a 4ª série
Emeb Profª Jandira Mª Casonato -R. Padre Carmelo, 59 - Alvinópolis, 1ª a 4ª série
Emeb Profª Mª Justina de Camargo -R. Antonio P. De Matos, 100 - Jd Vera Cruz, 1ª a 4ª série
Região: Silvina
Emeb Prof. André Ferreira - R. Regente Lima e Silva, 301 - Ferrazópolis, 1ª a 4ª
Emeb Edson Danillo Dotto - R. Diogo Botelho, 340 - Jardim Silvina, 1ª a 4ª
Emeb Padre Leo Commissari -R. Neusa Coelho, 80 - Vila São José, 1ª a 4ª
Emeb Prof. Nilo Campos Gomes - R. Flora Bulcão L. Vertemate, S/Nº - Jd Silvina, 1ª a 4ª
Região Vl São Pedro
Emeb Padre Ângelo Ceroni - Al. Dom Pedro De Alcantra, 805 - Jd. Petroni 1ª a 8ª
Emeb Profª. Ermínia Paggi -Av. Pedro Mendes, 1875 - Pq Selecta, 1ª a 8ª
Emeb Profª Janete M. B. Simões - R. Dos Vianas s/nº - Jardim Industrial, 1ª a 4ª
Emeb José Luiz Jucá - R. Tiradentes, 3180 - Mont./V Esperança, 1ª a 8ª
Emeb Marineida M. de Lucca -Al.. D Pedro de Alcantara, 235 -Vl S. Pedro, 1ª a 4ª
Baeta Neves
Emeb Gofredo T. da S. Telles -R. Giacinto Tognato, 1672 - Baeta Neves, 1ª a 4ª
TELECURSO 2000- Ensino Médio (EM) Ensino Fundamental (EF)
1 EMEB Annita Magrini Guedes - Rua Americana, 102, Baeta Neves EM /EF
2 EMEB Antonio Pereira Coutinho - Av. Ademar Saraiva Leão, 215, Alvarenga EF
3 EMEB Arlindo Miguel Teixeira - Estrada dos Alvarengas, 7500, Jd. Laura EF
4 EMEB Ari Lacerda Rodrigues - Passagem Primeiro de Maio, s/n.º EF
5 EMEB do Jardim Thelma - Estrada dos Alvarengas, 4.090, Jd. Thelma EF
6 EMEB do Parques Estoril - Rua Cintra, 20, Parque Estoril EF
7 EMEB Claudemir Gomes do Valle - Estrada da Pedra Branca, s/n.º, Areião EF
8 EMEB Edson Danilo Dotto - Rua Pedro Mendes, 1875, Parque Selecta EF
9 EMEB Flamínio Araújo de Castro Rangel - Rua Assunção, 176, B. Assunção EF
10 EMEB Janete Mally Bette Simões - Rua dos Vianas, s/n.º, Jd. Industrial EF
11 EMEB Lorenzo Enrico Felice Lorenzetti - Est. Brasílio de Lima, 72, Botujuru EF
12 EMEB Maria Adelaide - Rua Sernador Fláquer, 979, Vila Euclides EF
13 EMEB Maria Rosa Barbosa - Rua Leonardo Martins Neto, 1060, Vila Vitória EF
14 EMEB Maurício Caetano de Castro II - Rua Alexandre Bonício, 259, Alves Dias EF
15 EMEB Monteiro Lobato - Av. Francisco P. Maia, 350, Centro EM /EF
16 EMEB Padre Angelo Ceroni - Alameda Pedro de Alcântara, 805, Petroni EM /EF
17 EMEB Padre Léo Commissari - Rua Neusa Coelho, 80, Vila São José EF
18 EMEB Waldemar Canciani - Rua Mato Grosso, 44, Pq Imigrantes EF
19 EMIP do Bairro Taboão - Av. do Taboão,4281, Taboão EF
20 EMIP Ferrazópolis - Rua Fernando Ferrari, 449, Ferrazópolis EF
21 EMIP Planalto - Rua Oragnof, 480, Planalto EF
22 EMIP Vila Rosa - Rua Rosa Aizemberg, s/n.º, Vila Rosa EF
23 SEDESC - Rua Redenção, 221, Centro EF
24 EMEB José Ibiapino Franklin - Rua Sete, n.º 14, Núcleo Santa Cruz EM
Horário das aulas (à noite): 19h às 21h
Informações à Imprensa
Depto. de Comunicação – Divisão de Jornalismo
Telefone: 4348-1043/ 4348-1044
Rita Santos – MTB 26.183
http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&ref=2844&qt1=0
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Museu Língua Portuguesa

Nada mais justo que o Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, e gerida pelo Instituto Brasil Leitor, escolhesse a autora nascida na Ucrânia, mas criada em Pernambuco e no Rio de Janeiro, para o tema da mostra que marca um ano de sua inauguração. Clarice Lispector - A hora da Estrela, que será inaugurada em 23 de abril (segunda-feira), também marca 30 anos da morte da escritora, falecida em 1977, e de publicação da novela A hora da estrela, seu livro mais popular.domingo, 17 de junho de 2007
Itaquaquecetuba

A origem do município de Itaquaquecetuba remonta a uma das doze aldeias, fundadas pelo padre jesuíta, José de Anchieta, em sua longa permanência no Brasil. Sua criação se deve ao então presidente da província, Bernardo José Pinto Gavião Peixoto, com o nome de vila Nossa Senhora d'Ajuda, em 8 de setembro de 1560, sendo estabelecida na beira do Rio Tietê, para catequizar os guaianases.
Nas décadas de 10 e 20 do século XVII, entretanto, a aldeia ficou quase deserta já que, por ordem de Fernão Dias Paes, desejoso de ter um maior controle dos índios catequizados, a maior parte de sua população foi transferida para aldeia de São Miguel, mais próxima a São Paulo, onde havia sido erguida uma nova capela. A população recomeçaria a crescer apenas em 1624, quando o padre João Álvares, construtor da capela da Conceição de Guarulhos e também da de São Miguel, decidiu levantar em sua propriedade, localizada bem ao lado da aldeia de Itaquaquecetuba, um oratório em louvor a Nossa Senhora d´Ajuda que, em seguida, tornar-se-ia capela. Este foi o marco inicial da povoação, que logo viria a se fixar em seu redor, com o nome, justamente, de Nossa Senhora da Conceição de Itaquaquecetuba, recuperando, assim, o topônimo do antigo aldeamento, elevado à freguesia pela lei Nº 17, de 28 de Fevereiro de 1838.
O primeiro Censo realizado na Aldeia de Nossa Senhora d'Ajuda, em 1765, apresentou os seguintes resultados: 59 "iogos" que eram habitados por 109 mulheres e 117 homens. Pouco cresceu a aldeia que neste estado permaneceu quase duzentos anos. Foi com a inauguração da Variante da EFCB, em 1925 que Itaquaquecetuba começou a crescer e a prosperar.
A denominação reduzida para Itaquaquecetuba ocorreu somente no século XX, quando se separou de Mogi das Cruzes, com sua elevação a município, e com o território do respectivo distrito, pela lei Nº 2.456, de 30 de dezembro de 1953, posta em execução a 1 de janeiro de 1954. Como município, ficou constituído de um único distrito, o de Itaquaquecetuba.

A rigor, o topônimo significa ajuntamento ou reunião de taquaras-faca (uma espécie de taboca ou taquara com cujos ramos, cortantes, se faziam facas), e é formado pela composição de takûara (taquara, taboca), kysé (faca) e tyba (ajuntamento, reunião, abundância), referindo-se a um imenso taquaral que existia na aldeia, no tempo de sua fundação, margeando os rios Tietê e Tipóia. O i parece que é uma prefixação arbitrária, isto é, não vem do tupi, e talvez tenha sido motivado pela grande quantidade de topônimos formados pela palavra pedra em tupi, que é itá. Em Itaquaquecetuba passa a linha imaginária do Trópico de Capricórnio.
Dados do Censo - 2000
População total: 272.942
Urbana: 272.942
Rural: 0
Homens: 136.213
Mulheres: 136.729
Densidade demográfica (hab./km²): 3336,70
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 24,66
Expectativa de vida (anos): 67,10
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,94
Taxa de alfabetização: 90,81%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,744
IDH-M Renda: 0,651
IDH-M Longevidade: 0,702
IDH-M Educação: 0,880
(Fonte: IPEADATA)
terça-feira, 12 de junho de 2007
INCLUSP
Fui convidado pela USP, por ser um aluno oriundo do ensino médio em escola pública a fazer uma palestra com jovens do último ano e que vão prestar vestibular da minha escola onde conclui o colegial.
Saudade da EE Maurício Antunes Ferraz

Estudar em uma universidade pública, gratuita e de qualidade é o sonho de todo o aluno que concluiu o ensino médio. A USP, Universidade de São Paulo, maior e mais importante instituição de ensino e pesquisa do País, realiza todos os anos um vestibular para preencher mais de 10 mil vagas em cerca de 220 cursos de graduação.
Para ampliar o acesso e a permanência do estudante da escola pública na Universidade, a USP lançou o INCLUSP, programa que combina a inclusão social com o mérito acadêmico.
O INCLUSP, Programa de Inclusão Social da USP, reúne uma série de iniciativas para ampliar o acesso e a permanência do estudante de escola pública à Universidade. O Programa atua na superação das barreiras educacionais que dificultam esse acesso, apoiando a participação antes, durante e após o vestibular.
O aluno que fez todo o ensino médio em escola pública pode obter inscrição gratuita para o vestibular; receber até três tipos bônus na nota, dependendo do seu desempenho em outras duas avaliações; após o ingresso pode contar com bolsas de apoio e incentivo para auxiliar sua permanência durante os estudos.
Bônus universal
O aluno que realizou integralmente o ensino médio em escolas públicas brasileiras recebe bônus de 3% sobre a nota do vestibular.
Bônus ENEM
Ao participar do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) o estudante de escola pública brasileira pode ter um acréscimo de até 6% na nota do vestibular, dependendo do seu desempenho na prova. Consulte sua escola ou cursinho para saber como participar do ENEM.
Para ampliar o acesso e a permanência do estudante da escola pública na Universidade, a USP lançou o INCLUSP, programa que combina a inclusão social com o mérito acadêmico.
O INCLUSP, Programa de Inclusão Social da USP, reúne uma série de iniciativas para ampliar o acesso e a permanência do estudante de escola pública à Universidade. O Programa atua na superação das barreiras educacionais que dificultam esse acesso, apoiando a participação antes, durante e após o vestibular.
O aluno que fez todo o ensino médio em escola pública pode obter inscrição gratuita para o vestibular; receber até três tipos bônus na nota, dependendo do seu desempenho em outras duas avaliações; após o ingresso pode contar com bolsas de apoio e incentivo para auxiliar sua permanência durante os estudos.
Bônus universal
O aluno que realizou integralmente o ensino médio em escolas públicas brasileiras recebe bônus de 3% sobre a nota do vestibular.
Bônus ENEM
Ao participar do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) o estudante de escola pública brasileira pode ter um acréscimo de até 6% na nota do vestibular, dependendo do seu desempenho na prova. Consulte sua escola ou cursinho para saber como participar do ENEM.

E por que estudar na USP?
A USP é uma universidade pública e gratuita, mantida pela sociedade por meio dos impostos. É a maior Universidade do Brasil e uma das maiores do mundo, reconhecida pela busca da excelência no ensino e na pesquisa e pela contribuição aos avanços da ciência e da tecnologia no País, além do papel de vanguarda no pensamento crítico brasileiro.
As oportunidades que a USP oferece para a formação plena de seus alunos são inúmeras, o que fortalece a formação do futuro profissional e faz com que ele contribua para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
A USP é uma universidade pública e gratuita, mantida pela sociedade por meio dos impostos. É a maior Universidade do Brasil e uma das maiores do mundo, reconhecida pela busca da excelência no ensino e na pesquisa e pela contribuição aos avanços da ciência e da tecnologia no País, além do papel de vanguarda no pensamento crítico brasileiro.
As oportunidades que a USP oferece para a formação plena de seus alunos são inúmeras, o que fortalece a formação do futuro profissional e faz com que ele contribua para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Ocupação da Reitoria da USP




A invasão da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) pelos alunos tem mais de um mês. Mesmo após ser expedido um mandado de reintegração de posse, as negociações foram improdutivas, e os alunos permanecem ocupando o prédio de comando da maior universidade do País, com cerca de 80 mil alunos.
O primeiro ato envolveu cerca de 150 alunos. Na tarde de quinta-feira, 3 de maio, eles derrubaram a porta de entrada da reitoria da USP, quebraram alguns vidros e móveis e se instalaram no local. No dia 16 de maio, os alunos ganharam a adesão de membros do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que entraram em greve.
Ainda que de forma parcial, alguns cursos tentam manter a rotina, com aulas normais. É o caso da Faculdade de Economia e Administração. Cursos como os de Filosofia, História, Geografia, Letras e da Escola de Comunicação e Artes estão praticamente desertos.
No meio do fogo cruzado, a reitora da Universidade, Sueli Vilella - que estava viajando no dia da invasão - abriu o canal de negociação, depois de pedir a reintegração de posse do prédio, e cedeu a algumas reivindicações dos alunos, em vão. As ofertas da reitoria dizem respeito a café e almoço aos domingos no restaurante universitário, reestudo do prazo para jubilamento de alunos e ampliação do horário de funcionamento dos ônibus circulares da Cidade Universitária.
A reitora reclama da intransigência dos alunos e diz que contratações de professores e de funcionários para obras e serviços estão paradas porque os documentos estão dentro do prédio. Segundo ela, a partir da desocupação, serão necessários pelo menos seis meses para colocar em dia os processos que foram prejudicados pela ocupação. A folha de pagamento da universidade também estaria em risco, com a impossibilidade de se utilizar o prédio da reitoria, onde ela é produzida.
O motivo e a resposta
O principal motivo da ira dos alunos está em três decretos do governador do Estado de São Paulo, José Serra, que alteram alguns pontos da administração das universidades. Desde que ocuparam a reitoria, os alunos pedem a revogação das leis. Os manifestantes alegam que algumas medidas dificultam a melhor distribuição dos recursos da universidade, impedem as contratações e tiram a autonomia das instituições.
Para tentar acalmar os ânimos, o governador publicou no Diário Oficial do Estado, dia 29, um ato declaratório com o objetivo de explicar a abrangência dos decretos assinados no início do ano, relativos às universidades. Com isso, o governo pretende reafirmar que os decretos não ferem a autonomia das universidades, como alegam professores, estudantes e servidores.
Reintegração
O juiz titular da 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Edson Ferreira Silva, determinou que o Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo cumprisse, a partir de 18 de maio, a reintegração de posse no prédio da reitoria da universidade. O mandado de reintegração expedido dois dias antes.
A iminência do cumprimento do mandado, dia 22 de maio, o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, Joviano Conceição Lima, afirmou, depois de reunião com a reitora da USP que os alunos que ocupam o prédio da reitoria podem deixar o local presos.
"Caso seja constatada depredação patrimonial, desacato ou furto, a polícia tem obrigação de prendê-los. Entre outras coisas, eles podem responder por formação de quadrilha", disse, na ocasião, quando afirmou ainda que estava com o plano montado para cumprir a ordem judicial. A partir dessa data, não deu mais nenhuma declaração à imprensa.
O confronto
No dia seguinte, os alunos e funcionários públicos, majoritariamente da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) fizeram uma caminhada da avenida Paulista até a Assembléia legislativa. Na data, deveriam ser votados os decretos do governador José Serra. Houve confronto com a polícia e a sessão acabou adiada. Não houve registro de prisões.
Cerca de 3 mil alunos e funcionários da USP, além de simpatizantes do movimento, participaram do protesto que pretendia chegar ao Palácio dos Bandeirantes, na tarde do dia 31 de maio, nas ruas da capital. A polícia montou barreiras para conter o avanço dos manifestantes, que tentaram romper o bloqueio por quatro vezes. Houve confronto e a manifestação foi contida pelos policiais com gás-pimenta.No mesmo dia, o secretário de Justiça, Luiz Antônio Guimarães Marrey reiterou que não haverá negociações sem desocupação da reitoria. Na última sexta-feira, os estudantes decidiram manter a ocupação do prédio da reitoria da universidade, após a realização de uma assembléia. Nesta segunda-feira, os estudantes têm uma reunião agendada com a reitora da USP, Sueli Vilella, para negociar as reivindicações. Um mês depois, tudo recomeça, praticamente do zero.
Estive lá hoje para paticipar do III EncontroEstadual de Universidades Públicas Paulistas. Valeu apena por saber que essa luta não será em vão.sábado, 26 de maio de 2007
9° Congresso de História do Grande ABC
EncerramentoBiografia de um livro: a propósito do cinqüentenário de São Caetano do Sul em Quatro Séculos de História, de José de Souza Martins
Depoimento com o autor que é professor titular de Sociologia da Universidade de São Paulo - USP
Apresentação da Banda Jovem de São Bernardo do Campo
Confraternização
sexta-feira, 25 de maio de 2007
quinta-feira, 24 de maio de 2007
9º Congresso de História do Grande ABC

Visita ao Pico do Bonilha, patrimônio cultural da Região do Grande ABC - Saída EMEB Sta. Terezinha
Espaços de depoimento:
A presença histórica das religiões no ABC - Ao longo da história as religiões tiveram, e ainda têm, um papel fundamental na estruturação de indivíduos e grupos sociais. O propósito deste espaço é chamar a atenção para a existência histórica de algumas religiões no Grande ABC através de relato de pessoas que tenham tido uma vivência significativa no interior das mesmas. Os relatos não deverão abordar questões doutrinais e sim a história da instituição na sua relação com a Região do Grande ABC.
*Mário Kimitada Hirai – Comunidade Budista
*Jihad Hassan Hammadeh – Comunidade Islâmica
*Levi Correia de Araújo – Igreja Batista
*Nilson de Souza Santos – Candomblé
*Coord. Márcio Magalhães Fontoura – diretor geral da FAENAC, coordenador diocesano da Pastoral da Educação
Memórias do trabalho I
Trabalhadores aposentados se encontram para relatos acerca das condições de trabalho de outrora, recuperando, a partir de suas experiências, o cotidiano de trabalho de um tempo permeado pelos olhares da memória.
Coord. Philadelpho Braz – memorialista e coordenador do GIPEM.
A atividade Memórias de Trabalho I, realizada na manhã do dia 24, cativou os participantes com histórias e depoimentos de ex-metalúrgicos que vivenciaram o verdadeiro “chão da fábrica”. Ficaram registradas as angústias, as conseqüências da militância numa época de repressão (prisões, problemas com a família), o medo de perder o emprego, as condições de trabalho, o respeito às hierarquias e a rigidez do horário. Segundo o coordenador da atividade, Philadelpho Braz, a história do trabalho envolve a pessoa de tal forma que acaba se tornando o centro do universo.
Mulheres de Eldorado
Apresentação do grupo de dança formado por mulheres do Bairro Eldorado de Diadema
Apresentação do grupo de dança formado por mulheres do Bairro Eldorado de Diadema
Espaços de diálogo:
São momentos dentro do Congresso onde, a partir de inscrição prévia, pesquisadores acadêmicos e não acadêmicos, estudantes, memorialistas e protagonistas, discutem, entre si e com o público presente, temas que estudam, pesquisam, vivenciam e/ou vivenciaram.
1. Dança no ABC
Coord. Arlete Feriani – socióloga, pesquisadora de dança e membro do GIPEM
2. Gestão de Cultura e Ação Cultural
Coord. Dalila Teles Veras – escritora, editora e animadora cultural
3. Futebol Operário
Coord. José Eduardo Assumpção – professor de Educação Física da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo e membro do COMPAHC-SBC
São momentos dentro do Congresso onde, a partir de inscrição prévia, pesquisadores acadêmicos e não acadêmicos, estudantes, memorialistas e protagonistas, discutem, entre si e com o público presente, temas que estudam, pesquisam, vivenciam e/ou vivenciaram.
1. Dança no ABC
Coord. Arlete Feriani – socióloga, pesquisadora de dança e membro do GIPEM
2. Gestão de Cultura e Ação Cultural
Coord. Dalila Teles Veras – escritora, editora e animadora cultural
3. Futebol Operário
Coord. José Eduardo Assumpção – professor de Educação Física da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo e membro do COMPAHC-SBC
O futebol praticado dentro das empresas teve um papel importante na história do esporte e da própria região. Por conta disso, o Espaço de Diálogo realizado na tarde do dia 24, com o tema “Futebol Operário”, estimulou historiadores, memorialistas, alunos da Escola Estadual Iracema Munhoz e amantes do esporte a compartilharem lembranças de bons times – como o Irmãos Romano e o DER – e bons “causos”.Um dos participantes, Walter Adão, de Diadema, lembrou que a história do futebol nas fábricas é bastante rica. Os diversos campeonatos tinham a finalidade de confraternizar os funcionários. “Futebol é a coisa mais bonita para se fazer amizades”, disse.Ciro Cassetari, ex-presidente do Palestra de São Bernardo, ressaltou que as fábricas estimulavam os funcionários a praticar esporte. Eram muitos times formados e os clubes – ou Associações Desportivas Classistas (ADC) – ficaram tão fortes que buscavam jogadores de fora. “As fábricas contratavam bons jogadores, que viravam funcionários efetivos, dando expediente na empresa”, contou.Perguntados sobre o futuro, a opinião foi praticamente unânime: o futebol de fábrica está acabando. “As empresas não aplicam mais no futebol, estão enxugando seus quadros de operários e não têm mais condições para isso”, lamentou Cassetari.
4. Movimentos Sociais (Memória e Meio Ambiente)
Coord. Simone Scifoni – geógrafa do IPHAN e membro do COMPAHC-SBC
5. Educação e cultura: construção de conhecimentos
Coord. Alexandre Takara – professor de Antropologia da UMESP e Secretário Adjunto de Cultura, Esportes e Lazer de Santo André.
6. As cenas musicais no ABC
Coord. Júlio Mendonça - analista de cultura da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo
7. Culturas e formas de trabalho
Coord. Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio – professor de Filosofia e coordenador geral de Pesquisa e Pós-Graduação da FAENAC
Diálogo com a produção científica sobre o ABC (apresentação de pôsteres)
Coord. Simone Scifoni – geógrafa do IPHAN e membro do COMPAHC-SBC
5. Educação e cultura: construção de conhecimentos
Coord. Alexandre Takara – professor de Antropologia da UMESP e Secretário Adjunto de Cultura, Esportes e Lazer de Santo André.
6. As cenas musicais no ABC
Coord. Júlio Mendonça - analista de cultura da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo
7. Culturas e formas de trabalho
Coord. Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio – professor de Filosofia e coordenador geral de Pesquisa e Pós-Graduação da FAENAC
Diálogo com a produção científica sobre o ABC (apresentação de pôsteres)
Mesa de debate
O papel das Instituições de Ensino Superior do ABC no desenvolvimento regional
*Paulo Rogério Stella – professor da UMESP e Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Fundação Santo André.
*Paulo Bessa – professor de Psicologia e Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UMESP
*Joaquim Celso Freire e Silva – professor da Universidade IMES
*Coord. Jeroen Johannes Klink – Professor-Adjunto na área de Análise Econômica para Ciência e Tecnologia e Pró-Reitor Pró-Tempore de Extensão da Universidade Federal do ABC.
O papel das Instituições de Ensino Superior do ABC no desenvolvimento regional
*Paulo Rogério Stella – professor da UMESP e Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Fundação Santo André.
*Paulo Bessa – professor de Psicologia e Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UMESP
*Joaquim Celso Freire e Silva – professor da Universidade IMES
*Coord. Jeroen Johannes Klink – Professor-Adjunto na área de Análise Econômica para Ciência e Tecnologia e Pró-Reitor Pró-Tempore de Extensão da Universidade Federal do ABC.
A universidade como laboratório para novas soluções.
Ir além do ensino puro e simples, preparar os alunos para pensar e propor soluções dos problemas econômico-sociais da região. Em linhas gerais, foi o ponto central da Mesa de Debate “O Papel das Instituições de Ensino Superior do ABC no Desenvolvimento Regional”, que aconteceu na noite do dia 24. Os debatedores, representando as principais universidades do Grande ABC, abordaram os diversos projetos de extensão universitária desenvolvidos atualmente, que buscam auxiliar o desenvolvimento de todo o Grande ABC.Para o coordenador da mesa, o Prof. Jeroen J. Klink, existe a necessidade de uma melhor articulação entre universidades e o setor produtivo. “A universidade deve apoiar a reestruturação produtiva, propor mudanças para um melhor modelo de desenvolvimento”, afirmou.
Ir além do ensino puro e simples, preparar os alunos para pensar e propor soluções dos problemas econômico-sociais da região. Em linhas gerais, foi o ponto central da Mesa de Debate “O Papel das Instituições de Ensino Superior do ABC no Desenvolvimento Regional”, que aconteceu na noite do dia 24. Os debatedores, representando as principais universidades do Grande ABC, abordaram os diversos projetos de extensão universitária desenvolvidos atualmente, que buscam auxiliar o desenvolvimento de todo o Grande ABC.Para o coordenador da mesa, o Prof. Jeroen J. Klink, existe a necessidade de uma melhor articulação entre universidades e o setor produtivo. “A universidade deve apoiar a reestruturação produtiva, propor mudanças para um melhor modelo de desenvolvimento”, afirmou.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
9º Congresso de História do Grande ABC

Conferência:
A Produção da Vida
*Suzanna Sochaczewski (conferencista) – socióloga , coordenadora de educação do DIEESE
*Luis Paulo Bresciani (debatedor) – Secretário de Desenvolvimento Econômico e Ação Regional da Prefeitura de Santo André e Professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (IMES)
*Antonio Possidônio Sampaio (debatedor) – advogado e escritor
*Coord. Alexandre Polesi - jornalista, diretor editorial do Grupo Olho Vivo e da ABC Editorial
Mesas de debate
1 - A indústria hoje no ABC – Adeus ao trabalho?
*Tarso de Melo – advogado e poeta
*Angelo Marcos Queiroz Prates – economista, professor e coordenador do Curso de Ciências Econômicas da Fundação Educacional Guaxupé.
*Jefferson José da Conceição – economista do DIEESE
*José Armando Pereira da Silva – pesquisador da história cultural, membro da A.B.C.A.
*Coord. Terezinha Ferrari – professora de história e sociologia do trabalho no Centro Universitário Fundação Santo André
2 - Regionalidade: contradições históricas e culturais
*Matilde Maria Almeida Melo – professora de Sociologia da PUC-SP
*João Carlos de Moraes – Coordenador do Núcleo de Pesquisa Institucional em Desenvolvimento Regional da FAENAC
*Daniel Lima – jornalista, escritor e diretor-editorial da revista LivreMercado
*Coord. Ademir Médici – jornalista e pesquisador da história do Grande ABC
Conversas de Memória I
Momento livre para pesquisadores, memorialistas e protagonistas trocarem idéias, experiências, contarem causos e compartilharem memórias.
Relíquias de História
Apresentação de peça teatral com alunos que integraram as oficinas de teatro de São Bernardo do Campo
terça-feira, 22 de maio de 2007
9º Congresso de História do Grande ABC

Entrega das obras de reforma geral da EMEB Santa Terezinha - O local escolhido para abrigar o evento, a antiga Escola Municipal de Educação Básica Santa Terezinha, foi a primeira escola do ensino pré-primário municipal de São Bernardo do Campo, fundada em 1960. Tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Artístico e Cultural, em 2001, o espaço foi totalmente recuperado para a realização do Congresso.
Solenidade de abertura do 9º Congresso de História do Grande ABC
Apresentação musical com Esqui
Exposições
Lançamento de livros
Apresentação do Grupo Folclórico de Congada do Parque São Bernardo
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Dia de Combate a violência e exploração sexual de crianças e adolescentes
O Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e adolescentes, nesta sexta-feira, 18 de maio, será marcado por palestras, debates, apresentação de filme e atividades de conscientização na rede de ensino municipal, nas unidades básicas de saúde e nos serviços públicos de São Bernardo.
O Teatro Cacilda Becker, no Paço, terá programação especial a partir das 13h30. Entre os convidados, o desembargador Antonio Carlos Malheiros, responsável pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, e o juiz Luiz Carlos Ditommaso, da Vara da Infância e da Juventude do Fórum de São Bernardo, abordarão os aspectos jurídicos da violência sexual. A partir das 14h30, serão apresentados os problemas de ordem médica e psíquica pelo ginecologista Jefferson Drezett, coordenador do Serviço de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, de São Paulo. O debate sobre o tema virá na seqüência.
A outra atração ficará por conta da exibição do premiado filme Anjos do Sol, de Rudi Lagemann. A fita relata a história de uma garota de 12 anos que é vendida pela família a um recrutador de prostitutas. Maria (Fernanda Carvalho) é encaminhada para um prostíbulo na Floresta Amazônica, onde sofre vários abusos sexuais. O elenco traz Antônio Calloni, Chico Diaz, Otávio Augusto, Vera Holtz e Darlene Glória, entre outros.
Paralelamente à programação no teatro, durante todo o dia, várias atividades ocorrerão nas escolas e órgãos públicos municipais com distribuição de panfletos de orientação e conscientização. Uma das recomendações em casos de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes é denunciar os crimes na própria Delegacia de Defesa da Mulher ou pelos telefones 0800 7737-888.
O dia 18 de maio foi instituído pela lei federal 9.970, de 2000. A data é em protesto ao crime contra Araceli Cabrera Sanches que, aos 8 anos, em 1973, foi seqüestrada, drogada, espancada, estuprada e morta em Vitória, no Espírito Santo.
O Teatro Cacilda Becker, no Paço, terá programação especial a partir das 13h30. Entre os convidados, o desembargador Antonio Carlos Malheiros, responsável pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, e o juiz Luiz Carlos Ditommaso, da Vara da Infância e da Juventude do Fórum de São Bernardo, abordarão os aspectos jurídicos da violência sexual. A partir das 14h30, serão apresentados os problemas de ordem médica e psíquica pelo ginecologista Jefferson Drezett, coordenador do Serviço de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, de São Paulo. O debate sobre o tema virá na seqüência.
A outra atração ficará por conta da exibição do premiado filme Anjos do Sol, de Rudi Lagemann. A fita relata a história de uma garota de 12 anos que é vendida pela família a um recrutador de prostitutas. Maria (Fernanda Carvalho) é encaminhada para um prostíbulo na Floresta Amazônica, onde sofre vários abusos sexuais. O elenco traz Antônio Calloni, Chico Diaz, Otávio Augusto, Vera Holtz e Darlene Glória, entre outros.
Paralelamente à programação no teatro, durante todo o dia, várias atividades ocorrerão nas escolas e órgãos públicos municipais com distribuição de panfletos de orientação e conscientização. Uma das recomendações em casos de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes é denunciar os crimes na própria Delegacia de Defesa da Mulher ou pelos telefones 0800 7737-888.
O dia 18 de maio foi instituído pela lei federal 9.970, de 2000. A data é em protesto ao crime contra Araceli Cabrera Sanches que, aos 8 anos, em 1973, foi seqüestrada, drogada, espancada, estuprada e morta em Vitória, no Espírito Santo.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Estamos atrasados
A nossa educação em comparação com outros países emergentes como a China e a Coréia está com um atraso de pelo menos 50 anos. Se essa comparação for feita com relação aos países ricos, a distância é de 120 anos (para eles, nosso país mesmo no século XXI, em termos de educação está no século XIX). Mas por que estamos nessa situação? Segundo os economistas Eduardo Giannetti da Fonseca e o irlandês Dan O'Brien, especialista em nações emergentes, não temos uma visão de longo prazo sobre o problema. Os dois economistas fizeram uma palestra em São Paulo nesse último mês e o tema principal de debate foi o não oferecimento de um ensino de boa qualidade por nossas instituições. Um fator importante para chegarmos a essa realidade, segundo Giannetti, é um modo constante dos governantes e autoridades de manter os mesmos padrões e diretrizes à educação ao longo dos séculos, nos vários níveis de governo, com uma necessidade de perseguir resultados imediatos, sem pensarem em medidas reais cujos efeitos pudessem ocorrer depois de anos, com a troca de poder. Isso explica o fato de parte do orçamento para a educação ter se esvaído em obras e não em formação e qualificação. Segundo ele "No Brasil, encara-se a educação como um problema de construção civil: as autoridades competem para saber quem mandou erguer a escola mais vistosa".
Dan O'Brien, reforça a idéia de que as nossas escolhas brasileiras tem muito a desejar no que se refere a uma qualidade ensino: metas acadêmicas, professores competentes e um sistema preparado para cobrar os resultados. Simples, mas a exemplo de outros países só é possível chegar a esses requisitos se soubermos investir recursos às questões pedagógicas e esperar por anos, décadas para se chegar a um resultado, esquecendo questões políticas e interesses de grupos. O'Brien dá um exemplo vindo de seu próprio país, a Irlanda. Nos anos de 1970, quando os irlandeses tinham um lastimável índice de 35% de analfabetismo, a iniciativa partindo dos líderes de partidos rivais que estabeleceram metas detalhadas a ser cumpridas para a educação para os anos seguintes, que ficou conhecido como "pacto para o ensino". Depois de líderes que entraram e saíram do poder esse compromisso com a educação se manteve e a Irlanda tem um bom modelo de educação.
A solução para o Brasil ou é começar a pensar lá na frente ou ver todo mundo lá longe nos tendo como referência de uma educação de má qualidade.
Uma mãe perguntou a Napoleão: quando deverei começar a educar meu filho? 40 anos antes de nascer, respondeu ele.
Dan O'Brien, reforça a idéia de que as nossas escolhas brasileiras tem muito a desejar no que se refere a uma qualidade ensino: metas acadêmicas, professores competentes e um sistema preparado para cobrar os resultados. Simples, mas a exemplo de outros países só é possível chegar a esses requisitos se soubermos investir recursos às questões pedagógicas e esperar por anos, décadas para se chegar a um resultado, esquecendo questões políticas e interesses de grupos. O'Brien dá um exemplo vindo de seu próprio país, a Irlanda. Nos anos de 1970, quando os irlandeses tinham um lastimável índice de 35% de analfabetismo, a iniciativa partindo dos líderes de partidos rivais que estabeleceram metas detalhadas a ser cumpridas para a educação para os anos seguintes, que ficou conhecido como "pacto para o ensino". Depois de líderes que entraram e saíram do poder esse compromisso com a educação se manteve e a Irlanda tem um bom modelo de educação.
A solução para o Brasil ou é começar a pensar lá na frente ou ver todo mundo lá longe nos tendo como referência de uma educação de má qualidade.
Uma mãe perguntou a Napoleão: quando deverei começar a educar meu filho? 40 anos antes de nascer, respondeu ele.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
sábado, 27 de janeiro de 2007
Dia do Inspetor de Alunos ou Dia do Bedel
Existe dia para todas as profissões e motivos, mas alguém sabe quando se comemora o dia do Bedel?
A Camara Municipal de Curitiba tem uma proposta para criar essa data comemorativa. Ela é do vereador Jair Cézar (PTB) que propõe os festejos na primeira sexta-feira do mês de maio. Inspetores das escolas da rede municipal de ensino prestam relevantes serviços: desde recepcionar os alunos, além de manter a disciplina e ordem nas dependências das instituições. Durante o recreio, são os inspetores que circulam entre os alunos, coibindo excessos. E ainda , que enquanto os alunos estão em sala de aula, os inspetores auxiliam na direção da escola, exercendo diversas atividades. Como exemplo, cita visitas às casas de estudantes faltosos, atendimento às necessidades de materiais nas salas, auxílio aos professores que se ausentam por alguns instantes, além de permanecerem nas instituições fora do horário de expediente, fazendo companhia aos estudantes, cujos pais se atrasaram em buscá-los.
São funcionários necessários e muito úteis nas escolas mas, às vezes agredidos verbalmente e com ameaças físicas por maus alunos ou funcionários. E com a instituição do dia do Inspetor Escolar Municipal será a oportunidade para destacar a sua importância num determinado dia do ano.
A Camara Municipal de Curitiba tem uma proposta para criar essa data comemorativa. Ela é do vereador Jair Cézar (PTB) que propõe os festejos na primeira sexta-feira do mês de maio. Inspetores das escolas da rede municipal de ensino prestam relevantes serviços: desde recepcionar os alunos, além de manter a disciplina e ordem nas dependências das instituições. Durante o recreio, são os inspetores que circulam entre os alunos, coibindo excessos. E ainda , que enquanto os alunos estão em sala de aula, os inspetores auxiliam na direção da escola, exercendo diversas atividades. Como exemplo, cita visitas às casas de estudantes faltosos, atendimento às necessidades de materiais nas salas, auxílio aos professores que se ausentam por alguns instantes, além de permanecerem nas instituições fora do horário de expediente, fazendo companhia aos estudantes, cujos pais se atrasaram em buscá-los.
São funcionários necessários e muito úteis nas escolas mas, às vezes agredidos verbalmente e com ameaças físicas por maus alunos ou funcionários. E com a instituição do dia do Inspetor Escolar Municipal será a oportunidade para destacar a sua importância num determinado dia do ano.
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